Vrá! Jeff começou assim. Elon Musk é fichinha.
Mais uma edição! Nesta edição de novembro de 2020 do #CMRIO recebemos o projeto do Jefferson Quirino AKA. Jeff: o Favela Radical. Para personificar da melhor forma o que o projeto, o idealizador e o mundo precisam (mais amor por favor), cercamos toda narrativa em contar somente quem é o Jeff. O que já nos deu um trabalho grandioso e encorajador. Tudo que vem dele já é espelho de um berço cultural sem medidas! Vida longa ao foguete e pólvora que se tem nesse peito, cara. A vida nos presenteia com uma informação extraordinária: surf, escalada e skate com esportes olímpicos, como ele nos contou. E esse mês a vida nos presenteou com o Favela Radical (Texto por Rhaissa V.).
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Belchior. Sangue do nosso. Letra fácil de cantar e se rasgar. De orgulho. Seria essa a vida do Jeff também. Ciclone. Corpo. Estilo água. Lama. Sem melodrama. Seria um de tantos seres humanos. No Rio. Ou em qualquer outra cidade onde a discrepância social é vista a cada esquina, sinal, esmola dada no meio fio sujo.
“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” (FREIRE, 1968).
Um mantra em loop onde: a gente precisa continuar fazendo o que a gente faz. Num mundo de invisíveis. Planos muitos invisíveis. Planos escritos em um papel de pão pardo. Muros, pretos, máscaras, medos e dores e tendo um só grande privilégio na manga furada: ter nascido com sete vidas! Sonhar grande e pequeno dão o mesmo trabalho, diz Jeff. Sonhar e viver na mesma frase é luxo. Todas vidas Em Busca de uma Só Felicidade! É muito chato ser feliz sozinho, ele berra. Hoje você é o Will Smith. A criança aqui, é tu. Você também é a mala velha pesada de todas as cenas que você não suportaria ver sem um nó cego na tua goela. Todas as sete vidas para meter o louco na manivela que se faz girar sem vaselina. Um corpo fechado, mente avoada. Que se dá linha e já voou!
Nos dê mais 5 minutos que a gente dá um jeito
Jeff tem dois sóis nos óios, guarda sempre alta. Labutas ganhas no peito. Vivência, espírito e intuição. Muita! De chutar doutorandos pro escanteio. Marcação cerrada. Stratégie. Capitão Nascimento. Vezes bruto. Vezes necessário. Aqui um jargão não é caô, é preto no branco. Pretos & brancos. Camarão que dorme a onda leva bem, diz o Zeca. Camarão vem, vai. Frito. Assado. Fudido. Falido. Salgado, marola. Muitos assim. Ser vivo. Ser da gente. Moleque esperto, vida ganha nunca teve! O outro, correu, suou, se f*** mas veio para fazer e bem feito. Eu não quero criar com isso, mas eu preciso ser pago por isso. Cuidar de vidas humanas é difícil. E ele cuidou, de muitas crianças no Morro do Turano na Zona Norte do Rio.
“Em termos sociais, quais devem ser as finalidades da educação: ajustar as crianças e os jovens à sociedade tal como ela existe ou prepará-los para transformá-la” (SILVA, 1999)
A vida é um gole de estricnina
É o olho que tudo vê, diz a rima.
Na vida você é o rato, o pote e a mão que joga. Assim, toda missão exige um líder, o próprio: Jeff. Bem dito por ele e feito. Também. Preto de muitas palavras e atitudes. Cala a boca de qualquer um, na letra, na ginga, no proceder de seguir em frente. Não acreditar em segundas chances, não abaixar a cabeça, não pedir benção. Usar do argumento, da ideia e da visão para reafirmar. A VIDA. Se reafirmar como digno à vida. Uma digna que fosse. Reafirmar a importância do Terceiro Setor.
Pegar todos os nãos que nos desanimam! E construir seu próprio muro de tijolos de não, como o mestre pincelou. Até que nos piores dos seus dias, você olhe pra trás de si e se veja protegido. Metáfora linda de como superação e vida andam juntos e a vida é pra hoje!
Das primeiras boas intenções. De entender tudo e nada ao mesmo tempo. De ser sobre o Empreendedorismo ser a gente errar. É dizer sim querendo dizer não, às vezes. Imagina em uma comunidade? É acordar, limpar as remelas.
Tomar um coado amargo, sem açúcar e descer pra praia.
Então bora pra maré encher.
Playlist do #CMRadical, confira.
Nota mental: todos os trechos em itálico fazem referência a obras de músicos brasileiros, que assim como o Jeff também venceram muita missão na lábia, carisma e inteligência. Alguns outros trechos também foram tirados de falas do próprio Jeff em seu Instagram e durante nossa live.
Texto por Rhaissa V.
Dialética, TOC, disléxica, fotofobia leve. Ama wasabi, gengibre e rapé Huni Kuin. Binária cis de gênero não-conformista. Publicitária formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), ex Netflix. Hoje é meio nômade digital meio grudada na selva de pedra São Paulo. Radicalizou seu ano de 2020 abrindo mão de um meio sonho para ser mais feliz e saudável com si.
<3
Gracias.
Rhai