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Em Julho chegámos ao Fim!

Manhãzinha cedo, como requer o protocolo, e cá estamos nós no Synergie Coworking, o espaço que nos acolhe este mês e até Setembro!

Hora de tomar o pequeno almoço e conversar. Há muito por onde escolher: o maravilhoso pão da Garfa, a que podemos juntar as compotas e patés de chorar por mais da Greenalyn; para um pouco de pecado, temos os tentadores bolos d’ O Piquenique, as deliciosas bolachas da Eggas e os irresístiveis brigadeiros da Brigadão! Para despertar, nada como um bom café oferecido pela Lavazza, a que se pode juntar um dos leites vegetais da Shoyce.

E para falar do fim do planeta e da humanidade tal como os conhecemos, convidámos o Prof. Orfeu Bertolami, físico e professor catedrático na Faculdade de Ciências do Porto e parte integrante do projeto Casa Comum da Humanidade.  Este projeto é multidisciplinar e abrangente e conta com inúmeros cientistas, filósofos e outros agentes que se dedicam a este tema de forma absolutamente científica.

O seu objetivo é criar um novo modelo, justo e sustentável, para uma abordagem global do sistema terra, que mantenha a soberania dos estados, mas em que todos contribuam para aquilo que é comum e partilhado por todos, a Casa Comum da Humanidade.  Explica-nos o Prof. Orfeu, que há inúmeros agentes que contribuem para a destruição do planeta e da humanidade e que não são hoje controlados de forma eficiente, porque cada estado opera de acordo com as suas próprias leis económicas, ainda que haja tratados e acordos entre estados que tentem limitar os impactos negativos causados pela atividade económica disfuncional de cada estado.

Desde 1950 que a grande aceleração da vida humana é o principal fator de transformação do sistema terrestre, com impactos dramáticos que provocam desastres ecológicos de dimensão muito superior àquela que deveriam ter os eventos naturais do sistema. A emissão de dióxido de carbono é um dos fatores mais preocupantes e o primeiro a ser tido em conta e a ditar que o passo imeadiato é que toda a nova atividade económica absorva todo o CO2 que produz. E não é cedo para isso, se tivermos em conta que mesmo que fossem hoje plantado 1 trilião de árvores, não seria suficiente para absorver todo o dióxido de carbono produzido.

O sistema terrestre é composto pelos oceanos, a floresta, o oxigénio, a humanidade, tudo partes que são comuns a todos os estados e que não se coadunam com a divisão dos territórios existente. Sendo este sistema o que garante a subsistência do planeta, temos que assegurar que não o alteramos de tal forma que comprometa a sua sustentabilidade. Para isso, é necessário criar um “condomínio da terra”.

A Casa Comum da Humanidade pretende responder a este problema através da criação de um mecanismo jurídico comum que permita repor as condições normais no sistema terra. A sua atuação é feita, assim, das entidades governamentais, da UE e de outras instituições que são fulcrais para que este modelo possa ser construído. Cada um de nós pode fazer a sua parte, contribuindo para este projeto tornando-se membro por apenas 1€. Podes ver como em: https://www.commonhomeofhumanity.org

Pelo nosso planeta, por nós!

Texto: Patrícia Mascarenhas

Imagem: Filipe Brandão

Ilustração: Joel Faria