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Conhecer as CreativeMornings sem sair de casa!


Estamos em casa, confinados a um espaço e tempo onde o telemóvel é a maior janela para o mundo exterior. Tempo ideal para percorrer algumas edições passadas da CreativeMornings globais e viajar sem sair de casa.

Primeira paragem, fevereiro de 2018, Atlanta. Amena Brown falou sobre “Creative Anxiety”. Numa altura em que a adaptação a novas formas de estar ainda desperta ansiedade, vale a pena relembrar alguns erros comuns e o que fazer para lidar melhor com eles.


Miguel Peiró, Madrid, setembro de 2018, falou sobre “Caos”. Carateriza o ser humano como caótico por natureza, mas é isso mau? Com uma citação de R.P. Freynman diz para nos dedicarmos ao que mais gostamos e fazê-lo da maneira mais indisciplinada, irreverente e original possível.


Em 2013, Nova Iorque, Seth Godin falou sobre “Thinking Backwards”, as perceções “erradas” que todos temos quando chega a altura de lutarmos pelo emprego que queremos. Falhar não é mau, em alguns é necessário para dar o passo correto.

Fazer aquilo que gostamos é o que todos desejamos, mas nem sempre a nossa realidade. De volta a Atlanta, mas a 2011 quando Ben Chestnut pediu a todos na plateia para fazerem o que gostavam. A mensagem foi simples “Be good at it, embrace it, love it”.

Abril é mês de... PROPÓSITO!


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Estás aqui. Estar aqui significa que estás vivo, que existes e o mero facto de existires significa que tens um propósito.  

O “Propósito” não tem de ser algo grandioso. Na realidade, este pode existir em diferentes medidas e dimensões, separadamente, ou mesmo em conjunto.  

Martha Beck, autora e coach, escreveu um dia: «A “música” do propósito da tua vida tem um caráter único. Surge muitas vezes como um sentimento de alegria e leveza no corpo […] Também pode surgir como um deslumbramento, um forte desejo de prestar atenção a certos temas ou fenómenos. Acima de tudo, é um sentimento de que o que estamos a fazer é significativo».

O teu propósito é composto tanto pelo literal como pelo abstrato e o seu poder é incontestável. Aqueles momentos, memórias, ideias e conversas para as quais estás sempre a regressar, com grande ternura, compõem a base do teu Propósito.

O que é que faz os teus olhos brilharem? O que é que te traz paz? Quais são as grandes ideias que dão sentido aos teus dias? E quais sãos os detalhes específicos de cada um desses sentimentos que te atraem?

Por maior ou mais pequeno que seja, busca a força e a inspiração ao teu propósito. Permite-te abordar as decisões com o teu propósito em mente. Quanto mais fizeres as coisas de acordo com o teu propósito, menor é o padrão para o que estás condicionado a fazer.

Quando em dúvida, dá os passos que necessitas para seguires o caminho da tua felicidade. Este caminho é o teu Propósito.

O nosso capítulo de Indianapolis escolheu o tema destes mês: “Propósito” e o Jason Ratliff ilustrou o tema.

Sabes qual é a tua IDENTIDADE?


Quando começámos a planear o evento do mês de Março estávamos longe de imaginar que este seria um autêntico desafio à Identidade, não apenas de todos nós, mas das próprias CreativeMornings no mundo todo! Aqui pelas CreativeMornings Porto somos apreciadores de uma boa dose de ironia, mas não precisávamos de tanta…

Após esta pandemia que assolou o mundo inteiro e nos deixou a todos mais isolados, tivemos de parar para perceber não apenas as reais implicações desta situação nos nossos eventos, mas prinicipalmente parar para pensar de que forma podíamos manter o espírito das CreativeMornings vivo. Após várias discussões entre Equipa e com os outros capítulos à volta do globo, achámos que valia a pena tentar manter o espírito da comunidade vivo, mas em formato digital. Foi por isso com muita alegria que realizámos o nosso 1.º evento virtual este mês.

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Alegramente pelas 8h30 reunimo-nos no Zoom, não sem antes termos vários contratempos informáticos próprios de uma primeira edição e começámos por um curso super rápido e intensivo sobre como trabalhar com a plataforma. A seguir a isto e, após termos registado 55 pessoas online, dividimos os participantes em grupos de 6-7 pessoas para que se pudessem conhecer melhor numa espécie de fila para o café que já é a nossa imagem de marca! Demos o mote para o desbloqueador de conversa com uma pergunta sobre o tema do mês: No meio disto tudo continuo a identificar-me com…

Após 10 minutos de conversa regressámos com o desafio de sermos os nossos próprios fotógrafos e podermos documentar o evento não apenas para a nossa página de Flickr mas também para podermos criar uma imagem conjunto no final que reflectisse a diversidade de nossa comunidade. 

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Eram 9h em ponto quando o Vítor Fernandes, maquilhador profissional que também encarna a Natasha Semmynova  começou a contar-nos que a Identidade é muito mais do que aquilo que nos define e que o mais importante é estarmos confortáveis com quem somos. A sua apresentação começou com o cartão de visita que habitualmente usa: a sua participação no The Voice Portugal em 2015.

O Vítor aos 19 anos percebeu que era homossexual e que isto não é uma escolha ou uma opção, mas antes uma orientação sexual que é preciso aceitar. Depois disto até ser drag queen foi um passo que demorou apenas 2 meses e onde, em 1999 nos primeiros bares gay onde foi, descobriu  o admirável mundo drag queen da Invicta, com o qual se maravilhou.

Fez o seu primeiro espectáculo há 21 anos atrás e hoje em dia define ser drag queen como: o Vítor é uma pessoa e a Natasha Semmynova é uma personagem. Mas distingue também entre a persona, a extensão de uma pessoa que é o criador desta persona e a personagem, um papel desempenhado por um ator/atriz num evento cultural e que pode ter várias pessoas a encarnar esta mesma personagem. Neste caso, a sua  Natasha Semmynova, nascida em Agosto de 1999 e cujo nome vem de uma personagem do Casino Royale do Herman José e se define por ser bastante andrógena, é a sua persona que apenas pode ser encarnada apenas por ele, já que foi criada pelo próprio e foi sendo construindo ao longo destes anos.

O seu primeiro espectáculo de drag queen aconteceu por vontade de se partilhar e de se afirmar enquanto artista já que sempre cantou ao vivo, ainda em 1999, numa altura em que o transformismo e o drag queen ainda não representavam a mesma coisa, onde o transformismo era mais clássico e mais associado aos travestis e o drag queen era uma imagem mais exagerada dos próprios transformistas. 

O seu processo criativo é diário e passa também pela reutilização de adereços antigos com uma mistura de atualidade. E esta originalidade que o tem levado a encarnar personagens no teatro ou nas Quintas de Leitura do Porto, a produzir eventos no Porto, a falar sobre o seu trabalho em vários eventos e a defender os direitos LGBT ao ponto de já ter recebido alguns prémios.

A sua mensagem principal é que todos somos pessoas únicas apesar do Mundo não girar à nossa volta, que é importante respeitar os outros mesmo que não consigamos aceitar algumas coisas e que não estamos sozinhos no Mundo. 

E foi com esta mensagem que nos despedimos da nossa já habitual Comunidade.  Não podemos ignorar esta pandemia e a que realidade atual que estamos a viver, mas podemos (e devemos!) continuar a manter o espírito e a Comunidade unidos, sejam em formatos presenciais ou virtuais! E no próximo mês já sabemos que voltamos a encontrar-nos virtualmente. 


Até lá ficamos todos em casa!

Para a semana, mantemos a IDENTIDADE noutro formato!


A disseminação global do coronavírus (COVID-19) levou-nos a um território desconhecido, com desafios ímpares e a um tempo onde teremos muito rapidamente de nos reinventar. Onde a nossa IDENTIDADE será posta à prova…

Não será por isso de estranhar, que as CreativeMornings no mundo inteiro estejam oficialmente suspensas no formato presencial, pelo menos até Abril deste ano, a bem da segurança e saúde da nossa comunidade, incluindo voluntários, oradores e parceiros.

Ponderámos durante algum tempo o que fazer então com a nossa Comunidade, numa época em que pelo bem de todos, não nos podemos juntar como gostamos, onde os abraços estão suspensos, onde só sabemos que existimos pelas parcas saídas à rua ou pelos aplausos na janela.

Após uma breve reflexão entre toda a Equipa achámos que nesta altura, mais do que nunca, seria de extrema importância estarmos juntos, partilharmos um pouco do nosso tempo, ouvirmos uma conversa inspiradora e falarmos sobre o que nos preocupa, enquanto podemos beber café em casa, seja no sofá, na cozinha, ou na cama! E é por isso que alegremente anunciamos que vamos fazer o evento de Março em formato virtual!

Para isso, no próximo dia 27 de Março às 8h30 temos encontro marcado na plataforma Zoom (Uhhuhhh!). Enviaremos o link de acesso no dia anterior, bem como alguns detalhes de funcionamento para que possamos realizar o evento de Março todos juntos e nas melhores condições de interacção possíveis!

Estamos todos juntos nisso e é também em conjunto que o vamos superar!

Mas apesar do evento ser online, não temos largura de banda ilimitada e por isso a participação mantém-se limitada, sendo que tal como habitualmente ESGOTÁMOS os lugares disponíveis e temos almas criativas em lista de espera! Por isso, se não quiseres partilhar connosco o interior da tua casa - não precisamos de saber os motivos! - já sabes que te pedimos que canceles a tua inscrição! Mais do que nunca, não deves brincar com o karma este mês!!!

Um Abraço Virtual (de outra forma, mas com a mesma IDENTIDADE!),

A Equipa CreativeMornings Porto

MARÇO É MÊS DE… IDENTIDADE!

O que faz de ti, tu?

A tua identidade é composta de múltiplas coisas - as histórias que carregas, a música que amas, os desafios que superas, os livros que lês, as comunidades das quais fazes parte e muito mais. Mas a tua identidade é uma mistura colorida não apenas do que consomes ou crias, mas também das perguntas que fazes e do que estás disposto/a a aprender.

Na sua palestra das CreativeMornings, Lucy Bellwood partilhou: “Quando nos encaixamos demasiado numa única identidade ou percurso, privamo-nos dos nutrientes necessários para permanecer conectados/as ao mundo à nossa volta. Faltam-nos vitaminas de curiosidade.“

As coisas que te tornam inconfundivelmente tu não são apenas as arestas ecléticas, mas os pilares, crenças e valores em que simplesmente não podes mexer. Que tipo de espírito ou energia trazes para uma sala? Como apareces ao mundo? Quais são os teus pilares?

O cuidado e o amor mais exclusivos que podes dar à tua identidade criativa é criá-la com as tuas próprias mãos.

O tema Identidade deste mês foi escolhido pelo nosso capítulo de Jacarta e a Nadya Noor fez a ilustração e é apresentado pelo nosso novo Parceiro Global Basecamp.

Onde que fazes o INVESTIMENTO?


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Fevereiro trazia um tema bem concreto para explorar, escolhido pelo capítulo de Hong Kong: Investimento.

A equipa das CreativeMornings Porto decidiu então investir num homem da Invicta que deu o tudo por tudo por um projeto culturalmente relevante para a cidade e que nos viesse contar, com boa disposição, o seu trajeto e as suas perspetivas: assim chegou o Daniel Pires, fundador dos Maus Hábitos.

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Quando o Daniel chegou, o hall de entrada da Porto Design Factory, a nossa casa pela segunda vez, estava já recheado com o que os nossos incrivelmente gentis parceiros tinham preparado. Os patês da Greenalyn já estavam prontos a ser barrados em qualquer das opções (e desta vez eram várias!) de pão da Garfa;  os snacks ultra saudáveis da Bean’Go e a granola da Nolita estreavam-se no evento e os bolos da Supernova e os brigadeiros da Doce Ternura desafiavam qualquer dieta planeada. Depois era só escolher entre os refrescos Honest ou o leite de soja da Shoyce e terminar (ou começar, dependendo do sono!) com um belo café servido pela Booínga.

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Eram mais ou menos 9h quando o auditório se encheu com uma audiência atenta e de barriga satisfeita, pronta a ouvir, a abraçar e a trocar contactos online (passatempo sugerido sempre pela nossa Ana Azevedo; a host das CreativeMornings Porto desde 2019). 

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Durante 25 minutos as atenções colaram-se na história do Daniel Pires e nos seus (bons) Maus Hábitos, um espaço cultural criado no último andar de um prédio então devoluto e que se transformou, ao longo dos quase 20 anos de existência, num ponto de passagem de artistas em residência, de exposições, concertos e iniciativas artísticas variadíssimas, até ao momento presente, em que alberga também um restaurante com uma das melhores pizzas da cidade, segundo este orador que chegou a “por as mãos na massa”.

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A ironia ou a piada não podia ser maior, se atendermos ao nome que deu à associação que entretanto criou, para complementar as atividades do Maus Hábitos: Associação Saco Azul, galardoada pelo presidente da República e referida como “o caso azul mais legal do país”. 

Assim foi toda a talk, cheia de humor, com uma história pessoal rica em ironias, superação, provocação, muita coerência e uma persistência a toda a prova. A rematar os inúmeros detalhes que contou, desde a mãe bordadeira até ao facto de saber fazer um pouco de tudo, indo sempre mais além da sua formação inicial em fotografia, Daniel deixou uma mensagem forte, que ecoou também nas várias redes sociais por onde nos segue e comunica a comunidade CreativeMornings Porto: “Quem já falhou tem um conhecimento que vale ouro!”. 

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Ao contar sobre o período mais negro pelo qual passou como responsável deste espaço icónico, um espaço que incluía um bar, onde se conhecia os vários lados das pessoas “primeiro nos seus momentos sóbrios e depois nos seus lugares ébrios” - conta divertido, destaca o quanto aquela dificuldade o reforçou: “Foi o melhor momento da minha vida, aquele em que mais aprendi. Aliás, quando conheço alguém que também já falhou sinto que é esse tipo de pessoas que quero ao meu lado, porque se aprende tanto com isso que aquele tipo de falhanço não volta a acontecer!”

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Todas as histórias e enredos conseguiram espremer-se entre o tempo da sua apresentação e o espaço para perguntas e respostas, que foi claramente curto para toda a curiosidade que gerou. A mesma que, de resto, o define como pessoa e profissional, como deixa transparecer numa das suas frases: “Numa cidade, o mais importante não são as fachadas, são as suas brechas. O escondido, o que só vês se fores curioso.”

Foi um pouco destes pedaços escondidos que deixaram os assistentes cativados e tão focados que foi difícil passar ao momento final deste evento: pela primeira vez tivemos um momento musical no início e outro a fechar a conferência, pela voz suave da bela Frederica Rodrigues, de 17 talentosos anos.

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No final, tudo o que a equipa de organização desejou, foi que os 85 assistentes tivessem saído com uma sensação de investimento  que valeu a pena. Afinal, por dias assim, acordar cedo compensa!


Texto: Edite Amorim

Fotos: Filipe Brandão

Ilustração: Joel Faria

Fevereiro é mês de… INVESTIMENTO!


Todos os dias dedicamos o nosso tempo, recursos e energia ao mundo através das nossas decisões. Podemos ler certos livros, participar numa comunidade nova ou ter um novo um hobby. E, quer reconheçamos ou não isso, toda escolha que fazemos é um investimento seja a nosso favor ou contra nós mesmos.


Investir com sabedoria exige paciência e consciência. É uma arte que combina o nosso conhecimento de experiências passadas com as aspirações futuras para nos informar onde devemos colocar a nossa energia e o nosso coração. Para vivermos uma vida criativa sustentável, precisamos dizer “sim” às escolhas que trazem riqueza às nossas vidas, mesmo quando parecer arriscado.

Na Teoria do Investimento da Criatividade, o psicólogo Robert J. Sternberg descobriu que: “O maior obstáculo à criatividade […] não é a restrição dos outros, mas as limitações que  colocamos no próprio pensamento “.


Aproveita esta oportunidade para diversificar os teus sonhos. Converte as tuas dúvidas numa moeda positiva e aposta em ti mesmo. Sem dúvia nenhuma que verás o retorno que vai valer a pena.

O tema deste mês foi escolhido pelo capítulo de Hong Kong e ilustrado pela Bao Ho.

Sabes onde estão as tuas RAÍZES?


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O dia prometia chuva, mas todos chegaram  a salvo à Porto Design Factory (PDF), que acolhia, pela primeira vez, uma edição das CreativeMornings Porto. À volta da mesa alta, no espaço mais disputado do evento - fonte de calorias e networkings informais e alegres - dispuseram-se as iguarias habituais. Estavam os cupcakes, os scones salgados, o pão de banana e a granola do Piquenique, os bolos requintados trazidos pela Supernova, que desta vez participou com pão caseiro, que todos aproveitaram para barrar com os 4 patês irresistíveis da Greenalyn, os doces brigadeiros da Doce Ternura e iogurte e fruta fresca oferecida pela PDF, para dar o mote de saúde a quem resiste aos açúcares. 

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O ano inaugurou um novo patrocinador de café, a Booínga, feito no local pelo elegante Carlos, que disponibilizou café expresso ou de filtro a cada uma das pessoas que fez fila, de caneca na mão trazida de casa, como já vai sendo tradição nas CreativeMornings Porto.

Já passava das 9ha da manhã quando todo o público se sentou no anfiteatro cheio da PDF, pronto a ouvir o convidado Júlio Magalhães, falar do tema do mês: RAÍZES. O tema foi abordado com uma nota de informalidade, leveza e proximidade pelo diretor-geral do Porto-Canal (conhecido em pequeno por “Juca da Cuca”), que pincelou os seus 30 minutos de conferência com notas biográficas contadas em tom próximo. Desde a vida em Angola, pautada pelo “ar livre cheio de espaço”, até ao retorno à Invicta, onde a vida de adolescente encontrou um novo tom de cinza e desafio, todo o público viajou aos anos 70, à realidade dos retornados em Portugal, aos seus desafios, peculiaridades e sensações. 

Júlio Magalhães, agora também conhecido como escritor, precisamente centrado neste tema tão culturalmente específico dos Retornados, falou também da construção da sua carreira como jornalista. Sem nunca ter concluído estudos universitários, falou sem pudor do lugar das “cunhas”, dos contactos, das sugestões informais ouvidas em restaurantes ou em conversas de corredor, capazes de mudar vidas. Nos seus 30 minutos de exposição contou os seus saltos profissionais, de jornais para a rádio, para a televisão, de canal em canal, de experiência em experiência, percurso muito marcado pela “fome de mundo”, pela curiosidade que o fez viajar toda a Europa em inter-rail nos tempos de juventude. 

Juca, como é ainda conhecido nos círculos próximos, trouxe um toque de concreto e de realidade à construção de uma carreira, ao lugar da experiência vital e, sobretudo, à Pessoa humana com valores e “bom carácter”: “Prefiro um profissional que não seja tão bom mas que tenha bom carácter do que um que seja excelente e que não valha nada como pessoa. O que é preciso é boas pessoas, gente de bom carácter e humana!“. O tempo para perguntas e respostas foi pouco para a curiosidade que gerou e para o que ainda foi capaz de acrescentar através das suas respostas. 

Nesta sexta feira em que não choveu, o ano de 2020 começou em grande e deixou boas mensagens e belos abraços, entre uma comunidade crescente, multicultural e variadíssima, que se reúne uma sexta por mês de caneca (de café) na mão e ouvido atento.


Texto: Edite Amorim

Fotos: Filipe Brandão

Ilustração: Joel Faria

Carta Aberta de 2019 a 2020!


Começo esta reflexão por dizer que me é muito difícil escrever nos últimos tempos, defeito profissional de Investigadora - a minha profissão atual - que me obriga a ser muito objetiva naquilo que escrevo e divagar muito pouco pelas emoções que são o coração das CreativeMornings Porto!

Posto isto, vejo-me “obrigada” a começar então pelos números de 2019:

1 Ano, 1 Jantar Comunitário, 1 Piquenique de Equipa, 4 Espaços, 5 Rubricas no Porto Canal, 6 Reuniões de Voluntários, 12 meses, 13 Eventos, 13 Oradores, 14 Podcasts, 21 Voluntários, 27 Parceiros, + 100 Pessoas por Evento, 224 Podcasts Ouvidos, 1.240 Talks vistas.

Posta esta introdução mais fria, vamos então à história de como aqui chegamos - afinal de contas qualquer boa investigação tem de ter uma contextualização! - e explicar que antes de ser Host das CreativeMornings Porto eu nunca tinha estado sequer em nenhuma CreativeMornings no mundo inteiro! Mas este ano resolvi isso e fui visitar o capítulo de Edimburgo e conhecer os outros Hosts da Europa no EuroSummit que aconteceu em Maio de 2019!

Tudo começou em 2017… Eu conhecia e era amiga da Host das CreativeMornings Lisboa da altura, a Elisa Baltazar, que me falou disto e me despertou a curiosidade de ir procurar o que era! Quando chego ao capítulo de cá, vejo que estavam à procura de um/a Host mas infelizmente na altura a pessoa já tinha sido escolhida! E não era eu… Ainda assim, decidi ser parte da equipa de voluntários e poder contribuir nos moldes que fossem necessários para ver o evento acontecer. Mas por motivos que só o Destino conhece, a pessoa seleccionada acabou por não levar as CreativeMornings para a frente e eu, em Junho de 2018, decido falar com as Headquarters e enviar a minha candidatura! Tudo graças à incrível Catarina David que não só criou o guião do meu vídeo de apresentação, como andou comigo a filmar pela cidade fora e acabou por editar tudo de forma espectacular! Devo um obrigada especial também aos Dead Combo que me deixaram utilizar a música deles nesta brincadeira!

Se não for por mim, pelo menos em consideração à incrível Cat - a gaija do bídeo - vejam isto que vale a pena!

A minha figura de parva neste vídeo deve ter funcionado, porque a verdade é que 3 meses depois eu recebi uma resposta positiva e tornei-me a pessoa responsável por fazer isto acontecer todos os meses a Norte! 

A partir daí as coisas foram acontecendo. Primeiro devagar, o nosso primeiro evento de Janeiro teve 30 pessoas, em Abril passámos para 50, em Julho chegamos ao patamar das 75 e finalmente em Outubro atingimos os mais de 100 participantes pela primeira vez em toda a história das CreativeMornings Porto! Número que temos mantido nos últimos 4 meses e que obrigou também a equipa de voluntários a crescer - e vai ter de crescer mais que estamos à procura de voluntários! - e consequentemente também o número de parceiros que todos os meses se associam a nós! Pelo meio ainda fizemos um evento especial, em Junho, onde tivemos 3 projetos da audiência a serem apresentados em 90 segundos e um coro sénior a cantar múscas rock! Foi sem dúvida alguma, o evento mais emocional que organizámos este ano.

Aqui no meio, surgiu a ideia de disponibilizarmos as talks também em formato podcast e fomos convidados pelo Porto Canal a ter uma rubrica à 5.ª feira de manhã onde apresentamos projectos criativos da nossa audiência, que conhecemos cada vez melhor, ainda que esteja a crescer de mês para mês!

Para 2020 o nosso foco é manter a qualidade dos nossos Oradores/as, cuidar mais e melhor dos nossos parceiros, acarinhar ainda mais a comunidade que nos é fiel e podemos devolver muitas coisas boas a quem mais precisa, tal como recebemos. Eu não sou de pedir desejos, mas gostava de festejar o 7.º Aniversário de uma forma tão bonita quanto o anterior! Queremos também esforçar-nos por manter a equidade de género na escolha dos Oradores/as, dar a conhecer novos espaços da cidade do Porto, continuar a divulgar o que de melhor se faz a Norte e podermos utilizar este evento como um laboratório de experimentação de novidades, quer para os nossos parceiros, quer internamente na Equipa de Voluntários!

Em suma, queremos fazer mais - apenas no sentido de continuar a fazer os eventos mensais - mas queremos mesmo muito é fazer melhor! E acima de tudo que as CreativeMornings Porto tenham um vida longa e recheada de sucessos, independentemente de eu continuar aqui ou não! Porque a nossa COMUNIDADE merece!


O Best of das CreativeMornings Porto disponível aqui! Falta tanta coisa bonita, mas estas já me enchem muito o coração! 


Texto: Ana Azevedo

Fotografia: Filipe Brandão

Vídeo: Catarina David

Em Janeiro voltamos às nossas… RAÍZES!


Uma árvore é composta não apenas de folhas coloridas, mas também de casca, galhos e acima de tudo - das suas raízes. As raízes existem para fornecer sustento e uma base sólida para o resto do corpo.

Examina as tuas próprias ‘raízes’. Quando refazes o teu percurso o que é que encontras?

Na apresentação das CreativeMornings Gran Rapid, James Victore partilha: “As coisas que te tornavam esquisito/a em criança, são as que te fazem extraodinário hoje. Mas apenas se as colocares no teu trabalho.” Identifica as coisas que te centram e que tudo aquilo que carregaste contigo ao longo do tempo. Como é que as tuas raízes te moldaram no que és hoje?

O início de uma década totalmente nova oferece a desculpa perfeita para desenterrar o antigo e nutrir os elementos que o sustentam. O trabalho criativo e corajoso começa debaixo da terra.

O capítulo de Quebec escolheu o tema deste mês de raízes e Félix Girard ilustrou.

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