Política não é tudo, religião não é tudo, há qualquer coisa que nos unifica e que é mais básico, trata-se de construir comunidade e gerar amor.

Rui Paixão fala-nos da sua vivência enquanto actor no Cirque du Soleil da China, de como foi viver a pandemia naquele país, das inseguranças que isso lhe trouxe e de como estas podem ser materializadas no seu trabalho.

About the speaker

Rui Paixão desenvolve um trabalho de investigação e exploração de novas possibilidades para a linguagem do clown contemporâneo e do teatro físico com o foco na criação artística para o espaço público. É formado em teatro pela Academia Contemporânea do Espetáculo (2011-2014) e iniciou o seu percurso profissional como artista independente em 2015 depois de ter colaborado como interprete na companhia de artes de rua e circo contemporâneo Radar 360.

Na sua estreia como criador, no ano de 2015, com 20 anos de idade, foi considerado pelo IMAGINARIUS - Festival Internacional de Artes de Rua de Santa Maria da Feira a revelação das artes de rua em Portugal e venceu o prémio OFF CIRCADA no festival CIRCADA em Sevilha como artista emergente no circo contemporâneo procurando validar a sua pesquisa e a renovação do clown contemporâneo. Participou no Fringe Festival de Edimburgo com esta mesma criação, Lullaby.

O ano de 2016 foi marcado por diversas experiências com a criação de espetáculos e performances dedicados a destruir preconceitos e fórmulas fechadas sobre o clown dando-lhe novas abordagens dramaturgicas, estéticas e métodos de criação. Em 2017 fez nascer o projeto GODOT que veio reunir toda a experiência alcançada e estudada anteriormente e definir uma linguagem e uma defesa para aquilo que Rui Paixão começaria a chamar de New Clown. Desenvolveu o workshop Estado Omnium e desafiou-se para uma nova criação, Samsara. Ainda neste ano venceu o prémio para melhor espetáculo de rua na Feria de Teatro de Castilla e León em Espanha com o espetáculo Lullaby e integrou como co-criador e interprete o espetáculo FERIDA co-produzido pelo Imaginarius e Fira Tàrrega. Fez parte do projeto Exige o Futuro/Reclaim the Future das Visões Úteis inserido no programa do projeto Europeu “Cultura em Expansão”.

Chega a 2018 com 4 anos de tour onde divulgou o seu trabalho por países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Escócia, Suécia, Polónia e Brasil. Criou HANNO e integrou o OLE - Outdoor Lab Experience em França no festival Cratère Surfaces. Em 2019 juntou-se ao Cirque du Soleil numa nova criação em Hangzhou na China, tornando-se o primeiro português a integrar a companhia como criador original (Janeiro de 2019 a Fevereiro de 2020).

Volta a Portugal no início de 2020 e integrou o elenco de Romeu e Julieta numa versão de John Romão no Teatro Nacional D.Maria II em Lisboa. Concluiu o primeiro curso online do FAI-AR, MOOC Create in public space.

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