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O tema de julho é Subestimado.

Um subestimado questiona e expande o que é considerado possível.

Quando outros esperam que eles fracassem, os subestimados precisam confiar em sua própria autoconfiança e experiências conquistadas ao custo de muito suor. Assim, eles conseguem visualizar e assegurar com veemência novas realidades possíveis. Eles não se acomodam no que se espera deles, em vez disso focam no que não se espera deles.

Em “Uma Carta para Meu Sobrinho”, James Baldwin escreveu: “Não esperavam que você mirasse na excelência. Esperavam que você se contentasse com a mediocridade […] Não acredite no que te dizem, inclusive no que eu estou dizendo, confie em sua experiência. Saiba de onde você veio. Se você sabe de onde veio, não existem limites para onde você pode ir.”

Não importa se você é um subestimado ou se conhece alguém que é, você sempre pode ajudar a aumentar os desafios. Reconheça todos os dias como uma oportunidade para participar em soluções de problemas, enriquecendo sua vida. Reconheça que cada momento é uma oportunidade de trabalhar criativamente sua intuição do que é possível.

Ative sua experiência, sua intuição, sua voz. A arena de mudanças está chamando.

Nosso capítulo de Edimburgo escolheu nossa abordagem deste mês de Subestimado, Astrid Jaekel ilustrou o tema, que é apresentado globalmente por Mailchimp.

Nosso evento de Julho ocorre no dia 31 de Julho, à partir das 8h30 da manhã, via Zoom. Inscrições abertas a partir do dia 27/07.

CreativeMornings Rio e o poder da comunidade on-line

A nossa querida edição #CMInsecure da CreativeMornings Rio veio mesmo para desconstruir coisas muito importante de nós: o medo, a insegurança e também o isolamento social. Juntos para levar um pouco de leveza em um café virtual de sexta, o Chapter do Rio conquistou os convidados com novas dinâmicas que deram até aquele quentinho no coração. <3

Toda a curadoria do mês abraçou de vez a causa do #CMInsecure global! Na edição, os voluntários Rio focaram em fortalecer seu laço com a comunidade local, que desde o início do isolamento, acabaram adotando o Zoom como ferramenta para transmissão do evento. E para quem estava bastante acostumado com os melhores cafés da manhã da Cidade Maravilhosa, não podemos negar que bateu também a insegurança no time. Mas nem foi nada!

A síndrome do impostor

Um tema muito sensível ainda para todos acabou sendo citado ainda no aquecimento do evento, foi o caso da Síndrome do Impostor! Podemos começar a entender pelas pesquisas que o quadro é bem mais comum que muitos pensam! E que toda e qualquer pessoa, independente da sua classe social, etnia ou formação, pode sim sofrer e ficar num loop bem tóxico de pensamentos como: “mas e se descobrirem que sou um(a)  impostor(a)?”, “um dia vão ver que não sou nem metade do que pensam!”, ou mesmo “pois é, eu não sou capaz de fazer isso mais” - podem estar passando por um quadro da Síndrome. Então, alou, família. Sempre bom estarmos bem ligados. Uma ótima referência é esta do Medium.

Um tim tim ao viver!

Britanicamente, às 08h30 de uma sexta geladinha no Rio, as voluntárias já estavam animadas, o esquenta foi literal na edição: todo mundo exibindo sua caneca com café, seu bolo ou lance do dia, simbolizando como é possível estar próximo em tempos de quarentena sim.

O que faz você se sentir inseguro?

Na edição, a ferramenta Menti.com foi usada para testar e aquecer o povo pela primeira vez! Usando um link e código de acessos todos presentes no Zoom podiam alimentar a nuvem de palavras do dia sobre o que te dá insegurança. E resultado foi ótimo: concluímos como a insegurança pega todo mundo e como cada pessoa reage aos estímulos de formas distintas. Bem a ver com o propósito da CreativeMornings todo mês, compartilhar dores, alegrias e dicas para que a gente tenha uma comunidade cada vez mais inclusiva e diversa em saberes no Rio de Janeiro. 

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Dança afro como corpo-presença

Outro destaque no #CMRIO foi uma manifestação artística com dança na videoconferência. A ideia foi bastante bem-recebida e a Aline Valentim, dançarina da Escola de Música Afro Babalakina, deu o ar da graça numa mentoria caliente e impressionante! Sessão free de movimentos simultâneos com todos. Aqui a professora Aline provou por a mais que todo movimento é libertação, é terapia e é autocuidado. Muitos duvidaram do seu próprio dançar, mas no final foi só aplauso. Aproveitem para seguir essa querida no instagram. 

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No caos, vem grandes oportunidades

Mais novidade porque tá pouco? Sim! O #CMRIO escolheu dois inscritos pra sessão criativa de Pitches de um minuto. Pra quem nunca participou, o intuito do quadro é abrir o microfone para artistas locais que tenham relevância com o tema do mês, uma vitrine para inspirar as nossas manhãs. 

Desta vez, escolhemos uma desenhista (Desenhos à distância) e um MC grafiteiro (Airá OCrespo). Lindos! Sempre bom ouvir a história da comunidade local e ver como estamos distantes da arte de verdadeiros talentos da cidade! Sigam eles no IG.

Muita potência numa mulher só!

E para fechar a manhã calorosa, recebemos a Silvana Bahia, ou Sil como nós do #CMRIO a chamamos. Potência de mulher com sonhos sólidos e muito amor no olhar! Veio pra contar o que soube fazer de melhor na vida e ganha todo nosso orgulho por isso: empreender para mulheres negras na tecnologia. Empreender já não seria algo fácil para brancos classe alta, nem se uma fórmula mágica existisse, imagina para alguém que foge do padrão do privilégio na sociedade? Taí, por isso escolhemos a Sil. Teve muito ensinamento e conquistas, e muita risada também!

“A capacidade de sonhar que me fez chegar em lugares que não imaginei”.

A Sil é carioca e começou a brilhar numa organização social chamada OLABI, um lugar para makers e pessoas que querem entender mais sobre as novas tecnologias. Onde criar era uma premissa de tudo! Criatividade e tecnologia num lugar só e para todos. E depois veio tb seu filhote mais novo, chamado PretaLab, uma iniciativa focada na ascensão profissional e social das mulheres negras, sim, meu bem.

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Seu primeiro auto questionamento na carreira já nos cutucou até a alma: “Eu sou de humanas, como eu vou entender qualquer coisa que tem números?” - Quem nunca pensou nisso? Sempre nos subestimamos. Sempre esquecemos do poder das redes, da família e amigos. Mas a Sil se agarrou a tudo que tinha de melhor e foi lá e fez. Bate a insegurança, ela passou por isso e seguiu.

 “O que te dá/deu essa dose de coragem? - Eu acho que foi o apoio das pessoas.”

Acima de qualquer coisa, aprendam e aprendam todos os dias. A Sil soltou o verbo e trouxe numa passagem bem simples o que muitos passam a vida ignorando: “Aprendi que eu pude aprender mais.” Quantas vezes desistimos? Quantas vezes não ouvimos a vozinha lá dentro dizendo “vai, nega”. Vai e brilha? Jamais pensamos assim. Feio, não?

Quando nos prendemos a dados estatísticos ficamos na live ainda mais tensos. Porque descobrimos que as mulheres pretas aceleram a economia brasileira e são as que mais empreendem hoje na nossa realidade. Sabia disso? Tendo o maior grupo populacional a mulher negra também!

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A fórmula encontrada pela Sil foi bem bem bem resiliência e teve seu devido valor: erguer o olhar, andar para frente e olhar para as nossas diferenças, segundo ela. Jamais abaixar a cabeça pro que acreditamos ser o nosso lugar e será. Se negarmos o lugar da insegurança, seria até mais fácil mas insistimos em olhar pro lado ruim da força. E a Sil nos apontou que é natural que seja assim, ela mesma afirma que a insegurança esteve presente o tempo todo. E que muita coisa ela deixou de fazer pela dita cuja. Um absurdo quando olhamos tudo que já construiu pelo PretaLab! E mais lindo ainda saber que hoje, a nossa Sil olha pro seu lugar de fala, de conquistas e negócios e afirma mesmo: “Essa cadeira tem mais o formato da minha bunda.” Que seja assim, por mulheres mais seguras, inseridas e confiantes no mercado e na vida pessoal.

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Que este período de introspecção com a quarentena nos guie para pensamentos saudáveis e possamos praticar mais da sororidade e compaixão. Tire seu tempo para ver seu valor, e busque em exemplos como o da Sil, da Aline, do Airá e da Dani para também desagarrar da insegurança e moldar sua trajetória no segundo semestre, de um jeito novo.

Que arraso essa mulher! Orgulho carioca a super Sil e nossos convidados de junho. Animados para a próxima edição? 

As inscrições começam dia  27/07, às 11h.

Texto por Rhaissa Vitor.                                                                                 

Rhai é mineira de berço e carioca de coração, publicitária formada pela UFF e com um executive program em liderança criativa pela gringa Berlin School. Redes aqui.

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