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Rui Paixão | ONLINE

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June 19, 8:30am • Porto | Virtual | Zoom • part of a series on Insecure

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A insegurança diminuiu o nosso otimismo, a nossa visão do nosso potencial e cega-nos para ver as coisas como elas realmente são ou poderiam ser. Projetamos os nossos maiores medos quando sucumbimos às formas negativas pelas quais somos condicionados a reagir.

Como podemos vencer a insegurança e sermos mais fortes?

De acordo com o autor Leo Babauta, podemos começar com uma pequena dose de coragem: 

“Um pouco de coragem. Em pequenas doses, para começar, mas tal significa uma vontade para pôr de lado todas as distrações por um bocadinho, e colocar o nosso foco apenas no que estamos a enfrentar.”

Ao observar e ver, podemos capturar os momentos iniciais em que deixamos que as nossas inseguranças se imponham. Presta atenção ao momento em que te deixas ser levado pela insegurança e observa exatamente o que faz com que tal aconteça. O segredo é que o caminho para sair pode ser encontrado nos padrões que repetimos milhares de vezes.

Acende uma pequena dose da tua coragem e protege ferozmente a sua chama! Compromete-te a quebrar uma crença limitadora de cada vez. Com trabalho e foco, serás capaz de abrir as asas e voar mais alto.

Insegurança é o tema do mês de junho, escolhido pelo capítulo de Louisville e ilustrado pela Rachael Sinclair. WordPress.com apresenta o tema globalmente.

O desconfinamento já começou, mas dá ainda passos de bebé. Enquanto aguardamos por saber quando poderemos voltar aos pequenos-almoços presenciais em modo família CreativeMornings Porto, com muitos abraços e contacto humano, relembramos a última edição.

O tema era “Propósito” e este serviu de base para quebrar o gelo matinal. As novas tecnologias não substituem um evento presencial, mas têm ferramentas que na ausência de uma conversa cara-a-cara, permitem-nos ficar a conhecer melhor quem está do outro lado.

Assim, a nossa anfitriã iniciou o capítulo de abril com a mais simples das perguntas: “Nesta quarentena, pelo que é que estamos gratos?” As respostas foram as mais variadas e todas com algo em comum: o confinamento deu-nos a oportunidade de apreciar as coisas simples da vida.

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Após este início, e com os níveis de cafeína já mais elevados, houve lugar para um pequeno questionário. De forma descontraída, procurou-se saber o que andamos todos a fazer durante a quarentena. Quem navegou pelo mundo digital nestes últimos tempos assistiu às mais diversas manifestações de arte, cultura e gastronomia. Atividades para preencher o tempo! Procuramos então saber quem sucumbiu à “pão-demia”, quem desligou a TV e passou a ver tudo pelos lives no Instagram e por último quem arriscou cortar o cabelo em casa?

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No final, e antes de os participantes darem largas às suas perguntas para a nossa Oradora, mais quatro questões, sendo as mais cruciais se os eventos online valem a pena e se este mês, maio, voltávamos em modo online. As respostas não podiam ser mais positivas. O importante é estarmos juntos, e este mês temos encontro marcado dia 29 de maio, às 8h30 com a Sara Miguel e o tema “Natureza”.


Texto: Mariana Monteiro

O 7.º Aniversário das CreativeMornings Porto!

As CreativeMornings Porto fazem 7 anos de existência na cidade do Porto este mês e isso é SEMPRE motivo de celebração! Mesmo em tempos de pandemia e desconfinamento.

Estamos por isso a comemorar as nossas bodas de lã! E dizem os “entendidos” que os 7 anos são o ano da crise! CONFIRMADO!!! 

Infelizmente não vamos poder celebrar como tinhamos planeado e como gostaríamos de o fazer. Mas não podemos deixar de celebrar esta efeméride. :-) 

Assim, preparámos um espaço de celebração especial e virtual. No nosso próximo evento vamos dar o palco, ou neste caso o cerã, aos projectos e negócios da nossa COMUNIDADE! Já sabes que celebramos nós, mas os presentes são sempre para ti. Por isso, se fazes parte da nossa Comunidade e tens um projecto ou um negócio criativo, vais ter 90 segundos no próximo dia 29 de Maio para nos dizeres quem és e o que fazes!

Faz a tua inscrição neste link e conta-nos um bocadinho sobre ti. Posteriormente irás receber por email toda a informação prática sobre como o evento vai decorrer!

Contamos contigo?

Em Abril viajámos ao nosso Propósito!

À semelhança do que aconteceu no mês passado mês, em Abril continuámos a viver e a partilhar a nossa (e a vossa) criatividade de forma remota. Mas quando a nossa Oradora convidada das CreativeMornings Porto deste mês é uma
verdadeira expert em nos deixar a suspirar por uma viagem (para qualquer lugar de um hemisfério distante), é caso para nos deixar de caneca bem agarrada às mãos e presos pelo entusiasmo à nossa cadeira (ou sofá, ou cama…) quando o tema é PROPÓSITO.

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Sandra Barão Nobre, parisiense de nascença e algarvia por adopção, em 2014 depois de um percurso académico em Relações Internacionais também ele inspirado nos livros e algumas experiências profissionais lá fora e cá dentro, chega de uma viagem à volta do mundo que nasceu da ideia do seu próprio projecto à volta dos livros: O Acordo Fotográfico!

Durante 6 meses, nos quais pediu uma licença sem vencimento para ir fotografar leitores de Língua Portuguesa pelo mundo fora, acabou por dar uma volta ao Mundo da qual regressou e para se ver novamente no mesmo escritório, presa à mesma rotina, sem se sentir feliz, realizada e reconhecida. O mote desta viagem foi criar conteúdos para o seu blogue e celebrar a preceito o 10º aniversário de um autotransplante de medula óssea. Acabou por ser uma mudança de vida para sempre!

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Decidiu que era ela que tinha de mudar. A paixão pelos livros e pela leitura foi a
resposta. Mas antes preparou-se para o impacto desta mudança marcante. Hoje em dia dedica-se exclusivamente à prática da Biblioterapia (que já levava no coração ainda antes de viajar), ao blogue e ainda como líder de viagens para a agência Magellan Route, onde é responsável pelo destino Irão, além das acções de voluntariado que faz como leitora em voz alta no Hospital de Santo António no Porto e exercício físico indispensável (dito por ela…!).

Foi uma conversa informal, com um sorriso estampado no rosto da Sandra e que deixou a todos os participantes uma inspiração e força de viver e vencer
contagiantes. Conseguimos perceber como é ser Biblioterapeuta, como ler e
escrever nos torna mais conhecedores de nós mesmos e do próximo e ainda
como a fotografia nos pode transmitir sensações que apenas pensaríamos ser
possíveis experienciar ao vivo.

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Ao longo desta manhã, a Sandra partilhou connosco algumas histórias deliciosas da sua passagem pelos 4 continentes e abriu o seu coração de terapeuta nas inúmeras perguntas que nós, ávidos de conhecer a sua experiência e os seus conhecimentos, fomos fazendo até quase à hora de almoço (não, não foi noutro hemisfério). 

Dadas as mais recentes actualizações relativas a esta terrível pandemia, estamos a fazer figas (com os dedos das mãos e ainda dos pés) para que rapidamente nos possamos voltar a encontrar de forma presencial.  O único senão é que não podemos estar apenas de roupa interior do umbigo para baixo. Ou será uma bênção? Deixamos à vossa imaginação fazer o resto, caro leitor(a). 


Texto: Pedro Vidal

Ilustração: Joel Faria

Fotografia: Filipe Brandão & Catarina David

Vídeo: Teresa Folhadela

Maio é mês de... NATUREZA!

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O que pode a natureza ensinar-nos sobre viver com força, vulnerabilidade e graciosidade durante estes tempos difíceis?

No livro “Emergent Strategy”, da autoria da Adrienne Maree Brown, Naima Penniman reflete sobre a força descentralizada dos carvalhos: “Entre ventos fortes e águas agitadas, o carvalho mantém-se firme. Como? Em vez de enterrar as suas raízes fundas e solitárias na terra, o carvalho espalha as suas raízes e entrelaça-as com as raízes de outros carvalhos nas redondezas.”

É natural sentirmo-nos sozinhos/as e com medos quando as tempestades se aproximam. Mas a natureza, em todas as suas formas e estados, mostra-nos vezes e vezes sem conta que a resiliência advém da adaptação, colaboração e apoio nos sistemas de suporte ao nosso redor. Ao afastarmo-nos da ideia de que precisamos de ser fortes apenas por nós abrimos possibilidades nas nossas vidas e construímos a nossa resiliência coletiva.

Seja pessoalmente ou longe, encontra as redes com as quais te podes interligar e acorrenta-te a elas. Apoia-te nesses ramos de suporte e segura-te bem. Sobreviver e prosperar em tempos difíceis requer que nos unamos mesmo quando separados.

O capítulo de Salt Lake City escolheu “Natureza” como tema deste mês, ilustrado pelo David Habben e apresentado globalmente pelo WordPress.com

“Behind the Scenes” | Voluntário Pedro Nogueira -Director Wannabe


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1. Vamos começar devagarinho e pelo mais normal: Como te chamas? E como te chamam? 

Pedro e… Pedro

2. Para percebermos melhor quem és: o que fazes, tens feito e queres fazer nas CM Porto?

Filmo, edito e tomo o pequeno-almoço sempre no fim quando já toda a gente mamou os brigadeiros todos e só tenho pão com manteiga.

3. E na vida? O que é que fazes para pagares contas?

Filmo, edito e como pão com manteiga!

4. À parte de seres uma pessoa maluca para acordar antes das 7h e não teres nada melhor para fazer nas madrugadas de sexta-feira porque é que te meteste nisto de fazer parte da equipa de Voluntários das CM? Dá-nos uma boa razão para continuares a acordar de madrugada e vires fazer as CM Porto de borla?

É giro, gosto de fazer coisas e depois descobri que também gosto do evento. E tudo são experiências e as pequenas falhas que aconteceram nas CreativeMornings Porto na equipa de video fizeram-me desenvolver skills que outrora só desenvolveria mais tarde ou por outros acaso. Ou não de todo.

5. De que maneira o que tu fazes na vida (pessoal/profissional) está relacionado com o que fazes/dás/deixas nas CreativeMornings Porto? 

Praticamente tudo, a partir do momento que faço nas CreativeMornings Porto o que faço da vida. Ainda estou muito na fase inicial da minha carreira e como faço o que gosto, tento fazer nos meus tempos livres ainda mais do que faço nos tempos ocupados e as CM são um exemplo disso. 

6. Qual é a tua tara ou mania que nunca tiveste coragem de revelar ao Mundo mas que tens oportunidade de o fazer nas CM Porto?

Mais novo comia demasiadas sandes de hidratos. Fossem sandes de arroz, sandes de batata cozida, etc. Pena que nas CreativeMornings não haja batatas cozidas…

7. O que gostavas que ficasse escrito no teu epitáfio?

Desculpem família, pelos 3 mil € que tiveram de gastar só porque funerais são a única coisa na vida que tens que comprar obrigatóriamente, senão é crime. Apesar de ser caro como tudo. (Eu acho mesmo isto! Por exemplo, ninguém te obriga a comer, podes morrer à fome que não é crime. Ninguém te obriga a ter casa, podes viver na rua que não é crime. Nem a pagar impostos caso não tenhas rendimentos. Mas obrigam-te a fazer um funeral, senão é crime. Portanto, é naquela, ou pagas milhares de euros, ou és preso. Choose!).

8. Para ti, criatividade é…

Analisar como as pessoas que pensam dentro da caixa pensam e fazer o oposto. 

Fotos: Filipe Brandão

6 Passos para fazer fotografia dos eventos virtuais.


Por causa das medidas impostas em Portugal, e um pouco por todo o mundo, para evitar a propagação da COVID-19, os eventos da CreativeMornings Porto tiveram que passar a ser realizados online. Naturalmente a fotografia dos eventos ficou posta de parte e por isso começamos a pensar como poderíamos preencher o espaço deixado vazio pelas fotos no Flickr. Espaço foi a palavra-chave. Os eventos não vão ocorrer num espaço físico mas sim num espaço virtual. No entanto, cada participante assiste ao evento no seu espaço físico e estes espaço estão dispersos num espaço geográfico. Um mapa surgiu, então, como a forma natural de representar o espaço do evento.

Poderíamos fazer isto de múltiplas formas, mas aproveitei a oportunidade para criar uma definição com o Grasshopper de modo que pudesse ser reutilizável. O passo inicial é obter a base cartográfica e para isso existem múltiplos plugins, por exemplo o Heron, Elk, Meerkat ou o Mosquito, para além do componente Import SHP que vem com o Grasshopper. Decidi usar o Mosquito para importar os mapas do OpenStreetMaps e o Heron para obter as coordenadas geográficas (Lat/Lon) a partir de moradas. O Mosquito também tem um componente que devolve coordenadas a partir de moradas, no entanto não admite listas de moradas. Uma das ideias iniciais era usar as coordenadas GPS nos metadados das fotografias mas as fotografias chegaram sem esses dados.

Foi pedido a cada participante que tirasse duas fotos suas e que indicasse a freguesia e o concelho de onde estava a assistir ao evento. Recebi as imagens com os nomes no seguinte formato: NomeSobrenome_Freguesia_Concelho.jpg. Usei o plugin Human para mapear a foto de cada participante numa superfície sobre a respectiva localização geográfica. Por fim, como as moradas apenas descriminam a freguesia, vários participantes ficaram sobrepostos no mapa. Para resolver isto usei o Kangaroo para optimizar o posicionamento de cada uma das superfícies, mantendo-as o mais próximo possível da coordenada original e o mínimo de sobreposição.

Passo 1

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Primeiro fornece uma morada ao componente Location. Este devolve pontos com as coordenadas Lon/Lat para cada uma das localizações candidatas. Seleciona a primeira localização e alimenta um componente Circle. É aconselhável começar com um raio pequeno. O círculo é ligado à entrada Area do componente Map Vector. É possível obter elementos específicos do OpenStreetMaps usando Custom Search, por exemplo os limites administrativos. Também é possível centrar o mapa na origem do desenho ligando um valor verdadeiro (true) a CenterToWorld.

Passo 2

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Obter os nomes das imagens a partir de uma pasta. Isto é possível com este script em C#. Em seguida filtrar os nomes da freguesia e concelho e formatar a morada de modo que o componente Heron’s ESRI REST Service Geocode entenda.

Passo 3

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Reprojetar os pontos de coordenadas Lat/Lon para o sistema de coordenadas usado pelo Mosquito no modelo do Rhino, com o componente MapProject. Este componente espera as coordenadas invertidas (Lon/Lat).

Ao contrário do esperado, apareceram vários participantes de fora da Área Metropolitana do Porto. O Mosquito não é a ferramenta ideal para lidar com dados à escala nacional porque requisita sempre ao servidor as estradas principais. O problema é que à escala do país o volume de dados é grande e torna o modelo muito lento. Uma solução simples foi importar um ficheiro SHP com as fronteiras nacionais, disponível aqui, e escalar a fronteira e as localizações dos participantes para uma área mais pequena junto ao mapa da área metropolitana.

Passo 4

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As coordenadas X/Y e o mapa do país são escalados para caberem num mapa mais pequeno junto ao mapa da Área Metropolitana. O primeiro passo é verificar quais os pontos que estão fora do mapa da Área Metropolitana, para em seguida os escalar. Para isso usei um componente de um plugin que desenvolvi mas ainda não lancei, em alternativa é possível usar o componente Point in Curve do Grasshopper, com as devidas alterações.

Passo 5

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O último passo é otimizar a localização das imagens no mapa para evitar sobreposições. A primeira coisa a fazer é mover os pontos aleatoriamente, para não serem exactamente coincidentes, para isso usei um gerador de vetores aleatórios. É possível, com mais algum trabalho, obter o mesmo efeito usando o gerador de números aleatórios do Grasshopper. A próxima etapa é colocar retângulos com centro nos pontos, testar as colisões e otimizar usando o componente Solver do Kangaroo. Por último, os rectângulos são transformados em superfícies e as imagens mapeadas como materiais usando o componente Custom Preview Materials do plugin Human.

Passo 6

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O resultado final na vista Top do Rhino pode ser exportado para vários formatos.


Texto: Filipe Brandão

Conhecer as CreativeMornings sem sair de casa!


Estamos em casa, confinados a um espaço e tempo onde o telemóvel é a maior janela para o mundo exterior. Tempo ideal para percorrer algumas edições passadas da CreativeMornings globais e viajar sem sair de casa.

Primeira paragem, fevereiro de 2018, Atlanta. Amena Brown falou sobre “Creative Anxiety”. Numa altura em que a adaptação a novas formas de estar ainda desperta ansiedade, vale a pena relembrar alguns erros comuns e o que fazer para lidar melhor com eles.


Miguel Peiró, Madrid, setembro de 2018, falou sobre “Caos”. Carateriza o ser humano como caótico por natureza, mas é isso mau? Com uma citação de R.P. Freynman diz para nos dedicarmos ao que mais gostamos e fazê-lo da maneira mais indisciplinada, irreverente e original possível.


Em 2013, Nova Iorque, Seth Godin falou sobre “Thinking Backwards”, as perceções “erradas” que todos temos quando chega a altura de lutarmos pelo emprego que queremos. Falhar não é mau, em alguns é necessário para dar o passo correto.

Fazer aquilo que gostamos é o que todos desejamos, mas nem sempre a nossa realidade. De volta a Atlanta, mas a 2011 quando Ben Chestnut pediu a todos na plateia para fazerem o que gostavam. A mensagem foi simples “Be good at it, embrace it, love it”.

Abril é mês de... PROPÓSITO!


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Estás aqui. Estar aqui significa que estás vivo, que existes e o mero facto de existires significa que tens um propósito.  

O “Propósito” não tem de ser algo grandioso. Na realidade, este pode existir em diferentes medidas e dimensões, separadamente, ou mesmo em conjunto.  

Martha Beck, autora e coach, escreveu um dia: «A “música” do propósito da tua vida tem um caráter único. Surge muitas vezes como um sentimento de alegria e leveza no corpo […] Também pode surgir como um deslumbramento, um forte desejo de prestar atenção a certos temas ou fenómenos. Acima de tudo, é um sentimento de que o que estamos a fazer é significativo».

O teu propósito é composto tanto pelo literal como pelo abstrato e o seu poder é incontestável. Aqueles momentos, memórias, ideias e conversas para as quais estás sempre a regressar, com grande ternura, compõem a base do teu Propósito.

O que é que faz os teus olhos brilharem? O que é que te traz paz? Quais são as grandes ideias que dão sentido aos teus dias? E quais sãos os detalhes específicos de cada um desses sentimentos que te atraem?

Por maior ou mais pequeno que seja, busca a força e a inspiração ao teu propósito. Permite-te abordar as decisões com o teu propósito em mente. Quanto mais fizeres as coisas de acordo com o teu propósito, menor é o padrão para o que estás condicionado a fazer.

Quando em dúvida, dá os passos que necessitas para seguires o caminho da tua felicidade. Este caminho é o teu Propósito.

O nosso capítulo de Indianapolis escolheu o tema destes mês: “Propósito” e o Jason Ratliff ilustrou o tema.

Sabes qual é a tua IDENTIDADE?


Quando começámos a planear o evento do mês de Março estávamos longe de imaginar que este seria um autêntico desafio à Identidade, não apenas de todos nós, mas das próprias CreativeMornings no mundo todo! Aqui pelas CreativeMornings Porto somos apreciadores de uma boa dose de ironia, mas não precisávamos de tanta…

Após esta pandemia que assolou o mundo inteiro e nos deixou a todos mais isolados, tivemos de parar para perceber não apenas as reais implicações desta situação nos nossos eventos, mas prinicipalmente parar para pensar de que forma podíamos manter o espírito das CreativeMornings vivo. Após várias discussões entre Equipa e com os outros capítulos à volta do globo, achámos que valia a pena tentar manter o espírito da comunidade vivo, mas em formato digital. Foi por isso com muita alegria que realizámos o nosso 1.º evento virtual este mês.

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Alegramente pelas 8h30 reunimo-nos no Zoom, não sem antes termos vários contratempos informáticos próprios de uma primeira edição e começámos por um curso super rápido e intensivo sobre como trabalhar com a plataforma. A seguir a isto e, após termos registado 55 pessoas online, dividimos os participantes em grupos de 6-7 pessoas para que se pudessem conhecer melhor numa espécie de fila para o café que já é a nossa imagem de marca! Demos o mote para o desbloqueador de conversa com uma pergunta sobre o tema do mês: No meio disto tudo continuo a identificar-me com…

Após 10 minutos de conversa regressámos com o desafio de sermos os nossos próprios fotógrafos e podermos documentar o evento não apenas para a nossa página de Flickr mas também para podermos criar uma imagem conjunto no final que reflectisse a diversidade de nossa comunidade. 

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Eram 9h em ponto quando o Vítor Fernandes, maquilhador profissional que também encarna a Natasha Semmynova  começou a contar-nos que a Identidade é muito mais do que aquilo que nos define e que o mais importante é estarmos confortáveis com quem somos. A sua apresentação começou com o cartão de visita que habitualmente usa: a sua participação no The Voice Portugal em 2015.

O Vítor aos 19 anos percebeu que era homossexual e que isto não é uma escolha ou uma opção, mas antes uma orientação sexual que é preciso aceitar. Depois disto até ser drag queen foi um passo que demorou apenas 2 meses e onde, em 1999 nos primeiros bares gay onde foi, descobriu  o admirável mundo drag queen da Invicta, com o qual se maravilhou.

Fez o seu primeiro espectáculo há 21 anos atrás e hoje em dia define ser drag queen como: o Vítor é uma pessoa e a Natasha Semmynova é uma personagem. Mas distingue também entre a persona, a extensão de uma pessoa que é o criador desta persona e a personagem, um papel desempenhado por um ator/atriz num evento cultural e que pode ter várias pessoas a encarnar esta mesma personagem. Neste caso, a sua  Natasha Semmynova, nascida em Agosto de 1999 e cujo nome vem de uma personagem do Casino Royale do Herman José e se define por ser bastante andrógena, é a sua persona que apenas pode ser encarnada apenas por ele, já que foi criada pelo próprio e foi sendo construindo ao longo destes anos.

O seu primeiro espectáculo de drag queen aconteceu por vontade de se partilhar e de se afirmar enquanto artista já que sempre cantou ao vivo, ainda em 1999, numa altura em que o transformismo e o drag queen ainda não representavam a mesma coisa, onde o transformismo era mais clássico e mais associado aos travestis e o drag queen era uma imagem mais exagerada dos próprios transformistas. 

O seu processo criativo é diário e passa também pela reutilização de adereços antigos com uma mistura de atualidade. E esta originalidade que o tem levado a encarnar personagens no teatro ou nas Quintas de Leitura do Porto, a produzir eventos no Porto, a falar sobre o seu trabalho em vários eventos e a defender os direitos LGBT ao ponto de já ter recebido alguns prémios.

A sua mensagem principal é que todos somos pessoas únicas apesar do Mundo não girar à nossa volta, que é importante respeitar os outros mesmo que não consigamos aceitar algumas coisas e que não estamos sozinhos no Mundo. 

E foi com esta mensagem que nos despedimos da nossa já habitual Comunidade.  Não podemos ignorar esta pandemia e a que realidade atual que estamos a viver, mas podemos (e devemos!) continuar a manter o espírito e a Comunidade unidos, sejam em formatos presenciais ou virtuais! E no próximo mês já sabemos que voltamos a encontrar-nos virtualmente. 


Até lá ficamos todos em casa!

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