#CMSpectrum – espectros outros de lentes fragmentárias ❤️🧡💛💙💜

📻 Para ouvir de fundo —- do pluriversátil jornalista/músico/dj e amigo Vinícius Cunha (IG: @cunhavinil) —- 🌈 SPECTRUM 🌈 CreativeMornings Rio no Spotify 📲.https://open.spotify.com/playlist/5ZtE3seqSbhAS6NQw0GOXY?si=343DlCbNTYq46LUysROcuw.Celebramos e desejamos m3rd4 para todos, todes, artigos diversos. Artigos não. Papéis em branco aqui. Tinta e caneta na tela. Rabisco com o r a b i s c o e s p a ç a d o (#PraCegoVer: leia-se “o rabisco espaçado” escrito se forma espaçada como licença poética) & brinco com o leitor como se a brisa do mar viesse a serenar. S E R E N O U (#PraCegoVer: leia-se serenou como alusão ao samba raiz). 🧡Queremos de peito aberto abraçar todes. Mas nem sempre podemos. Nem sempre nos dá pé. Às vezes, o remo se perde. Tem vezes que você não enxerga, e olhos têm. Ora nem escuta e os dois ouvidos te deram no mundo. Nossos espectros são diversos e escrevemos nesse texto sem respiros uma forma de ampliar espectros. 💛Como viver num mundo colorido onde os reinos animal e vegetal se unem.💛 The Big Bang Theory. B A Z I N G A //// B L O O M (#PraCegoVER e não entendidos: leia-se bazinga, termo usado na série pra expressar descoberta, ler bloom). Onde um mundo de ficção científica nos pode parecer convidativo, pois ele já o é. Somos feitos de poeira cósmica. Viemos ao mundo, transeuntes e pensantes. E como exigir do outro tamanha unidade? Impossível. Somos capazes sempre de: mais. DEMAIS ECLODIMOS. Descobrimos no ópio uma salvação pra dor, descobrimos no cipó um portal xamânico de amor, fazemos do café um mal e bem de todo dia. Somos movidos a substâncias da terra, do ar, da sua frente mais fiel a ti: o outro. CÉLULAS. 🖤E tão diferente se comporta? Sim. Somos cópias não idênticas dos astros, carbono 14, cinza, faísca, estopim. E U R E K A (#PraCegoVer: termo usado por filósofo grego Arquimedes ao descobrir a gravidade na queda de uma maçã). Darwin, Aniquilação, The Midnight Gospel, Ex Machina. A gente projeta o super-homem sem mesmo saber que dentro já vive um por completo. Fazemos da história um guia mas apagamos tudo dos nossos ancestrais. O relógio do sol, a magia das estrelas, o sabor da receita do tataravô, a mandinga do xamã que foi deixado no rio. AMAR EM TEMPOS DE CÓLERAS. Anos de solidão afetiva. Meses de quarentena amarga. Quantos sentidos perdemos, quantas coisas em déficit? Falar pelo celular, desenhar num tablet, amar com emojis em eras de vírus. Somos MELANCOLIA. Somos PELES QUE NÃO HABITAMOS. O mundo se fechou pra você viver e o que você fez? MAIS DE CEM DIAS DE SOLIDÃO. García. Almodóvar. Lars von Trier. Somos doses de espectros de outrem, não produzimos mais muito. A sua hora-homem virou hora-máquina. Um clube da luta com Brad Pitt hoje fora de forma. Levados que se vão. Spectros tolos onde só aceitamos o perfeito. O que é a perfeição? Perfeito seria a combinação de todes e tudo. Que tudo somos se fazemos da nossa bolha de conforto um portal com fechaduras? Coceira design como? Perguntar a quem se o Google tudo sabe e diz. Usamos do fone de ouvido uma fechadura pro mundo. 💙Dizemos ser abertos e nunca decoramos o braille. Seu nome só tem carácteres latinos. Nunca se tocou num pincel, a aquarela de si já se transborda em água gosmenta. Aquarelas e sol amarelo. Castelos. Musicalidade e ondas. 💙🤍 Espaço e teto se juntam. A gente projetava os Jetsons e seu amigo autista não te tem como ombro amigo quando o mundo dele desaba. Por causa do seu toque chato ensurdecedor do celular. Andamos descalços para sentir a terra mas que fazemos é sujar os pés, e não irrigar a alma. Meu espectro não é o seu. A Anne Mendes que dor sentia ontem e hoje maker é porque o mundo ainda é cinza demais pra 20% dele. A Cathy tão fofa transborda em cores mesmo sem pronunciar o a do arco-íris e as nossas lágrimas já traduzem os fonemas de “a-mô”. Mergulhe nos eus. Somos tantos e tão melhores lá fora, sem máscaras. 🔥texto baseado na obra cartaz feminista de luta, de Santarosa Barreto, exposta no MASP.Texto por Rhaissa V.
Dialética, TOC, disléxica, fotofobia leve. @rhaissavitor, no #CMRIO há 4 meses :)

#CMSpectrum – espectros outros de lentes fragmentárias ❤️🧡💛💙💜

#CMSpectrum – espectros outros de lentes fragmentárias ❤️🧡💛💙💜📻 Para ouvir de fundo —- do pluriversátil jornalista/músico/dj e amigo Vinícius Cunha —- 🌈 SPECTRUM 🌈 CreativeMornings Rio no Spotify 🎙📲
https://open.spotify.com/playlist/5ZtE3seqSbhAS6NQw0GOXY?si=343DlCbNTYq46LUysROcuw)Celebramos e desejamos merda para todos, todes, artigos diversos. Artigos não. Papéis em branco aqui. Tinta e caneta na tela. Rabisco com o r a b i s c o e s p a ç a d o (#PraCegoVer: leia-se “o rabisco espaçado” escrito se forma espaçada como licença poética) & brinco com o leitor como se a brisa do mar viesse a serenar. S E R E N O U (#PraCegoVer: leia-se serenou como alusão ao samba raiz). 🧡Queremos de peito aberto abraçar todos. Mas nem sempre podemos. Nem sempre nos da pé. Às vezes, o remo se perde. Tem vezes que você não enxerga, e olhos tem. Ora nem escuta e os dois ouvidos te deram no mundo. Nossos espectros são diversos e escrevemos nessa texto sem respiros uma forma de ampliar espectros. 💛Como viver num mundo colorido onde os reinos animal e vegetal se unem.💛 The Big Bang Theory. B A Z I N G A //// B L O O M (#PraCegoVER e não entendidos: leia-se bazinga, termo usado na série pra expressar descoberta, ler bloom). Onde um mundo de ficção científica nos pode parecer convidativo, pois ele já o é. Somos feitos de poeira cósmica. Viemos ao mundo, transeuntes e pensantes. E como exigir do outro tamanha unidade? Impossível. Somos capazes sempre de mais. Descobrimos no ópio uma salvação a dor, descobrimos no cipó um portal xamânico de amor, fazemos do café um mal e bem de todo dia. Somos movidos a substâncias da terra, do ar, da sua frente mais fiel a ti: o outro. 🖤E tão diferente se comporta? Sim. Somos cópias não idênticas dos astros, carbono 14, cinza, faísca, estopim. E U R E K A (#PraCegoVer: termo usado por filósofo grego Arquimedes ao descobrir a gravidade na queda de uma maçã). Darwin, Aniquilação, The Midnight Gospel, Ex Machina. A gente projeta o super-homem sem mesmo saber que dentro já vive um por completo. Fazemos da história um guia mas apagamos tudo dos nossos ancestrais. O relógio do sol, a magia das estrelas, o sabor da receita do tataravô, a mandinga do xamã que foi deixado no rio. AMAR EM TEMPOS DE CÓLERAS. Anos de solidão afetiva. Meses de quarentena amarga. Quantos sentidos perdemos, quantas coisas em déficit? Falar pelo celular, desenhar num tablet, amar com emojis em eras de vírus. Somos MELANCOLIA. Somos PELES QUE NÃO HABITAMOS. O mundo se fechou pra você viver e o que você fez? MAIS DE CEM DIAS DE SOLIDÃO. García. Almodóvar. Lars von Trier. Somos doses de espectros de outrem, não produzimos mais muito. A sua hora-homem virou hora-máquina. Um clube da luta com Brad Pitt hoje fora de forma. Levados que se vão. Spectros tolos onde só aceitamos o perfeito. O que é a perfeição? Perfeito seria a combinação de todes e tudo. Que tudo somos se fazemos da nossa bolha de conforto um portal com fechaduras? Coceira design como? Perguntar a quem se o Google tudo sabe e diz. Usamos do fone de ouvido uma fechadura pro mundo. 💙Dizemos ser abertos e nunca decoramos o braille. Seu nome só tem carácteres latinos. Nunca se tocou num pincel, a aquarela de si já se transborda em água gosmenta. Aquarelas e sol amarelo. Castelos. Musicalidade e ondas. 💙🤍 Espaço e teto se juntam. A gente projetava os Jetsons e seu amigo autista não te tem como ombro amigo quando o mundo dele desaba por causa do seu toque chato do celular. Andamos descalços para sentir a terra mas que fazemos é sujar os pés, e não irrigar a alma. Meu espectro não é o seu. Obrigada. Meu espectro é aquém. Só meu. Mas se juntos fôssemos daríamos um abraço. Abrace aquele colega. A mãe que deixou de ler o jornal quando sem óculos. O vizinho que quebrou o vaso porque pesavam muito as suas articulações. A Anne Mendes que dor sentia ontem e hoje maker é porque o mundo ainda é cinza demais pra 20% dele. A Cathy tão fofa transborda em cores mesmo sem pronunciar o a do arco-íris e as nossas lágrimas já traduzem os fonemas de “a-mô”. A Lully recita o manifesto e não h

❤ Pra ouvir de fundo — 😤 Estresse do CreativeMorningsRIO, por Ju Ribeiro

image

Instagram da Fernanda Negrão, convidade especial da edição #CMStress de agosto.

“Estresse, em sua forma mais básica, é uma resposta. Sentir-se estressado pode se manifestar muitas vezes como uma tensão palpável fluindo em seu corpo. O estresse pode espreitar seus pensamentos e decisões, ansiando nublar sua clareza e sequestrar seu poder. No espaço entre estímulo e resposta, tire o foco do estresse com a sua própria respiração e convide-o a se retirar.”

Objetivo nossos aqui? 

Falar da Fê e o tema do mês!

Fê Negrão é apaixonada por organização desde pequena. Seu maior objetivo é usar a criatividade como ferramenta principal para ajudar pessoas a alcançarem sonhos.

image

Escrevo, eu Rhai, aqui sobre a vivência da live da última edição, de agosto. 

Eis um compilado informal das trocas, reflexões e colheitas lindas. E não poderia jamais passar em branco com alguém tão multi talentosa como a nossa — já parte da comunidade #CMRIO, Fê Negrão.

O que nos chamou muito a atenção em toda a construção dessa curadoria foi a Fê em 5 fatos tão pessoais e tão íntegros ao mercado:

  1. A Fê sempre foi já da comunidade carioca e sabe como provocar o chapter #CMRIO;
  2. A Fê tem uma bagagem muito diversa, com o Google, Descomplica, VTEX e Koni Store;
  3. A Fê esbanja positividade, aprendizado, carisma e muita muita energia e FOCO;
  4. A Fê mistura várias técnicas de organização, design thinking e planejamento;
  5. A Fê é fofa, linda, simpática e só quer ajudar a SUA VIDA.

Simples.

Entendem o nível de afinidade e admiração — que temos?

Simplesmente, não dá para deixarmos passar alguém tão multifacetada e multitarefas (consultora, criativa e bem-humorada de berço) — mas de um jeito bom aqui, pois ela mesma não costuma ser muito a favor da prática — passar em branco. E não passou mesmo (2)! Foi a nossa oitava edição de 2020 e chegamos todes tão felizes que parecíamos ter voltado em temas tão leves como o #CMNature ou mesmo #CMFlow, em 2019.

image

A gente precisa sim conhecer o nosso tempo, não?

Seu trabalho, seu estudo, seu projeto pessoal?, perguntou a Fê Negrão na live ;) Pois bem… o trabalho é sim um dos principais catalisadores desse estado de estresse gerado e invadindo.

Você anda muito estressado? Um pouco de estresse pode até ser útil em várias situações, mas, em excesso, ele pode ser um “veneno” para nossas mentes e nossa saúde. No vídeo de hoje, falaremos um pouco sobre o que é e como funciona o estresse, além de como ele pode afetar a saúde, o cérebro e o comportamento das pessoas, diz vídeo abaixo — da Psychic Minutes:

Vídeo sobre ESTRESSE por Psychic Minutes

Pois é.

Também existe mais de um tipo de estresse, sabiam?

.

Há milhares de anos ele servia para fugir de LEÕES.

Triste fim de todes Policarpos da floresta, da selva urbana de hoje.

Reflexões ficam aqui sobre o domínio da descarga de cortisol em nossos corpinhos, de forma aguda em momentos pontuais, ou crônica, quando faz parte do seu estilo de vida e relacionamentos.

O estresse é um tipo de resposta natural que vários seres vivos emitem, diz o vídeo.vivo incansavelmente como podemos nos manter vivos, felizes e ainda produtivos. Ela está há anos no mercado ajudando.

A Fê passou, repassou e até nos fez desenhar mentalmente como devemos mesmo INVESTIR nosso tempo para algo bom para nós, e com a gente. Não são leituras literais das palavras da Fê e sim um jeito tático e externalizar seus learnings divididos durante a live:

  • Como eu irei fazer tudo isso VS. o que eu irei deixar de fazer e tá tudo bem?
  • E se eu não for tão capaz VS. e se eu não for mais uma máquina?
  • Mas os fulanes fazem assim VS mas como EU deveria fazer isso, assim?!

A sutileza da nossa linguagem existe mas não deve ser encarada como tão tênue não. A gente fica estressado com qualquer coisinha, sim, e muitas das vezes como a Fê cutucou.Há um hiato tão necessário também que acabamos por não ver tanto.

O (nosso) colégio ao invés de tratar a disciplina, nos torna um adulto sem disciplina, diz a Fê.

O sempre pêndulo, os dilemas. O binário ou matemático, o sim-sim ou não-não. Preto-branco. Pau-pedra. É o fim do caminho. 

E o talvez-pode ser? o/

Este jamais, segue ele não existindo na nossa equação de vida.

image

Bem, bem triste.

A nossa grande verdade será mesmo SOBRE DIZER NÃO. Mas como dizer não? Exemplos práticos de quem já esteve neste lugar antes, a própria Fê.

É sim possível ser adulto, ter uma vida maneira, fazer o que quer e ficar tudo no esquema. Não briguem com vocês.

Diga não hoje “AA” — [editada aqui fala da Fê na hora] O que te deixa estressada? A pressa dos outros. A pressa que eles colocam em você. Isso me deixa muito estressada. Mas estou aprendendo a entender o que está me estressando.

Diga não hoje “BB” — [editada aqui fala da Fê na hora] O que te deixa estressada? A solução para estressar menos. Colocar meu limite ali, não respondo rápido. Não falo daqui 2 dias. Às vezes a gente tem que falar isso.


Manifestação com o Siaines

Nossa manifestação foi com o querido Bernardo Siaines, diretamente também do seu apêzinho do Rio! Cantou, esbanjou também carisma e leveza para um tema tão quente e acalorado. Algumas músicas lindas compuseram a sexta fria e sonolenta. Um mergulho no Leme pela manhã, um sambinha numa praça perto da Mangueira. Um dengo e Lapa e sol de rachar a cuca.

Eis o @siaines. Que gratidão as nossas. Nos de nós. 

Óó meu Rio! ❤

Chegamos em agosto com três mulheres dividindo o palco on-line da live de sexta, além da Fernanda da Consultoria criativa, tivemos a Priscila do Clube da Escrita & Fernanda do Podcast Não é Por Aí.

Projeto da Fernanda

O Podcast nasceu de uma ideia de produção de conteúdo informativo, leve, curioso e interessante na quarentena. Nele eu e uma amiga abordamos temas e comportamentos comuns do nosso dia a dia, que poucos sabem ao certo suas origens, porque reproduzimos e quais as consequências. O formato é leve e conta histórias e curiosidades ricas em pesquisas e boas risadas. :)

:)

Projeto da Priscila

Um clube de escrita é uma experiência ímpar para quem ama escrever. Participar de um clube é também uma maneira de se comprometer ainda mais com as suas metas de escrita e de desenvolvimento do ato de se expressar através dela, diz ela.

Agora a nossa próxima edição do CreativeMornings RIO será final de setembro, com o tema #CMSpectrum.

#CMSpectrum — será uma gama de cores, definições em expansão, uma vasta possibilidade de identidades — todos nós vivemos em diversos espectros, como postamos no CreativeMornings RIO. Nosso capítulo de @lasvegas_cm escolheu esta abordagem do tema Espectro e @iandryrex ilustrou o tema.

Valeus valeus.

Monja Rhai

.

Texto por Rhaissa V.

Pronomes: ela/dela. Morando menos estressada que antes, mas ainda estressada, em SP. Já sofreu bastante com tensão muscular, crises de ansiedade e uma licença médica por ter travado o pescoço e usar um colar cervical, por 5 dias! Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), passou por agências globais e tb a Netflix.  Linktree: aqui o/

Ahow.

Uma gama de cores, definições em expansão, uma vasta possibilidade de identidades – todos nós vivemos em diversos espectros, que colidem e se misturam. Como a diversidade das nossas comidas, músicas e habilidades, nossas necessidades são diferentes, não há uma solução “tamanho único” para todos.

Compreendendo e valorizando outras realidades faz com que seja normal alguém dizer: O que eu sinto, percebo e vivo pode não ser o mesmo que você. “Desenvolva para o espectro, não para a média”, disse Michael Kaufman em sua palestra no CreativeMornings. “Como conseguir sair da hospitalidade cortês para uma verdadeira e corajosa inclusão?”

Como indivíduos comprometidos a viver em arte, podemos ilustrar novas e revigorantes possibilidades que não são apenas para nós mesmos, e sim para todos. Junte suas ferramentas: ouça, olhe para dentro, abrace o que parece estranho, pegue esse prisma e vire de cabeça para baixo – você provavelmente vai encontrar empolgantes oportunidades de fazer a diferença.

Nosso capítulo de Las Vegas escolheu esta abordagem do tema Espectro e Iandry Randriamandroso ilustrou o tema.

Estresse, em sua forma mais básica, é uma resposta.

Sentir-se estressado pode se manifestar muitas vezes como uma tensão palpável fluindo em seu corpo. O estresse pode espreitar seus pensamentos e decisões, ansiando nublar sua clareza e sequestrar seu poder.

Como dizem, “entre estímulo e resposta há um espaço. Neste espaço está nosso poder para escolher a resposta e nela há crescimento e liberdade”. O que você pode fazer quando o estresse se manifesta em seu corpo, mente e espírito?

Crie seus próprios mantras, respire ar puro, medite, escreva, toque músicas, durma ou fique parado. Afaste-se de hábitos que trazem estresse para sua vida. Busque familiaridade com a sensação de calma, para que quando o estresse apareça, você consiga gentilmente voltar a ela. Como nos ensina Shannon Lee em sua palestra no CreativeMornings, é possível “criar e reestruturar a vida” para você mesmo, baseado em como você quer viver.

No espaço entre estímulo e resposta, tire o foco do estresse com a sua própria respiração e convide-o a se retirar.

Nosso capítulo de Varsóvia escolheu a abordagem de Estresse deste mês e Shanee Benjamin ilustrou o tema.

O evento acontece no dia 28/08, às 8h30, via zoom. Em breve, mais informações.

Mais uma edição CreativeMornings RIO rica e tão necessária.

Mais uma edição rica e tão necessária. Fechamos julho com luz, aprendizados e duas palavras que representam demais o intuito das manhãs do CreativeMornings RIO: Respeito & Amor.

Falar sobre o que é underdog foi um desafio que começou antes da live, nas pautas de tradução com os voluntários brasileiros e portugueses. Quisemos trazer um pouquinho da pureza, positividade e vitória sobre o grupo plural aqui: os subestimados (tradução adotada no PT-BR). Os que impressionam todos pela sua jornada, o que deram a volta por cima na sociedade!

Em meio a tantas vozes, das doces, queer, buscamos em cada minutinho do encontro uma forma de ressignificar, de nos aproximar do que nos faz mais humaninhos, a arte de viver. Começamos o evento com cafés, biscoitos (sim, bolacha não) e muito calor brasileño vindo de Estocolmo, São Paulo, Nova Friburgo, Macaé, Barcelona e outros.

*

O que você espera de você?

O evento físico ainda nos transborda em saudades, porém a cada edição do #CMRIO temos enchido tanto nosso peito de momentos bons que já não há espaço pro chorare. Demos vozes para indivíduos tão lindos e ricos que impossível seria resgatar tudo que sentimos. Mas acho que nossa nuvem de palavras criada ao vivo diz demais sobre:

image

O que você espera de você?” foi o que perguntamos, e olhem o que colhemos (favoritos#5):

  • Respeito & Amor
  • Sabedoria
  • Sucesso
  • Disciplina
  • Força
  • (…)

A voz de longe, Galba Gogóia

Pela primeira vez, pessoas trans são protagonistas das suas próprias narrativas — Jen Richards no documentário original Netflix, “Revelação” (Disclosure, 2020).
image

Para embalar nossas conversas, chamamos a querida Galba Gogóia que como sua própria biografia do instagram diz, ela é sim (além de uma maravilheusa): - Travesti. Cineasta. YouTuber. Pernambucana hoje no Rio. 

E foi EXATAMENTE isso que vivemos juntos, ao vivo. Um guarda-chuva gigantesco de revelações na sexta-feira, dia 31. Porque Galba é Olinda no carnaval! Ela é paixão, uh uh uh que beleza. É Jéssika, ela toda manga rosa. É Alceu, Gal Costa. Maria Bethânia. Galba é Tropicália, é um xerô e um cafuné. Galba é catuaba. Caldinho de feijão na praia. 

Eu não queria aceitar que não ia dar”, afirma Galba Gogóia.

Galba, nascida e criada no interior de Pernambuco. Sempre acabou morando na mesma casa, desde que nasceu, conta ela. Era de família grande. 26 primos! Sempre bem unidos. Desde novinha, amava novelas e também sonhava em um dia ser atriz. Pois é, nessas horas pensamos o que somos como essência e o que nos tornaremos, já pensaram? 

Como ela diz: sempre de vez em quando. Será? 

Ah, sua história é forte, é humilde mas com muita luz vibrando! Saiu do Nordeste, fez acontecer no Rio, estudou, se especializou. Buscou uma rede de amigos. E como diz, em nenhuma profissão esse lugar trans era dado, ela criou um para si, neste doc:

Jéssika - Um filme de Galba Gogóia

No audiovisual, já veio criando história em um filme que foi para mais de 20 festivais no Brasil. Assinando em direção e roteiro, levando arte e cultura para os seus semelhantes, e também diferentes. Orgulho de termos essa pauta no #CMUnderdog <3 – Para quem não sabe, atualmente o time #CMRIO é feito de mulheres incríveis (ei, confira o post de agradecimento) e de trajetórias também únicas. Feito pela host Cami Inacio e o squad, com a Ana Silva, Lully, Mari de Sá, Nic Correa e a novata Rhai Vitor – ela quem escreveu este texto o/

*

O sentimento Blackyva

O segundo destaque foi a manifestação artística com a Blackyva, denominada como negra, ativista e funkeira. Vem da Favela da Rocinha e já nos provoca sobre a criação do persona e as múltiplas personalidades que brotam da sua arte. Mais sobre sua vida no papo com a Revista Acrobata: link

Por muito tempo, os modos como pessoas trans foram representadas nas telas sugeriram que não somos reais. Que não existimos. Mesmo assim aqui estou. Aqui estamos nós. E sempre estivemos — Laverne Cox no documentário original Netflix, “Revelação” (Disclosure, 2020). Trailer do doc

Blackyva nunca quis ser igual, mas nunca foi diferente como ela bem diz. E esse aqui TRANSgredir vai além, ser igual no melhor sentido da palavra! Ela sim se preocupa com cada sentido da palavra. As palavras, como arma, como aconchego. Como explosão e liberdade. 

Como ela declarou, “fui descobrindo o melhor de trabalhar em comunidade, no melhor sentido da palavra”. Mas ser igual não é gritar a todos pulmões nas lajes como um tufão. Como Blackyva afirma: “Ir pra além de não binários, temos uma forma social e acredito que nossa existência tá pra além dessa padronização que beneficia o homem branco cis , no “topo” dessa cadeia social (em ruínas).”

Mais que fenomenal. Transmutável, lynda de morrer, Blackyva! 

E deixou marca mesmo, de saudade, de irreverência e todo teatro, música e cores só suas. Valeu. :)

*

Almas cariocas 

Contamos também como mais dois pitches criativos de peso, da dinâmica do “valendo, apresente sua ideia ou projeto em 60 segundos”. Para quem não conhece, é a hora que abrimos o microfone para grandes nomes da Cidade Maravilhosa influenciarem nosso pensamento e transformá-los em ações, com mensagens e iniciativas do bem.

Ei, tudo bem?, Auto-conhecimento e coragem feminina:

Nas palavras da própria criadora Natalia Erre, é um projeto de reconstrução de nós mesmas, com amor e conhecimento. Tendo papos com psicólogas, jornalistas e especialistas para discutir sobre autoconfiança, autocompaixão e conscientização da força que cada uma de nós tem.

Favela Inc, Ativismo em lugares carentes:

Criado pelo gringo-do-Vidigal Adam Newman, eles vieram para agregar e muito. Principalmente agora na pandemia, sendo “uma incubadora de impacto social e hub de inovação e tecnologia localizado na Favela do Vidigal. Atualmente estamos trabalhando em função de distribuição de matérias emergenciais para as famílias mais vulneráveis da comunidade.”

Gracias por existir!
Galba Gogóia & Blackyva & Natalia Erre & Adam Newman
Sigam seus projetos nos links, hoje e sempre.

*

#CMStress
E o próximo tema, de agosto, será: Estresse.

O capítulo de @warsaw_cm escolheu a abordagem de Estresse deste mês e @shaneebenjamin ilustrou o tema. Arte: link

Fiquem atentos pelos nossos canais (redes sociais e newsletters) para saber mais informações do nosso café da manhã criativo do mês. ☕️

Texto por Rhaissa V.
Pronomes: ela/dela. No lugar de fala de uma mulher careca, manequim 42, retinta clara. Mineira-carioca, binária de gênero não-conformista. Tem estudado sobre o ser queer brasileiro. Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com um executive program em liderança criativa pela Berlin School | Redes dela aqui o/

image


O tema de julho é Subestimado.

Um subestimado questiona e expande o que é considerado possível.

Quando outros esperam que eles fracassem, os subestimados precisam confiar em sua própria autoconfiança e experiências conquistadas ao custo de muito suor. Assim, eles conseguem visualizar e assegurar com veemência novas realidades possíveis. Eles não se acomodam no que se espera deles, em vez disso focam no que não se espera deles.

Em “Uma Carta para Meu Sobrinho”, James Baldwin escreveu: “Não esperavam que você mirasse na excelência. Esperavam que você se contentasse com a mediocridade […] Não acredite no que te dizem, inclusive no que eu estou dizendo, confie em sua experiência. Saiba de onde você veio. Se você sabe de onde veio, não existem limites para onde você pode ir.”

Não importa se você é um subestimado ou se conhece alguém que é, você sempre pode ajudar a aumentar os desafios. Reconheça todos os dias como uma oportunidade para participar em soluções de problemas, enriquecendo sua vida. Reconheça que cada momento é uma oportunidade de trabalhar criativamente sua intuição do que é possível.

Ative sua experiência, sua intuição, sua voz. A arena de mudanças está chamando.

Nosso capítulo de Edimburgo escolheu nossa abordagem deste mês de Subestimado, Astrid Jaekel ilustrou o tema, que é apresentado globalmente por Mailchimp.

Nosso evento de Julho ocorre no dia 31 de Julho, à partir das 8h30 da manhã, via Zoom. Inscrições abertas a partir do dia 27/07.

CreativeMornings Rio e o poder da comunidade on-line

A nossa querida edição #CMInsecure da CreativeMornings Rio veio mesmo para desconstruir coisas muito importante de nós: o medo, a insegurança e também o isolamento social. Juntos para levar um pouco de leveza em um café virtual de sexta, o Chapter do Rio conquistou os convidados com novas dinâmicas que deram até aquele quentinho no coração. <3

Toda a curadoria do mês abraçou de vez a causa do #CMInsecure global! Na edição, os voluntários Rio focaram em fortalecer seu laço com a comunidade local, que desde o início do isolamento, acabaram adotando o Zoom como ferramenta para transmissão do evento. E para quem estava bastante acostumado com os melhores cafés da manhã da Cidade Maravilhosa, não podemos negar que bateu também a insegurança no time. Mas nem foi nada!

A síndrome do impostor

Um tema muito sensível ainda para todos acabou sendo citado ainda no aquecimento do evento, foi o caso da Síndrome do Impostor! Podemos começar a entender pelas pesquisas que o quadro é bem mais comum que muitos pensam! E que toda e qualquer pessoa, independente da sua classe social, etnia ou formação, pode sim sofrer e ficar num loop bem tóxico de pensamentos como: “mas e se descobrirem que sou um(a)  impostor(a)?”, “um dia vão ver que não sou nem metade do que pensam!”, ou mesmo “pois é, eu não sou capaz de fazer isso mais” - podem estar passando por um quadro da Síndrome. Então, alou, família. Sempre bom estarmos bem ligados. Uma ótima referência é esta do Medium.

Um tim tim ao viver!

Britanicamente, às 08h30 de uma sexta geladinha no Rio, as voluntárias já estavam animadas, o esquenta foi literal na edição: todo mundo exibindo sua caneca com café, seu bolo ou lance do dia, simbolizando como é possível estar próximo em tempos de quarentena sim.

O que faz você se sentir inseguro?

Na edição, a ferramenta Menti.com foi usada para testar e aquecer o povo pela primeira vez! Usando um link e código de acessos todos presentes no Zoom podiam alimentar a nuvem de palavras do dia sobre o que te dá insegurança. E resultado foi ótimo: concluímos como a insegurança pega todo mundo e como cada pessoa reage aos estímulos de formas distintas. Bem a ver com o propósito da CreativeMornings todo mês, compartilhar dores, alegrias e dicas para que a gente tenha uma comunidade cada vez mais inclusiva e diversa em saberes no Rio de Janeiro. 

image

Dança afro como corpo-presença

Outro destaque no #CMRIO foi uma manifestação artística com dança na videoconferência. A ideia foi bastante bem-recebida e a Aline Valentim, dançarina da Escola de Música Afro Babalakina, deu o ar da graça numa mentoria caliente e impressionante! Sessão free de movimentos simultâneos com todos. Aqui a professora Aline provou por a mais que todo movimento é libertação, é terapia e é autocuidado. Muitos duvidaram do seu próprio dançar, mas no final foi só aplauso. Aproveitem para seguir essa querida no instagram. 

image

No caos, vem grandes oportunidades

Mais novidade porque tá pouco? Sim! O #CMRIO escolheu dois inscritos pra sessão criativa de Pitches de um minuto. Pra quem nunca participou, o intuito do quadro é abrir o microfone para artistas locais que tenham relevância com o tema do mês, uma vitrine para inspirar as nossas manhãs. 

Desta vez, escolhemos uma desenhista (Desenhos à distância) e um MC grafiteiro (Airá OCrespo). Lindos! Sempre bom ouvir a história da comunidade local e ver como estamos distantes da arte de verdadeiros talentos da cidade! Sigam eles no IG.

Muita potência numa mulher só!

E para fechar a manhã calorosa, recebemos a Silvana Bahia, ou Sil como nós do #CMRIO a chamamos. Potência de mulher com sonhos sólidos e muito amor no olhar! Veio pra contar o que soube fazer de melhor na vida e ganha todo nosso orgulho por isso: empreender para mulheres negras na tecnologia. Empreender já não seria algo fácil para brancos classe alta, nem se uma fórmula mágica existisse, imagina para alguém que foge do padrão do privilégio na sociedade? Taí, por isso escolhemos a Sil. Teve muito ensinamento e conquistas, e muita risada também!

“A capacidade de sonhar que me fez chegar em lugares que não imaginei”.

A Sil é carioca e começou a brilhar numa organização social chamada OLABI, um lugar para makers e pessoas que querem entender mais sobre as novas tecnologias. Onde criar era uma premissa de tudo! Criatividade e tecnologia num lugar só e para todos. E depois veio tb seu filhote mais novo, chamado PretaLab, uma iniciativa focada na ascensão profissional e social das mulheres negras, sim, meu bem.

image

Seu primeiro auto questionamento na carreira já nos cutucou até a alma: “Eu sou de humanas, como eu vou entender qualquer coisa que tem números?” - Quem nunca pensou nisso? Sempre nos subestimamos. Sempre esquecemos do poder das redes, da família e amigos. Mas a Sil se agarrou a tudo que tinha de melhor e foi lá e fez. Bate a insegurança, ela passou por isso e seguiu.

 “O que te dá/deu essa dose de coragem? - Eu acho que foi o apoio das pessoas.”

Acima de qualquer coisa, aprendam e aprendam todos os dias. A Sil soltou o verbo e trouxe numa passagem bem simples o que muitos passam a vida ignorando: “Aprendi que eu pude aprender mais.” Quantas vezes desistimos? Quantas vezes não ouvimos a vozinha lá dentro dizendo “vai, nega”. Vai e brilha? Jamais pensamos assim. Feio, não?

Quando nos prendemos a dados estatísticos ficamos na live ainda mais tensos. Porque descobrimos que as mulheres pretas aceleram a economia brasileira e são as que mais empreendem hoje na nossa realidade. Sabia disso? Tendo o maior grupo populacional a mulher negra também!

image

A fórmula encontrada pela Sil foi bem bem bem resiliência e teve seu devido valor: erguer o olhar, andar para frente e olhar para as nossas diferenças, segundo ela. Jamais abaixar a cabeça pro que acreditamos ser o nosso lugar e será. Se negarmos o lugar da insegurança, seria até mais fácil mas insistimos em olhar pro lado ruim da força. E a Sil nos apontou que é natural que seja assim, ela mesma afirma que a insegurança esteve presente o tempo todo. E que muita coisa ela deixou de fazer pela dita cuja. Um absurdo quando olhamos tudo que já construiu pelo PretaLab! E mais lindo ainda saber que hoje, a nossa Sil olha pro seu lugar de fala, de conquistas e negócios e afirma mesmo: “Essa cadeira tem mais o formato da minha bunda.” Que seja assim, por mulheres mais seguras, inseridas e confiantes no mercado e na vida pessoal.

image

Que este período de introspecção com a quarentena nos guie para pensamentos saudáveis e possamos praticar mais da sororidade e compaixão. Tire seu tempo para ver seu valor, e busque em exemplos como o da Sil, da Aline, do Airá e da Dani para também desagarrar da insegurança e moldar sua trajetória no segundo semestre, de um jeito novo.

Que arraso essa mulher! Orgulho carioca a super Sil e nossos convidados de junho. Animados para a próxima edição? 

As inscrições começam dia  27/07, às 11h.

Texto por Rhaissa Vitor.                                                                                 

Rhai é mineira de berço e carioca de coração, publicitária formada pela UFF e com um executive program em liderança criativa pela gringa Berlin School. Redes aqui.

image