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CONVIDADA: SARA MAIA

O tema de junho prolongou-se por julho e o nosso encontro é mais tarde do que o habitual. Apesar do atraso, o entusiasmo é grande pois o tema promete. E a acompanhar um tema deverás aliciante, uma convidada que sagazmente encarou tudo com muita criatividade.

Connosco, e convosco, vamos ter a Sara Maia, doutorada em Estudos Culturais pela Universidade de Aveiro e Universidade do Minho. Exigem e muito organizada no seu trabalho, a Sara desde muito cedo se interessou pela área da investigação. A escolha por Estudos Culturais surgiu pela multidisciplinaridade do tema. O foco no estudo do Género foi quase como que uma consequência natural fruto da conjugação de diversos fatores como vivências pessoais, histórias locais e influência da comunidade onde esteve/está inserida.

“(…)Eu vivi numa sociedade que era, sobretudo, composta por mulheres e por famílias compostas por mulheres ou dirigidas por mulheres. E essa era uma situação muito curiosa. Como é que aquilo acontecia, tão naturalmente, e ninguém estudava aquilo?”*

Atualmente, a Sara é investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS-ICS) da Universidade do Minho e trabalha em parceria com o Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura (POLObs). No seu currículo conta também com o Prémio Internacional em Estudos Culturais - Virgínia Quaresma, para Melhor Tese de Doutoramento em Estudos Culturais.

Natural de Murtosa, a Sara lançou uma provocação para abrir o tema e despertar curiosidade: “O matriarcado não existe”.

Será que é mesmo assim? E se não existe e vivemos de facto numa sociedade patriarcal, qual é o papel da mulher na mesma?

Questões de género, de identidade e de poder estão na base do trabalho que a nossa convidada tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos e sob a qual publicou já diferentes artigos. Nesta envolvência, o desafio do próximo encontro é perceber o que é o matriarcado, como é idealizado e quais as estruturas de poder associadas. Ou até mesmo os mecanismos de controlo associados e que muitas vezes não identificamos como tal.

Temos um evento que promete e uma convidada que mais do que investigadora ou estudiosa, é uma contadora de histórias. E a história que nos vai contar é a da nossa sociedade, ou de parte dela.

Para conhecerem melhor o trabalho da Sara Maia podem acompanhar o seu LinkedIn.



Fotografia cedida por: Sara Maia


*Citação retirada de “Uma Webcartografia dos Estudos Culturais em Portugal”, por Professora Doutora Wlad Lima.