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Júlio Magalhães

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January 24, 8:30am • Porto Design Factory • part of a series on Roots

Carta Aberta de 2019 a 2020!


Começo esta reflexão por dizer que me é muito difícil escrever nos últimos tempos, defeito profissional de Investigadora - a minha profissão atual - que me obriga a ser muito objetiva naquilo que escrevo e divagar muito pouco pelas emoções que são o coração das CreativeMornings Porto!

Posto isto, vejo-me “obrigada” a começar então pelos números de 2019:

1 Ano, 1 Jantar Comunitário, 1 Piquenique de Equipa, 4 Espaços, 5 Rubricas no Porto Canal, 6 Reuniões de Voluntários, 12 meses, 13 Eventos, 13 Oradores, 14 Podcasts, 21 Voluntários, 27 Parceiros, + 100 Pessoas por Evento, 224 Podcasts Ouvidos, 1.240 Talks vistas.

Posta esta introdução mais fria, vamos então à história de como aqui chegamos - afinal de contas qualquer boa investigação tem de ter uma contextualização! - e explicar que antes de ser Host das CreativeMornings Porto eu nunca tinha estado sequer em nenhuma CreativeMornings no mundo inteiro! Mas este ano resolvi isso e fui visitar o capítulo de Edimburgo e conhecer os outros Hosts da Europa no EuroSummit que aconteceu em Maio de 2019!

Tudo começou em 2017… Eu conhecia e era amiga da Host das CreativeMornings Lisboa da altura, a Elisa Baltazar, que me falou disto e me despertou a curiosidade de ir procurar o que era! Quando chego ao capítulo de cá, vejo que estavam à procura de um/a Host mas infelizmente na altura a pessoa já tinha sido escolhida! E não era eu… Ainda assim, decidi ser parte da equipa de voluntários e poder contribuir nos moldes que fossem necessários para ver o evento acontecer. Mas por motivos que só o Destino conhece, a pessoa seleccionada acabou por não levar as CreativeMornings para a frente e eu, em Junho de 2018, decido falar com as Headquarters e enviar a minha candidatura! Tudo graças à incrível Catarina David que não só criou o guião do meu vídeo de apresentação, como andou comigo a filmar pela cidade fora e acabou por editar tudo de forma espectacular! Devo um obrigada especial também aos Dead Combo que me deixaram utilizar a música deles nesta brincadeira!

Se não for por mim, pelo menos em consideração à incrível Cat - a gaija do bídeo - vejam isto que vale a pena!

A minha figura de parva neste vídeo deve ter funcionado, porque a verdade é que 3 meses depois eu recebi uma resposta positiva e tornei-me a pessoa responsável por fazer isto acontecer todos os meses a Norte! 

A partir daí as coisas foram acontecendo. Primeiro devagar, o nosso primeiro evento de Janeiro teve 30 pessoas, em Abril passámos para 50, em Julho chegamos ao patamar das 75 e finalmente em Outubro atingimos os mais de 100 participantes pela primeira vez em toda a história das CreativeMornings Porto! Número que temos mantido nos últimos 4 meses e que obrigou também a equipa de voluntários a crescer - e vai ter de crescer mais que estamos à procura de voluntários! - e consequentemente também o número de parceiros que todos os meses se associam a nós! Pelo meio ainda fizemos um evento especial, em Junho, onde tivemos 3 projetos da audiência a serem apresentados em 90 segundos e um coro sénior a cantar múscas rock! Foi sem dúvida alguma, o evento mais emocional que organizámos este ano.

Aqui no meio, surgiu a ideia de disponibilizarmos as talks também em formato podcast e fomos convidados pelo Porto Canal a ter uma rubrica à 5.ª feira de manhã onde apresentamos projectos criativos da nossa audiência, que conhecemos cada vez melhor, ainda que esteja a crescer de mês para mês!

Para 2020 o nosso foco é manter a qualidade dos nossos Oradores/as, cuidar mais e melhor dos nossos parceiros, acarinhar ainda mais a comunidade que nos é fiel e podemos devolver muitas coisas boas a quem mais precisa, tal como recebemos. Eu não sou de pedir desejos, mas gostava de festejar o 7.º Aniversário de uma forma tão bonita quanto o anterior! Queremos também esforçar-nos por manter a equidade de género na escolha dos Oradores/as, dar a conhecer novos espaços da cidade do Porto, continuar a divulgar o que de melhor se faz a Norte e podermos utilizar este evento como um laboratório de experimentação de novidades, quer para os nossos parceiros, quer internamente na Equipa de Voluntários!

Em suma, queremos fazer mais - apenas no sentido de continuar a fazer os eventos mensais - mas queremos mesmo muito é fazer melhor! E acima de tudo que as CreativeMornings Porto tenham um vida longa e recheada de sucessos, independentemente de eu continuar aqui ou não! Porque a nossa COMUNIDADE merece!


O Best of das CreativeMornings Porto disponível aqui! Falta tanta coisa bonita, mas estas já me enchem muito o coração! 


Texto: Ana Azevedo

Fotografia: Filipe Brandão

Vídeo: Catarina David

Em Janeiro voltamos às nossas… RAÍZES!


Uma árvore é composta não apenas de folhas coloridas, mas também de casca, galhos e acima de tudo - das suas raízes. As raízes existem para fornecer sustento e uma base sólida para o resto do corpo.

Examina as tuas próprias ‘raízes’. Quando refazes o teu percurso o que é que encontras?

Na apresentação das CreativeMornings Gran Rapid, James Victore partilha: “As coisas que te tornavam esquisito/a em criança, são as que te fazem extraodinário hoje. Mas apenas se as colocares no teu trabalho.” Identifica as coisas que te centram e que tudo aquilo que carregaste contigo ao longo do tempo. Como é que as tuas raízes te moldaram no que és hoje?

O início de uma década totalmente nova oferece a desculpa perfeita para desenterrar o antigo e nutrir os elementos que o sustentam. O trabalho criativo e corajoso começa debaixo da terra.

O capítulo de Quebec escolheu o tema deste mês de raízes e Félix Girard ilustrou.

CreativeMornings Porto 2019


Um ano inteirinho de tantas coisas boas. Um vídeo inteirinho que me enche o coração!

Uma Equipa absolutamente MAGNÍFICA que está cá para fazer isto acontecer, parceiros super GENEROSOS que mês após mês nos apoiam e nos fazem crescer água na boca e quilos na balança, Oradores INCRÍVEIS que aceitam o desafio da partilha e uma COMUNIDADE maravilhosa que nos permite sermos sempre melhores!

OBRIGADA a todos que tornaram este ano MAGNÍFICO!

Dia 24 de Janeiro estaremos de volta na Porto Design Factory para falar de Raízes com o Júlio Magalhães. Não percam!!!

“Behind the Scenes” | Voluntária Daniela Monteiro - People Enthusiast


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1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam?

Daniela e chamam-me Dani ou Ni. Não gosto nada que me chamem “Daniela. Sinto que é o que me chamam quando faço asneiras (desde pequenina).


2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Faço a gestão do marketing e comunicação e gestão da logística nos dias de evento com os parceiros que oferecem os deliciosos pequenos-almoços! No futuro gostava de estar ainda mais envolvida na organização das CreativeMornings Porto, de qualquer forma possível! Só estou à espera que o dia comece a ter mais que 24h :D


3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Trabalho numa startup como People & Operations e sou freelancer também. Como freelancer, dou apoio na gestão de comunicação e comunidade numa associação e comecei agora a trabalhar como “community builder” na organização de uma conferência que vai acontecer no próximo ano.

Estou também a terminar o meu mestrado… Não me paga as contas mas espero que um dia ajude :D


4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

Comecei por receber as CreativeMornings no espaço onde trabalhava em Janeiro de 2019. Comecei a ajudar na logística do espaço antes do evento e a receber os parceiros logo de manhã. Quando vi o impacto positivo que tem na comunidade, não quis mais deixar :D Além de que conheci uma equipa cheia de motivação e bom humor (mesmo às sextas de manhã)! Conhecer novos projetos e ver os sorrisos na plateia, ajudam muito e são a razão de continuar a acordar às 6h45 uma vez por mês.


5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

Sou gestora de pessoas, comunidade e de “operações”. Por isso, de certo modo, gosto de conseguir ajudar em toda a logística (as tais “operações”) para que todos estejam felizes no dia do evento. E aproveito para captar isso para as redes sociais!


6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

I’m a control freak!!! (Mas nas CM até calha bem) Se vissem o meu google calendar até se assustavam. I have issues.


7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio? 

Gostava de dissesse que fiz do mundo um lugar mais feliz (nem que sejam só 2 ou 3 pessoas no total).


8. Para ti, criatividade é…

Chocolate!


9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!

“Não tenhas medo de desistir do “bom” para alcançar o excelente”.

Há tantas histórias destas nas CreativeMornings Porto todos os meses. Inspiram qualquer um!


Foto: Filipe Brandão

Um 2019 Criativo no Porto: Tempo de Balanço


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2019 foi ano de regresso das CreativeMornings Porto (CM Porto).

Uma nova equipa de voluntários, um ânimo renovado e o mesmo compromisso de sempre: proporcionar à Invicta um espaço de encontros informais, criativos e ricos em conteúdo, quer a nível social, quer de conhecimento (e de estômago, que os pequenos-almoços continuam a ser um dos pontos-chave em cada evento!).

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Assim, durante 12 sextas-feiras (+1, numa edição extra), uma equipa de cerca de 15 voluntários e quase 30 parceiros parceiros, trabalhou para proporcionar à comunidade que foi crescendo - e crescendo, e crescendo - encontros inesquecíveis. Os temas lançados globalmente foram adaptados segundo os convidados escolhidos a dedo e abriram perspetivas sobre muito mundo.

O ano começou como um filme: Beatriz Pacheco veio representar e conversar sobre o icónico Fantasporto, no tema Surreal, na primeira edição deste recomeço. Era um dia frio de Janeiro, mas os braços no ar, de perguntas, animaram a audiência. Esse primeiro encontro foi no Porto i/o, um cowork no centro da cidade, que acolheu também as seguintes duas convidadas: a Joana Abreu, que falou sobre Simetria e a Adriana Mano, que veio mostrar a sua marca de sapatos feita de plástico reciclado recolhido nas praias, integrada no tema Água.

Em Abril, o Diogo Mendes veio inaugurar um novo espaço de encontro das CreativeMornings Porto ao apresentar o seu projeto integrado no tema Inclusivo. Passámos a encontrar-nos no belo espaço de vidro e madeira do Armazém Cowork!

Foi nesse espaço que se celebraram os 6 anos do evento, no mesmo dia em que a convidada Alice Bernardo apresentava o seu projeto, sob o tema global de Preservação. O jardim deste soberbo espaço acolheu o bolo e os parabéns e a foto de grupo mostrava gente divertida, entusiasmada, num Maio primaveril. Mantivemo-nos no mesmo lugar mais um mês (este ano cada espaço acolheu 3 edições do evento), até que a Liliana Castro veio, para falar sobre o tema Maravilha e fechou em grande o pré-verão.

E porque o Verão merecia uma comemoração dos primeiros 6 meses deste regresso das CreativeMornings Porto, decidimos dar palco à nossa audiência e desafiámos 3 projetos que eram parte da audiência regular a vir apresentar o seu trabalho em 90 segundos, num evento completamente em Inglês que contou com a presença da vanguardista Lisa Lang numa talk sobre o futuro da moda aliada à tecnologia, nas CreativeMornings with Cocktails.

Quando o calor apertou no Porto passámos para o Synergy Coworking e começámos a integrar os seus Eggas no pequeno-almoço que foi, aliás, sempre in crescendo até ao final do ano, graças ao número também crescente de parceiros, que aumentou cada vez mais a oferta nos pequenos-almoços. Bebidas vegetais, fruta, sumos com pouco açúcar, por um lado, e uns bolos, brigadeiros e cupcakes deliciosos por outro: para que nada faltasse aos gourmets e aos gulosos. Foi o professor Orfeu Bartolemi que veio inaugurar as CreativeMornings nesse espaço, ao falar segundo o tema Fim. Também a Inez Aires, convidada para o tema Justiça, trouxe a sua boa energia a essa sala, numa sessão de por todos de olhos fechados durante instantes, enquanto falava da sua experiência com a inclusão do Yoga nas Prisões.  Nem Agosto, nem a rentrée pararam as CreativeMornings no Porto! Em Setembro, a pequena grande Clara Não foi a última convidada nesse espaço e trouxe, durante a sua apresentação para o tema Musa, uma conferência rica em partilhas sobre o seu trajeto  e as suas inspirações.

O último trimestre começou em beleza e com “A-MI-ZA-DE”, o lema do convidado para o tema Fluxo: Wandson Lisboa. Num evento que superou pela primeira os 100 inscritos em toda a história das CreativeMornings Porto, passámos para o espaço do WOW: Work on Wood by FINSA, onde fechámos o ano. Por lá passaram também o Pedro Gonçalves, que, segundo o tema Perdido falou do tudo que se encontra a viajar com a sua agência Nomad, e a Mariana Abranches Pinto que, sob o tema Silêncio, criou uma atmosfera de suavidade e partilha profunda, ao falar do tema da morte de uma forma inspiradora e elevada. Fechou-se o ano em beleza e intensidade!

Assim renasceram, este ano, as CreativeMornings Porto. Com uma equipa que se foi compondo e recompondo ao longo do tempo, com uma comunidade crescente que se foi conhecendo cada vez melhor, com promessas de mais e (ainda) melhor para 2020. Cada evento aconteceu graças ao incansável trabalho de um equipa incrível que mês após mês, criou um repertório de conferências de meia hora que vale a pena ser revisitado online! Ainda durante o ano foi criado um Podcast, agora disponível também no Spotify, que permite aos amantes da escuta (re)viverem os momentos de partilha segundo os vários temas, permitindo que nenhuma partilha se perca! E semanalmente damos voz e palco à audiência numa rubrica no Porto Canal à 5.ª de manhã onde levamos os projetos mais criativos do Porto!

O ano foi cheio, intenso, muito trabalhoso. Foi um regresso cheio de vontade, que termina com uma promessa de excelência e empenho e que pretende continuar a acolher os madrugadores que passam e vivem (n)a Invicta para bons abraços! Que 2020 surpreenda e vos surpreenda, regressados ou iniciados que sejam na arte de Criativar nas manhãs de sexta, uma vez por mês!


Texto: Edite Amorim

Fotografia: Filipe Brandão

TE ENCONTRASTE NO SILÊNCIO?

Coincidência ou não, a última CreativeMornings do ano é a primeira brindada pela chuva, que talvez tenha vindo para convidar ao Silêncio, o tema de que vamos falar hoje. Mas antes disso, o que se impõe é a animação de um pequeno-almoço em que conhecemos pessoas novas ou reencontramos as que já nos são familiares!

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Para ajudar à festa nada melhor do que uma fatia de pão da Garfa com os patés e compotas da Greenalyn numa mão e um smoothie Autêntico na outra. No capítulo dos doces, há muito por onde escolher: bolos do Chá das Cinco e da Supernova, cupcakes e bolachinhas do Piquenique e brigadeiros da Doce Ternura. Para a energia deste dia que começa, como sempre, às 8h30 no WOW – Work on Wood by Finsa, nada melhor do que um café da Senzu Coffee Roasters ou um chá Honest!

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Às 9h em ponto, é altura de fazer 1 minuto de Silêncio com a Mariana Abranches Pinto. A Mariana é arquiteta paisagista há mais de 20 anos, mas ao passar por um problema de saúde grave percebeu que aquilo de que mais necessitava, estar com outras pessoas que a soubessem ouvir, era muito difícil de obter. É aí que se dá uma reviravolta profissional e pessoal, em que decide passar a dedicar-se a duas causas: recolocar a compaixão no centro das relações humanas e relembrar a importância de cuidar dos outros, que é o cuidado que nos torna mais humanos.

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Há dois Silêncios que são fundamentais trabalhar: o Silêncio da morte e o Silêncio interior. Não pode estar mais certo José Tolentino de Mendonça quando diz que “somos analfabetos do Silêncio”. É nesta alfabetização que a Mariana atua! Cria o Grupo ao 3º Dia, onde reúne mensalmente pessoas que passaram ou estão a passar por doenças graves e que querem falar sobre isso, partilhar as suas histórias e rir e chorar com elas. O objetivo destas conversas é incitar a viver ao máximo, de forma positiva, proporcionando a travessia “da fragilidade à ternura lenta”. Este projeto tem já 6 anos e, para além do Porto, realiza-se também em Lisboa e Braga.

Quando estamos doentes aparecem as perguntas existenciais, que têm a ver com uma dimensão mais espiritual. A espiritualidade é um músculo que se treina com recurso ao silêncio, não como sacrifício, mas como forma de a pessoa se encontrar, de se escutar e tomar decisões, de perceber o que quer fazer da vida, que é finita e que se deve aproveitar ao máximo. Muitas vezes as pessoas não encontram a paz porque não sabem parar para fazer este exercício de escuta interna, de ir ao essencial.

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Associa-se, também, ao movimento internacional Death Cafe, para promover a desmistificação do tabu de falar sobre a morte e disseminar a ideia de que deixar coisas por dizer ou fazer não é bom para nenhum dos lados e que conversar sobre isso pode ajudar muito em todos os sentidos. A “conspiração do silêncio” não permite que as pessoas se despeçam e que todos fiquem mais em paz. Não falar da morte é muito prejudicial, é essencial ter consciência da finitude, porque a morte tem 100% de eficácia!

Entretanto, a Mariana começou a interessar-se também pelas Cidades Compassivas, fazendo uma formação sobre o tema. Depois de ler um estudo de Karen Armstrong (Prémio TED 2008), autora especialista em temas de religião, que concluiu que o que está na base de todas as religiões é a compaixão, percebe a importância deste sentimento (que é independente da presença religiosa) e resolve criar a Carta da Compaixão, documento que é entregue às pessoas em final de vida que apoia.

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Cria também o Porto Compassio, projeto que vai ser implementado no início de 2020 depois de, em parceria com a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, e com o apoio da Fundação ”La Caixa”, ter ganho o concurso “Apoio a Movimentos Associativos” para criar primeiras comunidades compassivas em Portugal. Este projeto insere-se na Campanha Internacional para as Cidades Compassivas e na Rede Internacional de Ação Compassiva.

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Os primeiros 6 meses do projeto serão dedicados a workshops, reuniões e formações de sensibilização e capacitação para a criação de empatia para com as pessoas em final de vida e para a motivação para o cuidado dos outros. Cuidar não é um peso, é um privilégio, e é isto que é necessário difundir entre as comunidades, para que se tornem compassivas. O objetivo é criar uma rede de pessoas que vão ter formação para agir de acordo com os mapas compassivos que ão ser criados com o foco nas pessoas que vão ser apoiadas.


Para este final de ano e época de balanços, nada como ficares em Silêncio para um regresso em grande em 2020!

Texto: Patrícia Mascarenhas 

Ilustraçõa: Joel Faria

Imagem: Filipe Brandão

Vídeo: Roney Gonçalves

“Behind the Scenes” | Voluntária Patrícia Mascarenhas - Smile Inducer


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1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam?

O meu nome é Patrícia Mascarenhas, mas os meus amigos chamam-me Pi (não π!!!).


2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

O meu papel nas CreativeMornings Porto é fazer o resumo das talks para o nosso site e estabelecer parcerias para os nossos deliciosos pequenos-almoços! No dia dos eventos faço o que for preciso, o que mais gosto é de promover o networking, fazer com que as pessoas se conheçam e falem é muito gratificante.  

Tenho-me divertido imenso, conheci imensas pessoas especiais e aprendi bastante sobre outras formas de ver as coisas, de estar e de trabalhar.

Também tenho um especial prazer em divulgar o projeto e levar as pessoas aos eventos, ver como elas ficam entusiasmadas em voltar depois da primeira experiência e como acabam também por levar outras pessoas lá!


3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Zelo pela satisfação dos clientes, para que tenham a melhor experiência possível e, quando tal não acontece, para que tenham uma resolução rápida e eficaz dos seus problemas.


4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

Só estou nas CreativeMornings Porto por causa do pequeno-almoço… Upps, não era para dizer! Agora a sério, estou cá porque acredito muito no projeto e quero contribuir para que cresça e seja uma referência nos eventos de networking e de criatividade no Porto e mais além!


5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

Acabo por fazer aqui exatamente o mesmo, neste caso procuro fazer com que os participantes e os convidados tenham a melhor experiência possível.


6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

Não é que seja um segredo, mas eu adoro comer coisas deliciosas e o pequeno-almoço aqui é irresistível, não há como esconder que adoro debicar aqui e ali as maravilhosas iguarias que os nossos parceiros nos trazem…


7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio? 

A rapariga do sorriso!


8. Para ti, criatividade é…

… aquilo que todos temos mesmo sem sabermos e que vamos descobrir quando for o momento!


9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!

Depois de experimentarem, não vão querer parar!


Foto: Filipe Brandão

Dezembro é Mês de … Silêncio!

À medida que o final do ano se aproxima, a vida pode ficar divertidamente agitada. Corremos para terminar os projetos, tentamos encaixar compromissos com as nossas pessoas queirdas e facilmente podemos perder o controle de nós mesmos no processo.

Isto é inevitável? Ou podemos encontrar maneiras de nos centrarmos no meio de todo o caos? Nesta estação movimentada, cria momentos de quietude sempre que possas.

Quando o silêncio é intencional, é valioso e restaurador. Traz-nos de volta aos nossos sentidos e é essencial para o nosso bem-estar holístico. O ecologista acústico Gordon Hempton define silêncio como uma “presença” e um “think tank da alma”. O silêncio é uma ferramenta poderosa que nos permite dar um passo atrás na atmosfera ao nosso redor e realinharmo-nos com as nossas intenções, as nossas esperanças e nós mesmos.

Em Dezembro, reserva um tempo para diminuir o ruído. Pode ser através de um passeio ao ar livre, encontrando um canto aconchegante ou simplesmente fechando os olhos. A magia do silêncio é que podemos aceder-lhe onde quer que estejamos.

O nosso capítulo de Montevideu escolheu o tema mês de mês e o Dani Scharf fez a ilustração.

“Behind the Scenes” | Voluntário Jérémy Pernet - Graphic Explorer


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1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam?

Jérémy (com pronúncia francesa), mas sai muitas vezes Jeremy, com pronúncia inglesa ou mesmo Jeremias, em versão portuguesa :)

2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Vídeos, fotografias e design gráfico.

3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Sou Arquitecto e Fotógrafo independente (paixões que pagam “super quase” as contas), também faço visitas guiadas na sala de concerto mais famosa do Porto.  

4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

Acredito que há mais que fazer do que andar atrás do dinheiro.

5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

Aplico as minhas competências criativas do mundo da imagem às necessidades das CreativeMornings Porto. A minha curiosidade e flexibilidade para aprender permitem-me passar de um papel para o outro com vontade!

6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

Sou MUITO disperso (mas estou-me a curar)!  :)

7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio? 

Um poema que não falasse de mim.

8. Para ti, criatividade é…

Capacidade de pôr em questão o óbvio, com postura crítica e, tanto quanto possível, com beleza.

9. Deixa uma mensagem que inspire tanto quem te lê que dê vontade de procurar já o link para se inscrever na próxima CM Porto!

Enquanto sociedades, somos capazes de gerir interações sociais, alegria e partilha de conhecimento através de ações que não implicam dinheiro. E isso muda completamente a sinceridade das nossas relações. Venham daí!

Encontraste o teu Norte?

Se estás perdido, a melhor maneira de encontrares o rumo é vires ter connosco todos os meses! Bem cedo, pelas 8h30 da manhã, numa manhã fria mas soalheira, como a desta última sessão das CreativeMornings Porto, onde bastam o pequeno-almoço e a boa companhia para te encontrares…

Prometemos que há smoothies Autêntico trazidos pelo Continente, que, com uma fatia de pão da Garfa barrada com uma deliciosa compota da Greenalyn, te vão mostrar o Norte num abrir e fechar de olhos! Mas se ainda assim te sentires à deriva, prova os bolos do Chá das Cinco e da Supernova e não terás dúvidas de onde estás: nas nuvens… Mais um brigadeiro da Doce Ternura a acompanhar o café da Senzu Coffee Roasters ou um chá Honest e o caso está resolvido! 

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Estamos no WOW – Work on Wood by Finsa, para te receber e também ao nosso orador do dia, o Pedro Gonçalves da Nomad. Este mês o tema é “Perdido”, que foi como o Pedro se sentiu a certa altura das suas aventuras. Mas já lá vamos…

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O Pedro conta-nos como tudo aconteceu e começa por nos lembrar que é nos momentos em que nos sentimos perdidos que acontecem coisas fantásticas. Com ele, o início da aventura foi há 12 anos, quando estava descontente num projeto profissional em que outro colega, o Tiago Costa, se sentia da mesma maneira. Acharam que podiam fazer algo em conjunto, porque tinham o mesmo gosto pelas viagens de aventura e experiências complementares na área: o Pedro sabia de viagens de organização complexa e o Tiago de viagens em montanha.

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A Nomad nasceu, assim, para explorar duas vertentes, o trekking e a descoberta cultural. Cedo perceberam que as suas aventuras os levavam a descobrir outras maneiras de estar, de fazer, de existir e era isso que os fascinava! Dormir na casa de um caçador de cabeças pode fazer todo o sentido quando se conhece a história da pessoa por trás do caçador e o porquê daquilo que ele fez…

Para proporcionar aos seus clientes a experiência que se propunham oferecer, criaram uma equipa forte, com viajantes cheios de vontade de mostrar o mundo e que gostassem dos locais que visitavam e do relacionamento com as pessoas que aí viviam.

Criaram experiências especiais, em sítios remotos, inóspitos, onde é possível conhecer, mais do que a cultura local, pessoas com histórias de vida fabulosas, que acolhem sem hesitar os viajantes com quem partilham essas histórias. Perceberam que esta é uma excelente forma de fazer com que os viajantes percebam o mundo, de o desconstruir e sentir, mostrando-lhes que o que lhes parece estranho é, na verdade, palpável.

Faltava, no entanto, tornar as viagens mais intensas, deixarem de ser meros percursos de itinerários e passarem a ser efetivamente impactantes na vida dos viajantes, um momento de transformação que levasse a que algo na vida dos viajantes se alterasse.

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Sentiram-se de novo perdidos, sem saber como levar a que as pessoas quisessem ver um mundo tão cru e rude. Decidiram, então, definir a sua missão:

“Criar as melhores viagens de aventura, inspirar a comunidade através da viagem e usar o negócio para causar um impacto positivo no planeta.”

Hoje são cerca de 30 pessoas que trabalham para que as viagens cumpram este propósito. Na preparação das viagens há pesquisa sobre a origem dos povos e outras especificidades relevantes do local a visitar. São feitos contactos com entidades locais que ajudam a descobrir as pessoas que vale a pena visitar e onde ficar e há uma viagem de validação prévia de toda a experiência.

Entretanto, criaram um fundo anual de 10.000€ para apoio à exploração de narrativas que inspirem a proteção do planeta, mostrando os projetos que daí surgem em exposições no Manifesto, o espaço Nomad em Matosinhos. Um projeto especial foi o de um livro que relatou a exploração de crianças no Senegal, que fez com que as autoridades locais começassem a intervir para travar a situação.

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Através das viagens, a Nomad tenta mostrar o mundo tal como é e sensibilizar para a mudança necessária. E tu, ainda estás perdido? Ou queres perder-te?!


Texto: Patrícia Mascarenhas 

Ilustraçõa: Joel Faria

Imagem: Filipe Brandão

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