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November 15, 8:30am • WOW - Work on Wood • part of a series on Lost

Novembro é mês de Perdição!

Quando percorremos o desconhecido, este pode parecer assustador e arriscado. Flutuamos à voltacda pergunta sobre se estamos a ir no caminho e na direção certos e queremos saber o que vem a seguir.

Estar perdido é a comobinação da possibilidade com a incerteza. É uma desculpa para darmos um passo em direção a uma vida mais gratificante. Aquilo com que estávamos confortáveis pode não estar mais lá, mas teremos a notável oportunidade de nos reconectarmos connosco mesmos e abraçar a descoberta.

Nesses momentos “intermédios”, viremo-nos para o nosso farol interno e
prestemos atenção ao sítio para onde ele nos guia. O nosso farol é a luz que brilha dentro de nós, um sinal feito dos nossos valores, sonhos e prioridades.

A autora Anaïs Nin disse-o brilhantemente quando escreveu: “O desconhecido é a minha bússola. O desconhecido é a minha enciclopédia. Tudo o que não tem nome é a minha ciência e o meu progresso.”

Brilha. Pede ajuda e larga a ideia de que tens de fazer uma escolha perfeita. Podes sentir-te perdido/a, mas não estás sozinho/a.


O tema deste mês foi escolhido pelo nosso capítulo de Milwaukee e ilustrado pela Melissa Lee Johnson

“Behind the Scenes” | Voluntária Catarina David - Video Admirer


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1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam? 

Catarina David - ou isto, ou então Cat, Cat di!

2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Vi o arranque das Creative Mornings como “A Gaija do Bídeo”, e assim me mantenho. Não o poderá ser para sempre mas enquanto estou ainda quero gozar da diversão e loucura de acordar de “madrugada” (minha madrugada)!

3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Tento ser freelancer de Vídeo. Gosto de filmar, gosto de edição, gosto de correção de cor. Estou a tentar encontrar algo mais especifico. No entretanto mantenho-me num part time de restauração no Espiga. (Com malta fixe também!)

4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

O começar foi simples. Estava quase a sair da faculdade e queria fazer coisas. Mal a Sofia e o Gil me falaram, nem hesitei porque trabalhar com amigos pode ser algo bem satisfatório. E partilhar o custo de acordar a uma sexta de manhãzinha com amigos tem outro luxo. O continuar é porque gostava muito de tentar manter uma imagem visual nas CreativeMornings Porto que fui tentanto aprender aos poucos ao longo dos anos.

5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

É isso. Sou a gaija do bídeo.

6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

Acordar antes das 8! Hehehehe! Não tenho. Se se fizer isso com gosto é o que interessa, para mim.

7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio? 

Deu para rir, deu para chorar, deu para partilhar, para abraçar e ficar sempre espantada de existir. Obrigada. Vou dançar para outras “terras”.

8. Para ti, criatividade é…

Deixar voar, sem nunca perder o impulso do porque é que abriste as asas em primeiro lugar.

9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!

Toda a gente gosta de falar, todos os dias, sobre todas as coisas. Aqui a equipa das CM tenta procurar conversas inspiradoras. Eu sei que custa. Mas não sejas treng@. Há pequeno-almoço do bom e conversa bem boa. Junta-te a nós. Não te deixes ficar em casa! 


Foto: Filipe Brandão

DEIXA-TE FLUIR!

Este mês temos uma nova “casa”, o WOW – Work on Wood by Finsa, onde vamos estar até Dezembro. Estamos ansiosos para abrir as portas da sessão das CreativeMornings Porto mais concorrida de sempre, com cerca de 120 inscrições!

Para celebrar temos um pequeno-almoço com duas novidades boas: a Coca-Cola juntou-se a nós com os refrescantes chás Honest, que acompanham lindamente os deliciosos bolinhos do Chá das Cinco, a quem também damos as boas-vindas!

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No capítulo do pão, há várias alternativas trazidas pela Garfa e o difícil é escolher qual provar… O melhor é experimentar todas, cada uma com uma compota ou paté Greenalyn diferente; não há como resistir! Para acompanhar os cafés Senzu Coffee Roasters que a abcoffee nos traz, nada melhor do que um cupcake do Piquenique ou um brigadeiro da Doce Ternura!

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Está tudo a fluir, como se espera quando temos um craque da criatividade a animar o dia! Pois é, o Wandson Lisboa vem falar-nos de como chegou até aqui e de como o seu processo criativo flui. 

Comecemos pelo início: nasceu no Maranhão, onde cresceu inspirado pelos seus pais e por figuras divertidas, como os Saltimbancos Trapalhões. A mãe teve um papel muito relevante na sua vida, recriando, nos seus aniversários, ambientes com cenários que fazia integralmente, dedicados a um tema específico. O Wandson percebeu mais tarde que este foi um grande legado que a mãe lhe deixou: tinha-o colocado em várias situações possíveis, bastava-lhe escolher a que queria seguir…

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Entretanto decidiu vir para o Porto, para fazer um mestrado em Belas-Artes e mostrar que conseguia também fazer o doutoramento, mas calhou de ter tirado a sua primeira foto e postado no Instagram no dia 6 de outubro de 2010, primeiro dia de atividade desta rede social. A partir daí não parou mais!

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Percebeu então duas coisas importantes: a A-mi-za-de é o melhor que se pode ter, se não fossem os seus amigos, não teria incentivo e apoio para fazer as suas criações; por outro lado, afinal não era importante fazer o doutoramento, afinal conseguia ganhar dinheiro a fazer as suas fotografias.

Tal como a mãe anos antes, começou a pensar que podia fazer cenários cada vez maiores, com um lençol como pano de fundo, fotografando sempre e só com o telemóvel.

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A certa altura, 2 jornalistas argentinos mostraram-se interessados nele e, sem ele perceber, fizeram um artigo sobre o seu trabalho, colocando-o nos 10 criativos instagramáveis a seguir. Foi aqui que a vida do Wandson realmente mudou e as empresas começaram a querer trabalhar com ele.

Desde então trabalha com empresas como a NOS, a Ikea ou a Swatch. Tendo-se deparado com a necessidade de várias interações para afinar as suas propostas, o que o levou a repensar a forma como os processos criativos poderiam ser mais fluídos, passou a apresentar um primeiro draft sem retoques, para poder perder menos tempo nos ajustamentos, que só faz depois da aprovação da ideia.

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E para gerar ideias, parte de uma folha em branco e pensa de que forma é que o post que quer fazer pode ser interativo. Inspira-se nos estímulos que recebe na rua, na observação das pessoas e dos objetos, e também em séries e filmes. Se há um momento que lhe desperta uma sensação que ele quer partilhar, aproveita-o e trabalha-o, postando-o porque acha que é bom partilhar o que nos desperta os sentidos e porque é preciso fazer aquilo de que se gosta!

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O seu objetivo é passar do digital para outros formatos, algo mais relacional e palpável, quem sabe estar num museu!

E entretanto, não se esqueçam: #pagafinos !

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Texto: Patrícia Mascarenhas 

Ilustraçõa: Joel Faria

Imagem: Filipe Brandão

Vídeo: Pedro Nogueira

“Behind the Scenes” | Voluntário Joel Faria - Graphic Wonderer


1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam? 

No geral, Joel. E também me chamam muitas vezes João, algumas vezes eu corrijo, outras não.

2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Sou ilustrador, e o que tenho feito nas CM é captar graficamente as manhãs, e é isso que quero continuar a fazer, sim? Pode ser? A chefinha deixa?

3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Trabalho num serviço ao cliente, atendo chamadas, faço chamadas, leio mails, respondo a mails, tudo muito certinho e orientadinho nas 8h do dia laboral. E depois disso ainda faço desenho e ilustração, que também paga contas.

4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

Digo-vos, o pequeno almoço é imperdível! E mais não digo. Ok, digo… Comecei a marcar presença nas CreativeMornings Porto para conhecer as pessoas e os oradores. Acredito que conhecer as pessoas da tua cidade é importante, cria pontes, raízes e ajuda a crescer aquilo que fazes ao longo do ano.

5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

Na verdade sou eu que retiro mais das CM e tento dar de volta através daquilo que sei fazer melhor.

6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

Ok, eu tenho a psicose da agenda semanal, e das “to do” lists.

7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio? 

Não era João, era Joel.

8. Para ti, criatividade é…

Fazer coisas, com pessoas, para pessoas.

9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!

Não é pelo pequeno almoço, não é pelos oradores, é pela comunidade, vale mesmo a pena conhecer!


Foto: Filipe Brandão

E TU CONHECES A TUA MUSA?

O outono chegou e com ele as manhãs mais frescas, como esta manhã de 27 de Setembro em que estamos uma vez mais no Synergie para a CreativeMornings Porto deste mês. Mas o frio não demove quando a vontade impera e temos, nesta sessão, um número recorde de participantes de toda a história das CreativeMornings Porto!

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Como usual, começamos com um reconfortante pequeno-almoço, em que podemos deleitar-nos com as waffles Eggas e os pães da Garfa! Para os tornar ainda mais pecaminosos, a Greenalyn traz-nos as suas compotas e patés de comer até o frasco acabar…

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E como não há pecado sem doces, lá estão os brigadeiros da Doce Ternura e os bolos do Piquenique para nos desencaminhar! No capítulo das bebidas a escolha é entre os sumos naturais do Piquenique, os leites vegetais da Shoyce e, para a energia fluir ainda mais, os cafés da abcoffee e da Senzu Coffee Roasters.

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Chega a hora de falar de Musa, o nosso tema deste mês, e a que trazemos hoje é especial: Clara Silva, mais conhecida por Clara Não, ilustradora, com um mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão e um curso de Escrita Criativa e Ilustração pela  Willem de Kooning Academie de Roterdão.

Várias pessoas lhe vaticinaram outras profissões durante o seu percurso escolar, mas Clara escolheu estudar Design de Comunicação e começou por trabalhar nessa área. Ao mesmo tempo, interessou-se por outras atividades, como a cerâmica, a ilustração e a escrita, e resolveu aprofundar o seu conhecimento nestas últimas.

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A música é também uma paixão que não quis deixar de lado, por isso criou, com uma amiga, as Shuggah Lickurs, que participam em DJ Sets para os quais, quando se proporciona, a Clara faz os cartazes. O seu principal objetivo é construir ideias visuais através da escrita em suportes vários como o papel, o tecido, o vidro ou mesmo a rua. Para explorar melhor a vertente da escrita desenvolveu a capacidade de escrever com ambas as mãos, em todos os sentidos, fazendo várias experiências em volta disso.

A Clara Não tem várias musas nas quais se inspira para, com irreverência e ironia, reivindicar a igualdade, desmistificar tabus e explorar experiências pessoais que podem aplicar-se a outras pessoas. Exemplos destas musas são Sophia de Mello Breyner e Chimamanda Ngozi Adichie, pessoas que a ajudaram a perceber que pode ser mulher na indústria criativa e correr bem!

Depois de enviar a várias galerias o seu Post-Breakup Zime, passou, desde 2012, a ser presença regular em galerias do Porto, Lisboa, Guimarães e Londres. Publicou este ano o seu livro Miga, esquece lá isso.

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Para além disto, Clara Não gosta de bater o pé três vezes antes de sair de casa e às vezes esquece-se de fazer xixi! É ou não uma Musa inspiradora?!

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Texto: Patrícia Mascarenhas

Imagem: Filipe Brandão

OUTUBRO É MÊS DE … FLUXO!

Não é segredo que nosso mundo moderno está cheio de distrações: telas brilhantes. Notificações. Noticários 24 horas. Às vezes, pode ser exaustivo tentar fazer as coisas com todas as notificações e sons a competir pela nossa atenção.

No seu livro, Flow: The Psychology of Optimal Experience, o psicólogo e investigador Mihaly Csikszentmihalyi teoriza que as pessoas são mais felizes quando estão num estado de fluxo. Fluir é a experiência de mergulhar completamente numa busca singular e aplicar efetivamente as nossas capacidades.

Quando estamos a fluir, a nossa consciência do tempo momentaneamente dissolve-se. Estamos num estado temporário, mas energizante, que nos ajuda a progredir com a tarefa à nossa frente.Como podemos elevar-nos acima do barulho e entrar em fluxo?

Primeiro, precisamos de acalmar a nossa mente e respirar fundo. Depois temos de escolher uma tarefa (sim, apenas uma!) e estabelecer metas claras para ela. Temos de remover ou guardar qualquer distração à nossa volta. Por fim, agimos! Seja a escrever a primeira frase, a desenhar o primeiro traço ou a tocar a primeira nota - mergulha!

Ativa o teu fluxo e deixa que ele te leva onde precisas de ir.


O tema deste mês foi escolhido pelo nosso capítulo da Cidade do México e ilustrado pelo David Espinosa a.k.a. El Dee

“Behind the Scenes” | Voluntário Luís Silva - Subtitle Lover


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1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam?

Silva. Luís (opcional).

2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Legendagem. Check-in.

3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Tudo e nada.

4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

Porque aprendi a editar legendas para entender o Eden (à atenção da PJ: agora tenho o DVD) e achei que era um desperdício não usar o que aprendi para mais nada. Tal como chegar uma hora adiantado e não ficar a fazer o Check-in.

5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

Nem por isso. Mas agora sei fazer legendagem (e sei que “power chords” não é “o poder dos acordes”, por isso já sei mais coisas que alguns profissionais de tradução!).

6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

Acho que toda a gente sabe que se disser que estou num sitio às X horas, estou no mínimo 15 minutos antes.

7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio? 

“Podia ser pior…”

8. Para ti, criatividade é…

Ter um vocabulário de soluções para qualquer problema ou poder fazer um número o mais perto possível de infindável de variações em qualquer situação.

9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!

Não há muito melhor que fazer fora de casa às 8:30 da manhã.


Foto: Filipe Brandão

3 Lições das CreativeMornings que também são Lições de Vida!

Em Julho de 2015 aceitei o convite para ser oradora nas CreativeMornings Porto, sob o tema “Colaboração”. Foram dias intensos de preparação, os que antecederam essa sexta-feira, já que o tema me dizia realmente algo forte e a vontade de preparar uma sequência com sentido para mim e para quem ouvia era gigante.

Saber que há pessoas presentes às 08h30 de uma sexta feira para nos ouvir traz um sentido de responsabilidade acrescentado e um desafio de flor de pele. A mensagem e a forma tornam-se, por isso, particularmente importantes.

Ainda  que dar conferências faça parte do meu trabalho habitual, há sem dúvida 3 aspetos que marcaram essa experiência como oradora, vista à distância de 4 anos:

1. Partilhar ideias para uma comunidade que se conhece muito bem, desde dentro, e com a qual há identificação, é uma mais-valia.

Lembro-me do momento de preparação como uma conversa silenciosa comigo mesma, enquanto assistente. O que importa partilhar? O que gostaria eu de ter ouvido a este respeito? Qual a relevância deste ou de outro aspeto? Como contar um mesmo facto de uma forma que se encaixe no mood especificamente matinal? O que mais fará mover a energia de quem ouve, conhecendo bem o tipo de público que costuma assistir?

A adaptação a quem receberá a mensagem é sempre fundamental, mas neste caso, uma conversa às 09h00 da manhã, com um público que demonstra interesse só por sair da cama, exige uma adaptação com frescura e leveza particularmente grandes. Ter estado na audiência durante tantas outras conferências permitiu-me falar para mim mesma como espectadora e assim adaptar-me aos restantes espectadores que ali estavam, desta vez como assistentes do que eu tinha para contar.

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2. As partilhas só têm sentido quando vêm desde dentro.

O público das CreativeMornings vem de poros abertos e interesse à flor da pele. Mover o dia para as horas iniciais da manhã só se justifica se o conteúdo do que o vai encher for rico e pertinente e, assim, conseguir nutrir o resto do dia. Assim sendo, é fundamental que a mensagem parta de lugares que façam sentido (e de sentir o outro).

Lembro-me do feedback de uma das assistentes que tocava o ponto da autenticidade. Dizia ela que a conferência tinha valido a pena pela sensação clara que de não ouvia (só) teorias ou histórias mas impressões pessoais desde dentro. E que teria sido isso a mais-valia daquela meia hora de atenção focada.

Ao construir a narrativa para essa apresentação lembro-me bem da seleção de conteúdos que permitissem sentir desde dentro as ideias que queria apresentar. E só sentindo se pode fazer sentir. Mensagens que partem de lugares autênticos parecem funcionar como cafeína nas atenções matinais.

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3. A criatividade está presente em tudo.

Numa conferência para as CreativeMornings não é só o tema geral de cada episódio que importa, mas a sua ligação com o mundo criativo, aquilo que une os presentes. Cada tema ganha mais ao tornar visível essa perspetiva maior. Esse desafio engrandece a própria narrativa e enriquece o conteúdo a passar. No meu caso, não era só falar de Colaboração que imperava, mas pensar nas várias formas nas quais ela se relaciona e encaixa no contexto e na forma criativa de se apresentar.

Uma apresentação preparada com esta perspetiva ganha sem dúvida uma visão mais ampla, mais global e permite uma maior aplicabilidade dos conteúdos a quem se encontra na audiência. Ao mesmo tempo, permite também enquadrar o próprio tema, em si normalmente amplo, para um contexto mais específico. Teria sido diferente falar do meu tema para um público empresarial, escolar ou para este público, e é isso que torna cada apresentação potencialmente única, nas CreativeMornings.

Foram várias as memórias deixadas por essa manhã, mas estes três aspectos deixaram na pele uma agradável sabor a encontro, a partilha e a descoberta matinal, com direito a bom café e belas conversas antes e depois!


Texto: Edite Amorim

Imagem: Filipe Brandão

JÁ ESTAMOS NO SPOTIFY!


No mês passado tivemos a felicidade de anunciar que a partir de agora já nos podias ouvir em versão podcast!

Todos os meses, a nossa equipa de voluntários dá a voz ao manifesto e disponibiliza um podcast na semana seguinte ao evento. São cerca de 30 minutos onde podem ouvir a palestra do/a orador/a convidado na íntegra e ficar a conhecer os detalhes da edição seguinte das CreativeMornings Porto.

E a partir deste mês, estamos também disponíveis no Spotify e prometemos ir disponibilizando todas as talks de 2019. 

Segue-nos e fica a par de todas as novidades! É só carregares no play!

SETEMBRO TEM COMO TEMA … MUSA!


Independentemente de seres um matemático que mexe em equações complexas ou um músico que emparelha notas dissonantes, a busca pela inspiração pode deixar-te a andares em círculos. Quanto mais tempo te sentares à  espera que uma epifania aconteça, mais difícil será progredires.

E se pudesses desbloquear-te apenas virando-te para a tua musa?

A tua musa vem das partes mais profundas da tua imaginação e é o teu guia para novas ideias. Convida-te a dares vida aos teus sonhos usando as matérias-primas encontradas no teu dia-a-dia. A aclamada artista Frida Kahlo disse uma vez: “Eu sou a minha própria musa. Eu sou o assunto que eu conheço melhor. O assunto sobre o qual quero saber mais”. A próxima vez que quiseres atrair a tua musa, estimula a tua imaginação num contexto diferente. Deixa a tua secretária, dá um passeio lá fora, lê um livro diferente, observa o comum ou cozinha uma receita nova.

Há boas hipóteses de que a tua musa apareça por lá!

O tema deste mês foi escolhido pelo nosso capítulo do Dubai, ilustrado pelo Shahul Hameed e é apresentado em todo o mundo pelo nosso parceiro global Mailchimp.

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