Repensar o processo criativo das agências para que as mensagens tenham valor para todas as pessoas.

80% das pessoas que estão criando propagandas é homem e apenas um a cada mil profissionais de agência é negro. A conversa é sobre femvertising, como possibilitar a entrada e participação de mais mulheres nos papéis de criação que definem as mensagens que chegam pra população. Acho que vale aqui trazer uma parte do texto que conta a história e propósito do More Grls: a indústria da comunicação sempre contribuiu para a cultura machista criou estereótipos como os da “família margarina” e da “gostosa da cerveja”. Não à toa, a maioria das mulheres não se sente representada na propaganda, apesar de formar 85% do poder de compra. Irônico, mas tem explicação: existem menos de 20% de mulheres na criação das agências.” Esta Roda de Conversa foi nosso piloto, para o CreativeMornings Ribeirão Preto – foi um roda arrebatadora, assista!

About the speaker

PARTICIPARAM DA RODA DE CONVERSA

Maíra Liguori diretora de impacto da Think Olga, uma ONG que tem o objetivo de empoderar mulheres por meio da informação, e co-fundadora da Think Eva.
Thais Navarro jornalista, visual designer e professora de processo criativo.
Silvia Bianchi sócia e CPO da Agência 6p.
Joana Mendes fundadora do YGB e diretora de criação da FBiz. Estava confirmada, teve um imprevisto e não pode participar ao vivo no dia da roda, mas gravou vídeos importantes que foram postados no perfil da @entrerios.eventos.

MODERAÇÃO

Cecília Castro relações públicas e co-fundadora da @entrerios.eventos, uma empresa de design de eventos.
Déborah Cavalcante sócia e proprietária do @coworkingcentral e idealizadora da iniciativa @ocentroehlegal.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Ana Carolina Piscitelli é ilustradora responsável pelo @karolcaturas.desenhos, e responsável pelo design da roda de conversa.
Brenda Falcão fez a ilustração tema da nossa roda de conversa, é tatuadora e arte educadora integrante da coletiva @saraudisseminas.
Eloá de Lucca e Thayná Carvalho fizerão a interpretação em libras. São co-fundadoras do @libras.singularizar. Eloá também atua no @fubaea com educação ambiental inclusiva e a Thatá é mestranda em educação especial.

Favorite quotes from this talk See all

Só o fato da gente buscar mulheres sempre ideais, perfeitas, sem celulite, bunda na nuca... quando é preta está naquele padrão globeleza... é um reforço pras nossas inseguranças, né? Ou quando colocam aquela mulher que faz tudo, que aguenta três, quatro jornadas e colocam ela como heroína ou quando descrevem a própria maternidade como algo romantizado e leva a gente para aquele quadro de maternidade compulsória que a gente ainda tem hoje... ninguém se pergunta o que uma mulher infértil sente, o que uma mulher que não quer ser mãe sente com esses comerciais que romantizam tanto o papel da mulher como mãe. Então, acho que a gente ainda põe a mulher em papéis muito culturalmente determinados e nesse sentido ainda falta um caminho para percorrer para nos tirar desses papéis estereotipados. — Mulheres na criação

É uma conversa que precisa acontecer: a estética refletindo a ética, né? A gente faz e depois a gente conta. Hoje, a gente primeiro conta e isso ajuda a impulsionar mudanças lá dentro, então tá ok. É um caminho da mudança, que é possível agora, mas não é o caminho ideal. Acho que a gente tem que primeiro ir entendendo, agindo e depois contando pro mundo. — Mulheres na criação

A representação tem um valor imenso. Primeiro por que ela é a primeira entrada para a discussão, então quando nós colocamos uma pessoa negra, uma pessoa trans, uma pessoa com deficiência num lugar onde não estamos acostumadas a vê-las, isso em si, já é um revolução, mas essa revolução não pode parar. A gente tem que partir disso e não terminar nisso. — Mulheres na criação

*Crickets* Sign in to add a comment.