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Contamos aqui a história verídica de quatro grandes mulheres, Rosali, Idarrah, Daiana e Ana, todas foram de um mesmo teto, mesmo sangue, mesma ancestralidade e sonhos tão diversos. Histórias tão ímpares e mágicas que nos jogam bem longe daqui, num sonho lindo e possível de acreditar. Somos divergentes, e daí? Vídeo inspiracional aqui

Somos divergentes. Ser divergente é ir além de um estado de espírito. Está no jeito de falar, de encarar o mundo. No jeito de negar quando necessário ou abrir os braços em busca de um ombro. Posso crescer na comunidade, ou fora dela. Sou Rosali. Posso ser a melhor mãe solteira do mundo. Posso ser eu Idarrah, Ana Beatriz, Daiana. Abrimos nossos pulmões para a vida e nos enchemos de amor a cada caminhar. Se fecha uma porta, não nos deixamos levar. Abrimos tantas outras. Uns gostam de rosa, outros de bege ou lilás. Somos divergentes. 

Idarrah não aceita um não. Porque ser apenas a mais velha se não podemos fazer mais e mais? Somos divergentes e aceitamos que somente isso nos diferencia de muitos outros. A certeza no olhar e o punho firme a cada decisão nunca nos impediram do próximo passo. Sair de um teto religioso, abrir mão do conforto, ser cancelada por aqueles que talvez nunca acreditaram de verdade em você! Somos divergentes. Já sentiu isso? Já sentiu esse nó na garganta todo dia que você acorda? Idarrah nunca viu parede, só muros a pular. Saiu de casa, apoiou suas irmãs e sua querida mãe. Foi fazer dinheiro, legado e história. A vida não nos ensina a levantar, mas faz da gente um moinho e catapulta para onde o vento bem levar. E vamos longe! Porque somos divergentes. Não aceitamos não.

Ana Beatriz não aceita um não. Ana Beatriz não quer só estar aqui, neste lugar. Não faz sentido nascer aqui, viver aqui e morrer aqui. Porque tenho que gostar do calor se o frio me faz tão bem? Porque falo a língua dos homens daqui se meu prazer está também no estrangeiro e tão distante? Não há razões que explicam o amor. O desejo e interesse em ser gigante. Somos divergentes. Cante esse hino, do jeito que quiser. Fazemos o equilíbrio entre a mais velha e a do meio, de mimada a estudiosa. De vivida a viajante! Moldamos presentes, revemos passados. Posso não ser mais criança. Moldamos nossos pensamentos com as experiências que vivemos e passamos cada vez mais reféns da barrinha que elevamos a cada dia. Somos divergentes. Não aceitamos medianos e iguais!

Daiana não aceitou um não. Daiana nunca nivelou seu sonho por baixo. Dança na favela? Porque sim! SER UMA DAS MAIORES REFERÊNCIAS AQUI E FORA? Porque sim. Devemos e somos divergentes. O teto pode ser o mesmo. A índole não. O momento de trilhar um caminho nobre é somente seu. Um passado pode doer. Um fato inesperado pode doer e te levar metade do coração. Uma mãe solo pode afrontar, somos divergentes e não sossegamos caladas. 

Sou hoje uma meio mãe, uma irmã do meio e a sempre caçula. Tem família de todos os jeitos. Há elos se fortalecendo. Há vida na dança, na dança da vida. Há dança na comunidade. Tem sangue, tem garra, tem responsabilidade que não há preço.

Somos divergentes e isso pode doer, pode nos deixar confusas. Pode até nos fazer desistir. Mas quem nunca sossegou enquanto não viu o sol do outro brilhar né?

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*Os tópicos do texto acima foram abordados no #CMDivergent que tivemos no dia 26 de fevereiro de 2021. “Momentos de divergência podem criar futuros maravilhosos”, não? Nosso capítulo de Valência escolheu explorar Divergente nesse mês e Núria Tamarit ilustrou o tema, que é apresentado globalmente por Basecamp e HEY.

Texto por Rhaissa V.

Dialética, TOC e fotofobia leves. Ama wasabi, gengibre e rapé Huni Kuin. Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Hoje ½ nômade digital ½ grudada na selva de pedra São Paulo.

Ficar sozinho não mata. Nunca matou. Os ancestrais viviam bem sozinhos há milênios. O mundo dizia que duraria só uns meses essa tal escuridão e ainda estamos em casa. Como pensar que não sobreviveríamos uns meses!? Os cientistas diziam que uma vacina chegaria logo e nem chegou. Fecharemos um ano enclausurados. Cada um teve sua casa. Casa de madeira. Casa de tijolo. Vielas, varandas apertadas, cantos sem janelas, barcos, árvores, pau a piques de todos os cantos da rosa dos ventos. Estivemos todos ali num pensamento ao redor do globo. Abrimos uma nova janela, para dentro. Descuidamos da gente. No início. Veio o autocuidado. Cuidamos da gente, mas tivemos tempo para tanta coisa. Foi bom e ainda é. Antes não acreditávamos ser possível. Esse ano criamos plantas, aguamos todos os dias. Os vasinhos cheios de dengue ganharam zelo. Aprendemos como é o podar e limpamos a casa. Toda. Nunca tínhamos podado nada na vida. Enchemos de lixo os corredores da casa, nunca separamos o essencial do dispensável. Os dias exaustivos de trabalho se acumulavam junto na pilha de roupas, dos pijamas sujos, das camisetas largas do namorado. A música entrou nas nossas casas e trouxe tanta paz! Colecionamos arte, recortes e mãos sujas de terra. Recebemos cada lua como um novo ciclo. A cada semana seu planeta cintilante acordava feliz. Em busca de mais uma esperança, de um sorriso ou ligação. De um cheirinho de mar bem distante, do seu irmão tão distante. Da saudade de longe que chega nos ouvidos e traz um cadinho de amor. Do cheiro do café da manhã e a tapioca moída na varanda dos seus avós. Teve um quintal cheio de folhas secas em nosso junho. Teve flor, fruto e caule molhado nas águas de março. Março foi um ano inteiro e nesse dezembro em um dia só Júpiter e Saturno fazem a dança nos céus. Seus amigos adotaram bichos. Uns perderam elos queridos. Mas os pássaros e micos da janela não incomodavam mais! Eram a companhia na hora certa. Saboreamos cada uva de cada rolha aberta. Juntamos os cascos que tínhamos por debaixo do tapete. Já nem sabemos se os cascos eram de nós, do descascar dos troncos, das taças. Dos cacos do fim da gente. Um mundo se juntou quantas vezes para celebrar o nome igualdade. Marchamos, erguemos bandeiras. Vivemos de lugares imaginados, dos luares e pesares deixados pra trás. O vizinho começou a te dar oi, colegas dispensáveis nunca mais vieram. Filtramos tudo em filtros dos sonhos. Sonho do que vem, realidade do que fica. Num suspiro doce deixamos a boca meio entreaberta pra ver se chega amor num solstício de verão. Mas nunca foi fácil. E ficar sozinho não mata. A cada dia de dois mil e vinte. Ele, ele te fortaleceu.

*Os tópicos do texto acima foram abordados no #CMEncontros que tivemos agora dia 18 de dezembro no Creative Mornings RIO. Ficar sozinho, autocuidado, conhecimento, aceitação, consciência e gratidão surgiram tão organicamente, neste bate-papo para fechar a semana, e o ano! Viva a vida. Nosso capítulo #CreativeMornings Düsseldorf escolheu explorar “Biophilia” neste mês, Lara Paulussen ilustrou o tema e Skillshare, nosso novo Apoiador Global, apresenta o tema globalmente.


Texto por Rhaissa V.
Dialética, TOC, disléxica, fotofobia leve. Ama wasabi, gengibre e rapé Huni Kuin. Binária cis de gênero não-conformista. Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), ex Netflix. Hoje é meio nômade digital meio grudada na selva de pedra São Paulo. 

Vrá! Jeff começou assim. Elon Musk é fichinha.

Mais uma edição! Nesta edição de novembro de 2020 do #CMRIO recebemos o projeto do Jefferson Quirino AKA. Jeff: o Favela Radical. Para personificar da melhor forma o que o projeto, o idealizador e o mundo precisam (mais amor por favor), cercamos toda narrativa em contar somente quem é o Jeff. O que já nos deu um trabalho grandioso e encorajador. Tudo que vem dele já é espelho de um berço cultural sem medidas! Vida longa ao foguete e pólvora que se tem nesse peito, cara. A vida nos presenteia com uma informação extraordinária: surf, escalada e skate com esportes olímpicos, como ele nos contou. E esse mês a vida nos presenteou com o Favela Radical (Texto por Rhaissa V.).


Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro

Belchior. Sangue do nosso. Letra fácil de cantar e se rasgar. De orgulho. Seria essa a vida do Jeff também. Ciclone. Corpo. Estilo água. Lama. Sem melodrama. Seria um de tantos seres humanos. No Rio. Ou em qualquer outra cidade onde a discrepância social é vista a cada esquina, sinal, esmola dada no meio fio sujo. 

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” (FREIRE, 1968).

Um mantra em loop onde: a gente precisa continuar fazendo o que a gente faz. Num mundo de invisíveis. Planos muitos invisíveis. Planos escritos em um papel de pão pardo. Muros, pretos, máscaras, medos e dores e tendo um só grande privilégio na manga furada: ter nascido com sete vidas! Sonhar grande e pequeno dão o mesmo trabalho, diz Jeff. Sonhar e viver na mesma frase é luxo. Todas vidas Em Busca de uma Só Felicidade! É muito chato ser feliz sozinho, ele berra. Hoje você é o Will Smith. A criança aqui, é tu. Você também é a mala velha pesada de todas as cenas que você não suportaria ver sem um nó cego na tua goela. Todas as sete vidas para meter o louco na manivela que se faz girar sem vaselina. Um corpo fechado, mente avoada. Que se dá linha e já voou!


Nos dê mais 5 minutos que a gente dá um jeito

Jeff tem dois sóis nos óios, guarda sempre alta. Labutas ganhas no peito. Vivência, espírito e intuição. Muita! De chutar doutorandos pro escanteio. Marcação cerrada. Stratégie. Capitão Nascimento. Vezes bruto. Vezes necessário. Aqui um jargão não é caô, é preto no branco. Pretos & brancos. Camarão que dorme a onda leva bem, diz o Zeca. Camarão vem, vai. Frito. Assado. Fudido. Falido. Salgado, marola. Muitos assim. Ser vivo. Ser da gente. Moleque esperto, vida ganha nunca teve! O outro, correu, suou, se f*** mas veio para fazer e bem feito. Eu não quero criar com isso, mas eu preciso ser pago por isso. Cuidar de vidas humanas é difícil. E ele cuidou, de muitas crianças no Morro do Turano na Zona Norte do Rio.

“Em termos sociais, quais devem ser as finalidades da educação: ajustar as crianças e os jovens à sociedade tal como ela existe ou prepará-los para transformá-la” (SILVA, 1999)

A vida é um gole de estricnina

É o olho que tudo vê, diz a rima.

Na vida você é o rato, o pote e a mão que joga. Assim, toda missão exige um líder, o próprio: Jeff. Bem dito por ele e feito. Também. Preto de muitas palavras e atitudes. Cala a boca de qualquer um, na letra, na ginga, no proceder de seguir em frente. Não acreditar em segundas chances, não abaixar a cabeça, não pedir benção. Usar do argumento, da ideia e da visão para reafirmar. A VIDA. Se reafirmar como digno à vida. Uma digna que fosse. Reafirmar a importância do Terceiro Setor. 

Pegar todos os nãos que nos desanimam! E construir seu próprio muro de tijolos de não, como o mestre pincelou. Até que nos piores dos seus dias, você olhe pra trás de si e se veja protegido. Metáfora linda de como superação e vida andam juntos e a vida é pra hoje!

Das primeiras boas intenções. De entender tudo e nada ao mesmo tempo. De ser sobre o Empreendedorismo ser a gente errar. É dizer sim querendo dizer não, às vezes. Imagina em uma comunidade? É acordar, limpar as remelas. 

Tomar um coado amargo, sem açúcar e descer pra praia.

Então bora pra maré encher.


Playlist do #CMRadical, confira.

Nota mental: todos os trechos em itálico fazem referência a obras de músicos brasileiros, que assim como o Jeff também venceram muita missão na lábia, carisma e inteligência. Alguns outros trechos também foram tirados de falas do próprio Jeff em seu Instagram e durante nossa live.

Texto por Rhaissa V.

Dialética, TOC, disléxica, fotofobia leve. Ama wasabi, gengibre e rapé Huni Kuin. Binária cis de gênero não-conformista. Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), ex Netflix. Hoje é meio nômade digital meio grudada na selva de pedra São Paulo. Radicalizou seu ano de 2020 abrindo mão de um meio sonho para ser mais feliz e saudável com si.

<3

Gracias.

Rhai

#CMSpectrum – espectros outros de lentes fragmentárias ❤️🧡💛💙💜

📻 Para ouvir de fundo —- do pluriversátil jornalista/músico/dj e amigo Vinícius Cunha (IG: @cunhavinil) —- 🌈 SPECTRUM 🌈 CreativeMornings Rio no Spotify 📲.https://open.spotify.com/playlist/5ZtE3seqSbhAS6NQw0GOXY?si=343DlCbNTYq46LUysROcuw.Celebramos e desejamos m3rd4 para todos, todes, artigos diversos. Artigos não. Papéis em branco aqui. Tinta e caneta na tela. Rabisco com o r a b i s c o e s p a ç a d o (#PraCegoVer: leia-se “o rabisco espaçado” escrito se forma espaçada como licença poética) & brinco com o leitor como se a brisa do mar viesse a serenar. S E R E N O U (#PraCegoVer: leia-se serenou como alusão ao samba raiz). 🧡Queremos de peito aberto abraçar todes. Mas nem sempre podemos. Nem sempre nos dá pé. Às vezes, o remo se perde. Tem vezes que você não enxerga, e olhos têm. Ora nem escuta e os dois ouvidos te deram no mundo. Nossos espectros são diversos e escrevemos nesse texto sem respiros uma forma de ampliar espectros. 💛Como viver num mundo colorido onde os reinos animal e vegetal se unem.💛 The Big Bang Theory. B A Z I N G A //// B L O O M (#PraCegoVER e não entendidos: leia-se bazinga, termo usado na série pra expressar descoberta, ler bloom). Onde um mundo de ficção científica nos pode parecer convidativo, pois ele já o é. Somos feitos de poeira cósmica. Viemos ao mundo, transeuntes e pensantes. E como exigir do outro tamanha unidade? Impossível. Somos capazes sempre de: mais. DEMAIS ECLODIMOS. Descobrimos no ópio uma salvação pra dor, descobrimos no cipó um portal xamânico de amor, fazemos do café um mal e bem de todo dia. Somos movidos a substâncias da terra, do ar, da sua frente mais fiel a ti: o outro. CÉLULAS. 🖤E tão diferente se comporta? Sim. Somos cópias não idênticas dos astros, carbono 14, cinza, faísca, estopim. E U R E K A (#PraCegoVer: termo usado por filósofo grego Arquimedes ao descobrir a gravidade na queda de uma maçã). Darwin, Aniquilação, The Midnight Gospel, Ex Machina. A gente projeta o super-homem sem mesmo saber que dentro já vive um por completo. Fazemos da história um guia mas apagamos tudo dos nossos ancestrais. O relógio do sol, a magia das estrelas, o sabor da receita do tataravô, a mandinga do xamã que foi deixado no rio. AMAR EM TEMPOS DE CÓLERAS. Anos de solidão afetiva. Meses de quarentena amarga. Quantos sentidos perdemos, quantas coisas em déficit? Falar pelo celular, desenhar num tablet, amar com emojis em eras de vírus. Somos MELANCOLIA. Somos PELES QUE NÃO HABITAMOS. O mundo se fechou pra você viver e o que você fez? MAIS DE CEM DIAS DE SOLIDÃO. García. Almodóvar. Lars von Trier. Somos doses de espectros de outrem, não produzimos mais muito. A sua hora-homem virou hora-máquina. Um clube da luta com Brad Pitt hoje fora de forma. Levados que se vão. Spectros tolos onde só aceitamos o perfeito. O que é a perfeição? Perfeito seria a combinação de todes e tudo. Que tudo somos se fazemos da nossa bolha de conforto um portal com fechaduras? Coceira design como? Perguntar a quem se o Google tudo sabe e diz. Usamos do fone de ouvido uma fechadura pro mundo. 💙Dizemos ser abertos e nunca decoramos o braille. Seu nome só tem carácteres latinos. Nunca se tocou num pincel, a aquarela de si já se transborda em água gosmenta. Aquarelas e sol amarelo. Castelos. Musicalidade e ondas. 💙🤍 Espaço e teto se juntam. A gente projetava os Jetsons e seu amigo autista não te tem como ombro amigo quando o mundo dele desaba. Por causa do seu toque chato ensurdecedor do celular. Andamos descalços para sentir a terra mas que fazemos é sujar os pés, e não irrigar a alma. Meu espectro não é o seu. A Anne Mendes que dor sentia ontem e hoje maker é porque o mundo ainda é cinza demais pra 20% dele. A Cathy tão fofa transborda em cores mesmo sem pronunciar o a do arco-íris e as nossas lágrimas já traduzem os fonemas de “a-mô”. Mergulhe nos eus. Somos tantos e tão melhores lá fora, sem máscaras. 🔥texto baseado na obra cartaz feminista de luta, de Santarosa Barreto, exposta no MASP.Texto por Rhaissa V.
Dialética, TOC, disléxica, fotofobia leve. @rhaissavitor, no #CMRIO há 4 meses :)

#CMSpectrum – espectros outros de lentes fragmentárias ❤️🧡💛💙💜

#CMSpectrum – espectros outros de lentes fragmentárias ❤️🧡💛💙💜📻 Para ouvir de fundo —- do pluriversátil jornalista/músico/dj e amigo Vinícius Cunha —- 🌈 SPECTRUM 🌈 CreativeMornings Rio no Spotify 🎙📲
https://open.spotify.com/playlist/5ZtE3seqSbhAS6NQw0GOXY?si=343DlCbNTYq46LUysROcuw)Celebramos e desejamos merda para todos, todes, artigos diversos. Artigos não. Papéis em branco aqui. Tinta e caneta na tela. Rabisco com o r a b i s c o e s p a ç a d o (#PraCegoVer: leia-se “o rabisco espaçado” escrito se forma espaçada como licença poética) & brinco com o leitor como se a brisa do mar viesse a serenar. S E R E N O U (#PraCegoVer: leia-se serenou como alusão ao samba raiz). 🧡Queremos de peito aberto abraçar todos. Mas nem sempre podemos. Nem sempre nos da pé. Às vezes, o remo se perde. Tem vezes que você não enxerga, e olhos tem. Ora nem escuta e os dois ouvidos te deram no mundo. Nossos espectros são diversos e escrevemos nessa texto sem respiros uma forma de ampliar espectros. 💛Como viver num mundo colorido onde os reinos animal e vegetal se unem.💛 The Big Bang Theory. B A Z I N G A //// B L O O M (#PraCegoVER e não entendidos: leia-se bazinga, termo usado na série pra expressar descoberta, ler bloom). Onde um mundo de ficção científica nos pode parecer convidativo, pois ele já o é. Somos feitos de poeira cósmica. Viemos ao mundo, transeuntes e pensantes. E como exigir do outro tamanha unidade? Impossível. Somos capazes sempre de mais. Descobrimos no ópio uma salvação a dor, descobrimos no cipó um portal xamânico de amor, fazemos do café um mal e bem de todo dia. Somos movidos a substâncias da terra, do ar, da sua frente mais fiel a ti: o outro. 🖤E tão diferente se comporta? Sim. Somos cópias não idênticas dos astros, carbono 14, cinza, faísca, estopim. E U R E K A (#PraCegoVer: termo usado por filósofo grego Arquimedes ao descobrir a gravidade na queda de uma maçã). Darwin, Aniquilação, The Midnight Gospel, Ex Machina. A gente projeta o super-homem sem mesmo saber que dentro já vive um por completo. Fazemos da história um guia mas apagamos tudo dos nossos ancestrais. O relógio do sol, a magia das estrelas, o sabor da receita do tataravô, a mandinga do xamã que foi deixado no rio. AMAR EM TEMPOS DE CÓLERAS. Anos de solidão afetiva. Meses de quarentena amarga. Quantos sentidos perdemos, quantas coisas em déficit? Falar pelo celular, desenhar num tablet, amar com emojis em eras de vírus. Somos MELANCOLIA. Somos PELES QUE NÃO HABITAMOS. O mundo se fechou pra você viver e o que você fez? MAIS DE CEM DIAS DE SOLIDÃO. García. Almodóvar. Lars von Trier. Somos doses de espectros de outrem, não produzimos mais muito. A sua hora-homem virou hora-máquina. Um clube da luta com Brad Pitt hoje fora de forma. Levados que se vão. Spectros tolos onde só aceitamos o perfeito. O que é a perfeição? Perfeito seria a combinação de todes e tudo. Que tudo somos se fazemos da nossa bolha de conforto um portal com fechaduras? Coceira design como? Perguntar a quem se o Google tudo sabe e diz. Usamos do fone de ouvido uma fechadura pro mundo. 💙Dizemos ser abertos e nunca decoramos o braille. Seu nome só tem carácteres latinos. Nunca se tocou num pincel, a aquarela de si já se transborda em água gosmenta. Aquarelas e sol amarelo. Castelos. Musicalidade e ondas. 💙🤍 Espaço e teto se juntam. A gente projetava os Jetsons e seu amigo autista não te tem como ombro amigo quando o mundo dele desaba por causa do seu toque chato do celular. Andamos descalços para sentir a terra mas que fazemos é sujar os pés, e não irrigar a alma. Meu espectro não é o seu. Obrigada. Meu espectro é aquém. Só meu. Mas se juntos fôssemos daríamos um abraço. Abrace aquele colega. A mãe que deixou de ler o jornal quando sem óculos. O vizinho que quebrou o vaso porque pesavam muito as suas articulações. A Anne Mendes que dor sentia ontem e hoje maker é porque o mundo ainda é cinza demais pra 20% dele. A Cathy tão fofa transborda em cores mesmo sem pronunciar o a do arco-íris e as nossas lágrimas já traduzem os fonemas de “a-mô”. A Lully recita o manifesto e não h

❤ Pra ouvir de fundo — 😤 Estresse do CreativeMorningsRIO, por Ju Ribeiro

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Instagram da Fernanda Negrão, convidade especial da edição #CMStress de agosto.

“Estresse, em sua forma mais básica, é uma resposta. Sentir-se estressado pode se manifestar muitas vezes como uma tensão palpável fluindo em seu corpo. O estresse pode espreitar seus pensamentos e decisões, ansiando nublar sua clareza e sequestrar seu poder. No espaço entre estímulo e resposta, tire o foco do estresse com a sua própria respiração e convide-o a se retirar.”

Objetivo nossos aqui? 

Falar da Fê e o tema do mês!

Fê Negrão é apaixonada por organização desde pequena. Seu maior objetivo é usar a criatividade como ferramenta principal para ajudar pessoas a alcançarem sonhos.

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Escrevo, eu Rhai, aqui sobre a vivência da live da última edição, de agosto. 

Eis um compilado informal das trocas, reflexões e colheitas lindas. E não poderia jamais passar em branco com alguém tão multi talentosa como a nossa — já parte da comunidade #CMRIO, Fê Negrão.

O que nos chamou muito a atenção em toda a construção dessa curadoria foi a Fê em 5 fatos tão pessoais e tão íntegros ao mercado:

  1. A Fê sempre foi já da comunidade carioca e sabe como provocar o chapter #CMRIO;
  2. A Fê tem uma bagagem muito diversa, com o Google, Descomplica, VTEX e Koni Store;
  3. A Fê esbanja positividade, aprendizado, carisma e muita muita energia e FOCO;
  4. A Fê mistura várias técnicas de organização, design thinking e planejamento;
  5. A Fê é fofa, linda, simpática e só quer ajudar a SUA VIDA.

Simples.

Entendem o nível de afinidade e admiração — que temos?

Simplesmente, não dá para deixarmos passar alguém tão multifacetada e multitarefas (consultora, criativa e bem-humorada de berço) — mas de um jeito bom aqui, pois ela mesma não costuma ser muito a favor da prática — passar em branco. E não passou mesmo (2)! Foi a nossa oitava edição de 2020 e chegamos todes tão felizes que parecíamos ter voltado em temas tão leves como o #CMNature ou mesmo #CMFlow, em 2019.

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A gente precisa sim conhecer o nosso tempo, não?

Seu trabalho, seu estudo, seu projeto pessoal?, perguntou a Fê Negrão na live ;) Pois bem… o trabalho é sim um dos principais catalisadores desse estado de estresse gerado e invadindo.

Você anda muito estressado? Um pouco de estresse pode até ser útil em várias situações, mas, em excesso, ele pode ser um “veneno” para nossas mentes e nossa saúde. No vídeo de hoje, falaremos um pouco sobre o que é e como funciona o estresse, além de como ele pode afetar a saúde, o cérebro e o comportamento das pessoas, diz vídeo abaixo — da Psychic Minutes:

Vídeo sobre ESTRESSE por Psychic Minutes

Pois é.

Também existe mais de um tipo de estresse, sabiam?

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Há milhares de anos ele servia para fugir de LEÕES.

Triste fim de todes Policarpos da floresta, da selva urbana de hoje.

Reflexões ficam aqui sobre o domínio da descarga de cortisol em nossos corpinhos, de forma aguda em momentos pontuais, ou crônica, quando faz parte do seu estilo de vida e relacionamentos.

O estresse é um tipo de resposta natural que vários seres vivos emitem, diz o vídeo.vivo incansavelmente como podemos nos manter vivos, felizes e ainda produtivos. Ela está há anos no mercado ajudando.

A Fê passou, repassou e até nos fez desenhar mentalmente como devemos mesmo INVESTIR nosso tempo para algo bom para nós, e com a gente. Não são leituras literais das palavras da Fê e sim um jeito tático e externalizar seus learnings divididos durante a live:

  • Como eu irei fazer tudo isso VS. o que eu irei deixar de fazer e tá tudo bem?
  • E se eu não for tão capaz VS. e se eu não for mais uma máquina?
  • Mas os fulanes fazem assim VS mas como EU deveria fazer isso, assim?!

A sutileza da nossa linguagem existe mas não deve ser encarada como tão tênue não. A gente fica estressado com qualquer coisinha, sim, e muitas das vezes como a Fê cutucou.Há um hiato tão necessário também que acabamos por não ver tanto.

O (nosso) colégio ao invés de tratar a disciplina, nos torna um adulto sem disciplina, diz a Fê.

O sempre pêndulo, os dilemas. O binário ou matemático, o sim-sim ou não-não. Preto-branco. Pau-pedra. É o fim do caminho. 

E o talvez-pode ser? o/

Este jamais, segue ele não existindo na nossa equação de vida.

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Bem, bem triste.

A nossa grande verdade será mesmo SOBRE DIZER NÃO. Mas como dizer não? Exemplos práticos de quem já esteve neste lugar antes, a própria Fê.

É sim possível ser adulto, ter uma vida maneira, fazer o que quer e ficar tudo no esquema. Não briguem com vocês.

Diga não hoje “AA” — [editada aqui fala da Fê na hora] O que te deixa estressada? A pressa dos outros. A pressa que eles colocam em você. Isso me deixa muito estressada. Mas estou aprendendo a entender o que está me estressando.

Diga não hoje “BB” — [editada aqui fala da Fê na hora] O que te deixa estressada? A solução para estressar menos. Colocar meu limite ali, não respondo rápido. Não falo daqui 2 dias. Às vezes a gente tem que falar isso.


Manifestação com o Siaines

Nossa manifestação foi com o querido Bernardo Siaines, diretamente também do seu apêzinho do Rio! Cantou, esbanjou também carisma e leveza para um tema tão quente e acalorado. Algumas músicas lindas compuseram a sexta fria e sonolenta. Um mergulho no Leme pela manhã, um sambinha numa praça perto da Mangueira. Um dengo e Lapa e sol de rachar a cuca.

Eis o @siaines. Que gratidão as nossas. Nos de nós. 

Óó meu Rio! ❤

Chegamos em agosto com três mulheres dividindo o palco on-line da live de sexta, além da Fernanda da Consultoria criativa, tivemos a Priscila do Clube da Escrita & Fernanda do Podcast Não é Por Aí.

Projeto da Fernanda

O Podcast nasceu de uma ideia de produção de conteúdo informativo, leve, curioso e interessante na quarentena. Nele eu e uma amiga abordamos temas e comportamentos comuns do nosso dia a dia, que poucos sabem ao certo suas origens, porque reproduzimos e quais as consequências. O formato é leve e conta histórias e curiosidades ricas em pesquisas e boas risadas. :)

:)

Projeto da Priscila

Um clube de escrita é uma experiência ímpar para quem ama escrever. Participar de um clube é também uma maneira de se comprometer ainda mais com as suas metas de escrita e de desenvolvimento do ato de se expressar através dela, diz ela.

Agora a nossa próxima edição do CreativeMornings RIO será final de setembro, com o tema #CMSpectrum.

#CMSpectrum — será uma gama de cores, definições em expansão, uma vasta possibilidade de identidades — todos nós vivemos em diversos espectros, como postamos no CreativeMornings RIO. Nosso capítulo de @lasvegas_cm escolheu esta abordagem do tema Espectro e @iandryrex ilustrou o tema.

Valeus valeus.

Monja Rhai

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Texto por Rhaissa V.

Pronomes: ela/dela. Morando menos estressada que antes, mas ainda estressada, em SP. Já sofreu bastante com tensão muscular, crises de ansiedade e uma licença médica por ter travado o pescoço e usar um colar cervical, por 5 dias! Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), passou por agências globais e tb a Netflix.  Linktree: aqui o/

Ahow.

Uma gama de cores, definições em expansão, uma vasta possibilidade de identidades – todos nós vivemos em diversos espectros, que colidem e se misturam. Como a diversidade das nossas comidas, músicas e habilidades, nossas necessidades são diferentes, não há uma solução “tamanho único” para todos.

Compreendendo e valorizando outras realidades faz com que seja normal alguém dizer: O que eu sinto, percebo e vivo pode não ser o mesmo que você. “Desenvolva para o espectro, não para a média”, disse Michael Kaufman em sua palestra no CreativeMornings. “Como conseguir sair da hospitalidade cortês para uma verdadeira e corajosa inclusão?”

Como indivíduos comprometidos a viver em arte, podemos ilustrar novas e revigorantes possibilidades que não são apenas para nós mesmos, e sim para todos. Junte suas ferramentas: ouça, olhe para dentro, abrace o que parece estranho, pegue esse prisma e vire de cabeça para baixo – você provavelmente vai encontrar empolgantes oportunidades de fazer a diferença.

Nosso capítulo de Las Vegas escolheu esta abordagem do tema Espectro e Iandry Randriamandroso ilustrou o tema.

Estresse, em sua forma mais básica, é uma resposta.

Sentir-se estressado pode se manifestar muitas vezes como uma tensão palpável fluindo em seu corpo. O estresse pode espreitar seus pensamentos e decisões, ansiando nublar sua clareza e sequestrar seu poder.

Como dizem, “entre estímulo e resposta há um espaço. Neste espaço está nosso poder para escolher a resposta e nela há crescimento e liberdade”. O que você pode fazer quando o estresse se manifesta em seu corpo, mente e espírito?

Crie seus próprios mantras, respire ar puro, medite, escreva, toque músicas, durma ou fique parado. Afaste-se de hábitos que trazem estresse para sua vida. Busque familiaridade com a sensação de calma, para que quando o estresse apareça, você consiga gentilmente voltar a ela. Como nos ensina Shannon Lee em sua palestra no CreativeMornings, é possível “criar e reestruturar a vida” para você mesmo, baseado em como você quer viver.

No espaço entre estímulo e resposta, tire o foco do estresse com a sua própria respiração e convide-o a se retirar.

Nosso capítulo de Varsóvia escolheu a abordagem de Estresse deste mês e Shanee Benjamin ilustrou o tema.

O evento acontece no dia 28/08, às 8h30, via zoom. Em breve, mais informações.

Mais uma edição CreativeMornings RIO rica e tão necessária.

Mais uma edição rica e tão necessária. Fechamos julho com luz, aprendizados e duas palavras que representam demais o intuito das manhãs do CreativeMornings RIO: Respeito & Amor.

Falar sobre o que é underdog foi um desafio que começou antes da live, nas pautas de tradução com os voluntários brasileiros e portugueses. Quisemos trazer um pouquinho da pureza, positividade e vitória sobre o grupo plural aqui: os subestimados (tradução adotada no PT-BR). Os que impressionam todos pela sua jornada, o que deram a volta por cima na sociedade!

Em meio a tantas vozes, das doces, queer, buscamos em cada minutinho do encontro uma forma de ressignificar, de nos aproximar do que nos faz mais humaninhos, a arte de viver. Começamos o evento com cafés, biscoitos (sim, bolacha não) e muito calor brasileño vindo de Estocolmo, São Paulo, Nova Friburgo, Macaé, Barcelona e outros.

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O que você espera de você?

O evento físico ainda nos transborda em saudades, porém a cada edição do #CMRIO temos enchido tanto nosso peito de momentos bons que já não há espaço pro chorare. Demos vozes para indivíduos tão lindos e ricos que impossível seria resgatar tudo que sentimos. Mas acho que nossa nuvem de palavras criada ao vivo diz demais sobre:

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O que você espera de você?” foi o que perguntamos, e olhem o que colhemos (favoritos#5):

  • Respeito & Amor
  • Sabedoria
  • Sucesso
  • Disciplina
  • Força
  • (…)

A voz de longe, Galba Gogóia

Pela primeira vez, pessoas trans são protagonistas das suas próprias narrativas — Jen Richards no documentário original Netflix, “Revelação” (Disclosure, 2020).
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Para embalar nossas conversas, chamamos a querida Galba Gogóia que como sua própria biografia do instagram diz, ela é sim (além de uma maravilheusa): - Travesti. Cineasta. YouTuber. Pernambucana hoje no Rio. 

E foi EXATAMENTE isso que vivemos juntos, ao vivo. Um guarda-chuva gigantesco de revelações na sexta-feira, dia 31. Porque Galba é Olinda no carnaval! Ela é paixão, uh uh uh que beleza. É Jéssika, ela toda manga rosa. É Alceu, Gal Costa. Maria Bethânia. Galba é Tropicália, é um xerô e um cafuné. Galba é catuaba. Caldinho de feijão na praia. 

Eu não queria aceitar que não ia dar”, afirma Galba Gogóia.

Galba, nascida e criada no interior de Pernambuco. Sempre acabou morando na mesma casa, desde que nasceu, conta ela. Era de família grande. 26 primos! Sempre bem unidos. Desde novinha, amava novelas e também sonhava em um dia ser atriz. Pois é, nessas horas pensamos o que somos como essência e o que nos tornaremos, já pensaram? 

Como ela diz: sempre de vez em quando. Será? 

Ah, sua história é forte, é humilde mas com muita luz vibrando! Saiu do Nordeste, fez acontecer no Rio, estudou, se especializou. Buscou uma rede de amigos. E como diz, em nenhuma profissão esse lugar trans era dado, ela criou um para si, neste doc:

Jéssika - Um filme de Galba Gogóia

No audiovisual, já veio criando história em um filme que foi para mais de 20 festivais no Brasil. Assinando em direção e roteiro, levando arte e cultura para os seus semelhantes, e também diferentes. Orgulho de termos essa pauta no #CMUnderdog <3 – Para quem não sabe, atualmente o time #CMRIO é feito de mulheres incríveis (ei, confira o post de agradecimento) e de trajetórias também únicas. Feito pela host Cami Inacio e o squad, com a Ana Silva, Lully, Mari de Sá, Nic Correa e a novata Rhai Vitor – ela quem escreveu este texto o/

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O sentimento Blackyva

O segundo destaque foi a manifestação artística com a Blackyva, denominada como negra, ativista e funkeira. Vem da Favela da Rocinha e já nos provoca sobre a criação do persona e as múltiplas personalidades que brotam da sua arte. Mais sobre sua vida no papo com a Revista Acrobata: link

Por muito tempo, os modos como pessoas trans foram representadas nas telas sugeriram que não somos reais. Que não existimos. Mesmo assim aqui estou. Aqui estamos nós. E sempre estivemos — Laverne Cox no documentário original Netflix, “Revelação” (Disclosure, 2020). Trailer do doc

Blackyva nunca quis ser igual, mas nunca foi diferente como ela bem diz. E esse aqui TRANSgredir vai além, ser igual no melhor sentido da palavra! Ela sim se preocupa com cada sentido da palavra. As palavras, como arma, como aconchego. Como explosão e liberdade. 

Como ela declarou, “fui descobrindo o melhor de trabalhar em comunidade, no melhor sentido da palavra”. Mas ser igual não é gritar a todos pulmões nas lajes como um tufão. Como Blackyva afirma: “Ir pra além de não binários, temos uma forma social e acredito que nossa existência tá pra além dessa padronização que beneficia o homem branco cis , no “topo” dessa cadeia social (em ruínas).”

Mais que fenomenal. Transmutável, lynda de morrer, Blackyva! 

E deixou marca mesmo, de saudade, de irreverência e todo teatro, música e cores só suas. Valeu. :)

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Almas cariocas 

Contamos também como mais dois pitches criativos de peso, da dinâmica do “valendo, apresente sua ideia ou projeto em 60 segundos”. Para quem não conhece, é a hora que abrimos o microfone para grandes nomes da Cidade Maravilhosa influenciarem nosso pensamento e transformá-los em ações, com mensagens e iniciativas do bem.

Ei, tudo bem?, Auto-conhecimento e coragem feminina:

Nas palavras da própria criadora Natalia Erre, é um projeto de reconstrução de nós mesmas, com amor e conhecimento. Tendo papos com psicólogas, jornalistas e especialistas para discutir sobre autoconfiança, autocompaixão e conscientização da força que cada uma de nós tem.

Favela Inc, Ativismo em lugares carentes:

Criado pelo gringo-do-Vidigal Adam Newman, eles vieram para agregar e muito. Principalmente agora na pandemia, sendo “uma incubadora de impacto social e hub de inovação e tecnologia localizado na Favela do Vidigal. Atualmente estamos trabalhando em função de distribuição de matérias emergenciais para as famílias mais vulneráveis da comunidade.”

Gracias por existir!
Galba Gogóia & Blackyva & Natalia Erre & Adam Newman
Sigam seus projetos nos links, hoje e sempre.

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#CMStress
E o próximo tema, de agosto, será: Estresse.

O capítulo de @warsaw_cm escolheu a abordagem de Estresse deste mês e @shaneebenjamin ilustrou o tema. Arte: link

Fiquem atentos pelos nossos canais (redes sociais e newsletters) para saber mais informações do nosso café da manhã criativo do mês. ☕️

Texto por Rhaissa V.
Pronomes: ela/dela. No lugar de fala de uma mulher careca, manequim 42, retinta clara. Mineira-carioca, binária de gênero não-conformista. Tem estudado sobre o ser queer brasileiro. Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com um executive program em liderança criativa pela Berlin School | Redes dela aqui o/

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O tema de julho é Subestimado.

Um subestimado questiona e expande o que é considerado possível.

Quando outros esperam que eles fracassem, os subestimados precisam confiar em sua própria autoconfiança e experiências conquistadas ao custo de muito suor. Assim, eles conseguem visualizar e assegurar com veemência novas realidades possíveis. Eles não se acomodam no que se espera deles, em vez disso focam no que não se espera deles.

Em “Uma Carta para Meu Sobrinho”, James Baldwin escreveu: “Não esperavam que você mirasse na excelência. Esperavam que você se contentasse com a mediocridade […] Não acredite no que te dizem, inclusive no que eu estou dizendo, confie em sua experiência. Saiba de onde você veio. Se você sabe de onde veio, não existem limites para onde você pode ir.”

Não importa se você é um subestimado ou se conhece alguém que é, você sempre pode ajudar a aumentar os desafios. Reconheça todos os dias como uma oportunidade para participar em soluções de problemas, enriquecendo sua vida. Reconheça que cada momento é uma oportunidade de trabalhar criativamente sua intuição do que é possível.

Ative sua experiência, sua intuição, sua voz. A arena de mudanças está chamando.

Nosso capítulo de Edimburgo escolheu nossa abordagem deste mês de Subestimado, Astrid Jaekel ilustrou o tema, que é apresentado globalmente por Mailchimp.

Nosso evento de Julho ocorre no dia 31 de Julho, à partir das 8h30 da manhã, via Zoom. Inscrições abertas a partir do dia 27/07.

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