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August 30, 8:30am • Synergy Coworking • part of a series on Justice


1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam?
Edite Amorim. Alguns encurtam para Di e um balbuceia mamamãããã.2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?
Já passei um pouco por todos os papéis, nas CM Porto. Comecei por ser só assistente fiel, apaixonada pelo projeto a cada conferência. Um dia, no final de uma delas, desafiaram-me a ser patrocinadora do pequeno almoço em duas manhãs. Juntei um grupo de amigos e lá estivemos, a receber os outros assistentes de pão, bolo e café nas mãos. Mais tarde o pedido passou para um envolvimento maior: dinamizar o começo da manhã através de uma dinâmica de grupo entre os assistentes ensonados. Pus toda a gente a colar post-its durante 10 minutos e o orador da altura – o Luís Falcão – acabou inadvertidamente nas fotos de grupo com um pedaço de papel amarelo no sapato. Nesse mesmo ano, acabei por ser convidada para fechar a época pré-verão, como oradora, no tema “Colaboração”.
Neste momento, e desde Janeiro de 2019, regressei ao mundo das CM já como parte da equipa organizadora. Escrevo artigos mensais sobre as CM e a Criatividade em geral, mando bitaites sobre estratégia nas reuniões de equipa e dinamizo o acolhimento dos assistentes e o que mais for necessário, nos dias do evento.3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?
Sou a fundadora e coordenadora da THINKING-BIG (www.thinking-big.com), através da qual desenho workshops  e conferências sobre Psicologia Positiva Aplicada e Criatividade em empresas e outras instituições, sobretudo as ligadas à educação e empregabilidade.
Sou professora do Master de Gestão de Grupos na Universidade de Barcelona e vou andando por vários países a por grupos de pessoas a falarem e colarem post-its em quadros e umas nas outras  para alinharem visão e definirem estratégias. Já vivi em Barcelona, Malmö, Limerick e Clermont-Ferrand e vou deixando clientes por aí espalhados.
(Mas já lavei pratos para pagar contas. E gostei muito!).4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla!
Dá-me tanto, mas tanto gozo participar como assistente em cada uma delas, que achei que tinha que contribuir para este fazer acontecer, enquanto puder!
(E assim como assim, se já me ia levanter cedo para ir assistir, vou meia hora mais cedo e ajudo a preparar tudo e a localizar rapidamente o melhor cupcake ou fatia de pão).5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto?
Em ambas ponho pessoas em contacto, crio pontes e colaboro na definição estratégica de um projeto em que acredito. E uso post-its às vezes.6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?
Durante anos a fio programei o meu dia de modo a ter sempre tempo para ter uma hora para tomar o pequeno-almoço a ler. (Banda desenhada, na maior parte das vezes).7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio?
“Tinha um bocado mau feitio, mas não deixou de tentar ser tudo o que podia ser.”8. Para ti, criatividade é…
Uma peça que abre portas a uma maneira menos estranha de andar vivo.9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!
Custa acordar, é verdade. Mas às 08:30, quando começam a chegar todos os outros que, em modo zombie, lá se conseguiram movimentar para por meninges a mexer, já com um brigadeiro numa mão e um café na outra, vai chegar a sensação boa de “Ainda bem que fiz o esforço e cá estou!”.Às 10 em ponto já se ouviu uma conferência de meia hora com alguém interessante, já se trocou ideias com quem se apanhou pelo caminho e já se apanhou um ultimo pedaço de pão: como é que uma sexta que começa assim pode correr mal?! (Além do mais, é tudo grátis, grátis, grátis!!!!)

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Esta é uma série de entrevistas que vão, pouco a pouco, revelando mais sobre quem faz acontecer as CM Porto, desde Janeiro de 2019.

São 9 perguntas inopinadas para dar a conhecer estes personagens madrugadores. Começamos com o Filipe Brandão, ora cá vai!

1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam? 

Filipe.

2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Faço a fotografia dos eventos CM Porto desde 2013 e quero continuar a contribuir com esse trabalho.

3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Eu sou arquiteto, membro do coletivo PARQUR, no Porto, e bolseiro de doutoramento associado ao centro de investigação ISTAR-IUL no ISCTE-IUL em Lisboa desde 2016. A minha investigação de doutoramento é centrada na aplicação da fabricação digital e o desenho paramétrico ao contexto da reabilitação de edifícios.

4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar cedo e vires fazer as CM Porto de borla?

Tenho bichos carpinteiros! Agora a sério, foi a equipa da PARQUR que trouxe as CreativeMornings para o Porto em 2013, motivada pelo Gil Ribeiro. Foi assim que eu, e todos os membros do coletivo, se envolveram na organização das CM. Naturalmente, dediquei-me a contribuir com a fotografia, que é algo que gosto de fazer.

5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto?

Muito pouco relacionado. A fotografia é meramente um prazer, mas a curiosidade é um fator em comum entre o que me motiva para a investigação e o que me traz às CreativeMornings.

6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

De revelar ou fazer? :) Fotografar expressões.

7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio?

Não esperou por sapatos de defunto…

8. Para ti, criatividade é…

Uma tentativa de resolver um problema que não falhou.

9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!

É uma enorme responsabilidade, mas vou tentar: As CreativeMornings são uma injeção matinal de criatividade mais forte que uma cafeteira de café.


Um grande “Obrigada!” ao Filipe pelo tempo dedicado atrás da câmara e à entrega sempre a tempo das imagens de cada evento! 


Não há brigadeiro nem sorriso que lhe escapem!

AGOSTO É MÊS DE … JUSTIÇA!


A Justiça pode ser um caminho de cura para tempos fracturantes.

Quando vislumbramos momentos relacionados com justiça, muitas vezes pensamos em togas, o martelo a bater na superfície de uma mesa ou pessoas a marchar nas ruas. A mudança acontece quando há pessoas suficientes  a levantar os braços para trabalharem em conjunto.

O autor Omid Safi escreveu: “Justiça é amor personificado. Não podemos falar de amor sem o vincular à justiça, nem de justiça sem esta estar permeada pelo amor”. A Justiça é restaurativa quando soluções empáticas e inovadoras são postas a descoberto.

Através da escuta generosa, todos nós possuímos a capacidade de criar momentos em que as pessoas possam sentir-se seguras, fortes e à vontade.

O nosso capítulo de Bratislava escolheu o tems deste mês e a Simona Cechovafez a ilustração!

As CreativeMornings Porto em versão PODCAST!

Se antes podias participar ao vivo ou ver os vídeos de todas as sessões no nosso website, agora as CreativeMornings Porto também se podem ouvir!

Todos os meses, a nossa equipa de voluntários dá a voz ao manifesto e disponibiliza um podcast na semana seguinte ao evento. São cerca de 30 minutos onde podem ouvir a palestra do/a orador/a convidado na íntegra e ficar a conhecer os detalhes da edição seguinte das CreativeMornings Porto.

Apostamos que a partir de agora aquela viagem de metro, aquele aquecimento no ginásio ou aquela caminhada até ao trabalho vão ganhar outra dinâmica com tanta criatividade a sair-te pelos headphones!

O podcast das manhãs criativas da Invicta vai estar disponível todas as  as sextas-feiras pelas 9h na Rádio Portuense. Posteriormente ficará também disponível na Mixcloud e nas nossas redes sociais.

É só carregares no play!

Em Julho chegámos ao Fim!

Manhãzinha cedo, como requer o protocolo, e cá estamos nós no Synergie Coworking, o espaço que nos acolhe este mês e até Setembro!

Hora de tomar o pequeno almoço e conversar. Há muito por onde escolher: o maravilhoso pão da Garfa, a que podemos juntar as compotas e patés de chorar por mais da Greenalyn; para um pouco de pecado, temos os tentadores bolos d’ O Piquenique, as deliciosas bolachas da Eggas e os irresístiveis brigadeiros da Brigadão! Para despertar, nada como um bom café oferecido pela Lavazza, a que se pode juntar um dos leites vegetais da Shoyce.

E para falar do fim do planeta e da humanidade tal como os conhecemos, convidámos o Prof. Orfeu Bertolami, físico e professor catedrático na Faculdade de Ciências do Porto e parte integrante do projeto Casa Comum da Humanidade.  Este projeto é multidisciplinar e abrangente e conta com inúmeros cientistas, filósofos e outros agentes que se dedicam a este tema de forma absolutamente científica.

O seu objetivo é criar um novo modelo, justo e sustentável, para uma abordagem global do sistema terra, que mantenha a soberania dos estados, mas em que todos contribuam para aquilo que é comum e partilhado por todos, a Casa Comum da Humanidade.  Explica-nos o Prof. Orfeu, que há inúmeros agentes que contribuem para a destruição do planeta e da humanidade e que não são hoje controlados de forma eficiente, porque cada estado opera de acordo com as suas próprias leis económicas, ainda que haja tratados e acordos entre estados que tentem limitar os impactos negativos causados pela atividade económica disfuncional de cada estado.

Desde 1950 que a grande aceleração da vida humana é o principal fator de transformação do sistema terrestre, com impactos dramáticos que provocam desastres ecológicos de dimensão muito superior àquela que deveriam ter os eventos naturais do sistema. A emissão de dióxido de carbono é um dos fatores mais preocupantes e o primeiro a ser tido em conta e a ditar que o passo imeadiato é que toda a nova atividade económica absorva todo o CO2 que produz. E não é cedo para isso, se tivermos em conta que mesmo que fossem hoje plantado 1 trilião de árvores, não seria suficiente para absorver todo o dióxido de carbono produzido.

O sistema terrestre é composto pelos oceanos, a floresta, o oxigénio, a humanidade, tudo partes que são comuns a todos os estados e que não se coadunam com a divisão dos territórios existente. Sendo este sistema o que garante a subsistência do planeta, temos que assegurar que não o alteramos de tal forma que comprometa a sua sustentabilidade. Para isso, é necessário criar um “condomínio da terra”.

A Casa Comum da Humanidade pretende responder a este problema através da criação de um mecanismo jurídico comum que permita repor as condições normais no sistema terra. A sua atuação é feita, assim, das entidades governamentais, da UE e de outras instituições que são fulcrais para que este modelo possa ser construído. Cada um de nós pode fazer a sua parte, contribuindo para este projeto tornando-se membro por apenas 1€. Podes ver como em: https://www.commonhomeofhumanity.org

Pelo nosso planeta, por nós!

Texto: Patrícia Mascarenhas

Imagem: Filipe Brandão

Ilustração: Joel Faria

O que é que implica ser voluntário nas CM? | A vantagem da comunidade CM

Nesta roda sempre viva que é o evento das CreativeMornings (CM) há vários atores! Começamos pelo anfitrião, ou neste caso a anfitriã, a pessoa responsável pela gestão global de cada capítulo (cidade), pela escolha dos oradores, pelos principais contactos e estratégia. Depois, claro, os oradores: pessoas que são convidadas para uma partilha de meia hora, pelo valor do seu trabalho, do seu trajeto, pelo impacto das suas ações…   Para que o evento seja suave e acolhedor é sempre preciso um espaço. Com esse espaço – em 2019 têm sido espaços de co-working da Invicta - vêm as pessoas que o gerem e que, no dia do evento, garantem a fluidez logística do acontecer. É também nesse espaço que se instalam os ingredientes mágicos para o começo da manhã: os patrocinadores de pequeno almoço, que preparam ou trazem o material criativo ao nível dos estômagos e da cafeína, e que vão variando (e sempre aprimorando). No rol de patrocinadores existem ainda aqueles que, afastando-se da comida, estão presentes de outro modo: no apoio na divulgação de cada evento, na impressão do material necessário, no apoio audiovisual, ou noutra tarefa que permite consistência e agilidade a cada encontro.

Cada conferência é filmada e registada em fotografias que testemunham e perpetuam estes encontros. Por trás de cada uma destas ações existe uma equipa inteira que traz material, olhos e vontade para registar e editar o que se capta durante a hora e meia de evento.

E depois existem todas as outras pessoas que fazem parte do grupo de organização e que garantem que cada CM esteja pronta para dar o seu melhor. Gente que atualiza as redes sociais, gente que faz contactos para tentar encontrar soluções, gente que recebe os participantes com um sorriso e os orienta à chegada, gente que garante que tudo começa a horas ou que faz o check-in dos inscritos, gente que prepara as imagens gráficas utilizadas ou escreve sobre os eventos, gente que desenha durante a conferência, imortalizando-o em riscos soltos, ou simplesmente pessoas que estão presentes para o que quer que seja necessário, no dia ou antes dele.

São estes, todos juntos, que criam a chamada comunidade CM.

Assim se tece a rede de gente que trabalha pelo mesmo, numa infinidade de trabalho sempre voluntário, que usa os saberes de cada um para potenciar um evento em que crê.

Fazer parte desta equipa de voluntários implica acreditar fortemente na partilha de ideias e na riqueza dos encontros como potenciadores de algo rico, capaz de fazer a diferença na vida da cidade e na de cada um. Implica acreditar que a Criatividade une pontos e cria imagens inesperadas, que os dias podem ser potenciados por se acordar cedo e se estar disponível para conhecer outros, ouvir ideias, fazer perguntas (e comer bem!).

Ser voluntário nesta equipa é também acreditar no partilhar e imortalizar de ideias que valem a pena e desejar criar, através da participação numa mesma ação, um espaço para uma sociedade mais informada, mais atenta aos projetos e pessoas que a fazem atual, viva, positiva.

A maior parte das pessoas que integra o núcleo duro da equipa de voluntários acorda bem cedo uma sexta feira por mês, mas sente que a falta de sono se compensa pela intensidade criada e ganha nisso energia para continuar a pedalar no resto do mês, até à próxima partilha, até ao próximo encontro!

A todas aquelas pessoas que vêm fazendo parte desta equipa que, voluntariamente faz acontecer as CreativeMorningsPorto, nesta ou em equipas anteriores, a gratidão por manterem em efervescência este espaço de partilha e crescimento entre todos.

Porque só acreditando no poder das ideias bem partilhadas (e a poder ser com algo bom na mão para ir trincando) se podem construir comunidades de ideias fortes e prontas para enfrentarem os dias mais criativamente.

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O tema de Julho é... Fim!

Os fins são oportunidades únicas disfarçadas. Eles permitem-nos extrair sentido das nossas relações, experiências, projetos e temporadas passadas.

Por outro lado, os começos são romantizados e dão-nos energia para visualizar todas as coisas  impressionantes que vamos fazer. Os cabeçalhos celebram as mais recentes descobertas ou destinos de sonho que os os viajantes devem visitar.

Mas chegar ao fim de alguma coisa também pode trazer uma alegria significativa.  O autor Wes Moore falou uma vez sobre a diferença entre os nossos empregos e o nosso trabalho. Moore disse: “O seu objetivo nunca deveria ser começar algo. O seu objetivo devia ser terminar coisas.”

Quando realmente cumprimos um final, isso reflete o crescimento e mudança real. Podemos criar projetos para acabar com a solidão, afastarmo-nos de relacionamentos vazios, mudar hábitos  ou escolher uma carreira diferente.

O segredo sobre “o fim” é que, na verdade, contém inúmeras possibilidades.

A exploralção do tema do mês ficou a carga do nosso capítulo do Rio de Janeiro e a ilustração é da Isadora Zeferino.

Vemo-nos no dia 19 de Julho no Synergy Cowork para falarmos sobre o Fim do Mundo e da Humanidade! Contamos contigo?

6 Anos, 50 Edições e 6 Meses!

 Chegámos oficialmente ao segundo semestre de 2019 e eu cumpri oficialmente 6 meses como Host das CreativeMornings Porto. Precisamente no mesmo ano em que festejámos a meia dúzia de anos, que é como quem diz o 6º aniversário e chegámos também à edição n.º 50! Não sei se por todos estes números mais ou menos redondinhos ou apenas porque estou prestes a aterrar o rabo numa praia portuguesa apetece-me fazer um balanço do que foram estes 6 meses até aqui! Isso e pedir-vos um favor no final!

Talvez valha a pena começar por dizer que, como já referi algumas vezes, a minha relação com as CreativeMornings Porto começou com um blind date e tem-se revelado um casamento cheio de sucesso! Eu candidatei-me a Host sem nunca ter ido a nenhuma manhã criativa em nenhum sítio do mundo! Há quem lhe chame coragem, eu prefiro dizer que foi fé! Como já tive a oportunidade de contar tudo começou em 2017 quando uma grande amiga minha, que é a atual Host das CreativeMornings Lisboa me falou nisto e despertou todo este amor que me deu vontade de ir às cegas a este encontro. Quando procurei pelas CreativeMornings no Porto percebi que já existiam cá e tinham estado à procura de um Host. Tentei a minha sorte apenas para perceber que a pessoa já tinha sido escolhida. Aceitei, no entanto, juntar-me à equipa de voluntários para voltar a pôr as CM a funcionar, muito naquela lógica de que se não posso ser a namorada posso pelo menos ser a amiga. Entretanto, por circunstâncias da vida o primeiro namoro acabou e em 2018 decidi tentar a minha sorte e candidatar-me a Host. Após um período de namoro mais ou menos demorado lá chegou a resposta de que podíamos casar e eu tornei-me a anfitriã das CreativeMornings Porto oficialmente em novembro de 2018, sendo que só assumimos o compromisso em Janeiro de 2019 com um evento Surreal onde tivemos a magnífica Beatriz Pacheco Pereira do Fantasporto.

Desde aí é um orgulho poder dizer que temos sempre esgotado os lugares disponíveis para estas manhãs criativas e praticamente todos os meses aumentamos o número de pessoas presentes. Tudo isto é possível graças aos nossos patrocinadores e aos locais que nos acolhem. Mas o mais importante disto tudo é que tenho comigo a MELHOR EQUIPA DO MUNDO, que incansavelmente mês após mês se desdobra para me ajudar a levar avante ideias malucas e coisas novas! Eu sou a cabeça disto, mas o coração e a alma são sem dúvida nenhuma eles!

Quando me perguntam porque dedico tanto do meu tempo a organizar um evento gratuitamente (eu que odiava organização de eventos e sempre disse que não queria o stress de lidar com isso!)  tenho 2 grandes motivos: o primeiro é porque acredito piamente que a criatividade é uma competência essencial para tudo, especialmente para este futuro próximo, seja no âmbito pessoal, profissional, amoroso, relacional, etc; o segundo e talvez o mais importante é que tenho imensa vontade de ajudar a construir uma comunidade que partilha coisas em comum e que tem de acreditar que passo a passo ainda podemos mudar o mundo!

Posto isto e porque tenho também esta mania da melhoria contínua, fruto dos vários anos que trabalhei em empresas do sector privado e da minha (de)formação académica e profissional, quero muito pedir-vos que nos ajudem a podermos dar resposta às vossas vontades e desejos (apenas os legítimos, ok?) e deixo-vos por isso um breve questionário como balanço destes 6 meses! Venham os próximos!!!

50 Amazing Editions of CreativeMornings Porto already done!

As 50 editions deserve a special celebration, we dedicated a whole different edition to this number: CreativeMornings with Cocktails! We’ve chosen Escola de Moda Gudi, the first fashion school in Portugal, to host the event. Instead of the traditional breakfast we had refreshing OPO Wine Spritzer drinks and delicious The Apple Factory caramelized apples to go with. We are grateful to these 3 amazing partners for making this event possible!

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Although the session was totally different, we couldn’t pass without the usual networking, so there was time to drink, eat and meet new people! After that  3 persons of the audience had the opportunity to present their very interesting projects in 90 seconds, in what we called Audience Takes the Stage: Nuno do Carmo from Cais, Sara Riobom from Portoalities and Marta Afonso from Atelier Karaka.

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We invited a very special speaker to be with us today: Lisa Lang is a Futurist and an Inventor. She is one of Forbes Top 50 Women in Tech. She is a keynote & TEDx speaker and also a Technology in Fashion Adviser for the EU. So, you see, expectations where high!!! And she didn’t disappoint us!

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Lisa started telling us how her ideas came to mind. The main question she found herself asking was “WTF?”. It all started when she realized that being a software engineer meant wearing boring clothes. And she wanted to look pretty in that tech world, so she started searching for stories that were inspiring to her future and she got some ideas.

And as she has a thing for light and LEDs, she started putting some in a jacket. But it wasn’t “the thing” yet, she wanted to make it interactive, so she used a SIM card on the jacket to create some animation with the lights. But… there were still so many ideas to implement, she thought she had to leave her job and dedicate 100% to it!

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The complexity of the whole processes implicated that engineers, electricians, designers and others work in an integrated way to make ideas come to products. She created the Elektrocouture and ThePowerHouse, witch is now the European ThinkTank for fashion tech, wearable technology, and smart textiles. Has she says very convincingly: “Technology is our friend and it can be so beautiful”!

At the end we had a surprise! The Senior Choir of the Fundação Manuel António da Mota came to sing some pop hits with us. It was a beautiful ending in a session dedicated to beautiful things!

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We meet again on 19th of July at Synergy Coworking to talk about End! Don’t forget to make your registration here!


Texto: Patrícia Mascarenhas

Imagem: Filipe Brandão

Ilustração: Joel Faria

Vídeo: Pedro Nogueira

Em Junho somos Wonder(Women)!

8h30 e está tudo pronto para abrir as portas desta sessão no Armazém Cowork. Como habitual, os nossos queridos parceiros  Lavazza, O Piquenique, Doce Ternura, Yonest, Garfa Padaria,  Greenalyn, e Cooking Is Love Made Visible garantiram as delicias de mais um delicioso pequeno-almoço para a nossa audiência.

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Este é o momento para conhecer novas pessoas e partilhar histórias na última sessão que fazemos no  Armazém Cowork, este espaço magnífico que nos acolheu nos últimos 3 meses, e que ajudou as CreativeMornings Porto a serem ainda mais especiais!

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Hoje falamos de Wonder, maravilha, admiração, espanto, aquilo que nos deixa encantados por algo notável! Para isso convidámos a Liliana Castro, fundadora do projeto Portuguese Women in Tech, uma iniciativa que visa dar visibilidade à importante participação das mulheres na área tecnológica e potenciar a adesão de mais mulheres a esta área.

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A Liliana contou-nos que decidiu ser freelancer depois de trabalhar algum tempo em agências na área da comunicação, a sua área de formação, mas mais tarde, sentiu que queria ter a sua própria agência e criou a FES Agency , que significa “Filling Empty Spaces”, o que se traduz em ajudar as marcas a crescer através relações públicas, digital marketing, conteúdos e presença em eventos tecnológicos.

O projeto  Portuguese Women in Tech nasce da necessidade que sente de dar palco e fazer mais por todas as mulheres que estão na área tecnológica e que não são conhecidas ou reconhecidas. O seu prinicpal objectivo é intervir no sentido de potenciar a força criativa destas mulheres e a sua adesão a esta área através de iniciativas dedicadas, que ajudem a ultrapassar a ideia de que tech não é para mulheres.

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Quer a Liliana, quer o público presente reforçaram a necessidade de mudar mentalidades e garantir que os desvios de tratamento e visibilidade são eliminados. O lema da Liliana é Yes We Can! Ela acredita que, se o projeto tiver a força necessária para chegar a muitas pessoas, conseguiremos chegar ao Wonder(ful).

E cada um de nós fará seguramente a sua parte!


Texto: Patrícia Mascarenhas

Imagem: Filipe Brandão & Beatriz Ferreira

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