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Porque é que vale a pena vir às CreativeMornings Porto?

Há eventos que são show-off. Há aqueles que se etiquetam facilmente como o “Ver e ser visto”. Há aqueles que são todos aparência e zero conteúdo. E também há os que parecem vento, que passa e sopra mas não deixa rasto. E depois há os eventos como as CreativeMornings Porto. Eventos que somam, que acrescentam ao que somos e ao como fazemos o que fazemos.

Eis algumas razões:

1)    Muitas ideias em meia hora: Normalmente os oradores de cada CM são escolhidos criteriosamente segundo a pertinência do seu trajeto, das suas ideias, do seu trabalho ou forma de estar. Perante cada tema global cada cidade escolhe o orador que melhor encaixa. Esta escolha é sempre feita com muito cuidado, procurando que os conteúdo estejam não só alinhados com o tema geral, mas também com a pertinência das ideias e do perfil para a audiência. O momento de os ouvir é, no geral, uma lufada de ar fresco, uma soma grande de ideias que chegam e ficam a pairar nas manhãs, com efeito muitas vezes prolongado.

2)   A possibilidade de debater ideias e de aprofundar opiniões: No formato das CM o espaço de pergunta-resposta está previsto para cada final de apresentação. É neste miolo de tempo que nasce a partilha bilateral, gente que acrescenta, que colabora, que conta de si ou que pergunta para aprofundar o já contado. É normalmente um momento rico de interação e construção, de debate e de forte entrelaçar das ideias tecidas durante a conferência.

3)   Conhecer pessoas, criar laços de afinidade: O espaço de networking é uma preocupação na organização das CM. O acolhimento, o momento que fomenta a interação entre quem vai chegando, as dinâmicas que algumas cidades decidem proporcionar (como no caso das CreativeMornings Porto) são tudo espaços de ver e conhecer outros. Entre os assistentes há sempre gente tão variada como inesperada. É comum ver um fotógrafo a falar com uma arqueóloga, uma artista plástica a falar com um informático, um arquiteto a falar com um contabilista... Quer freelancers com horários flexíveis como profissionais de outras áreas, com horários compatíveis, todos chegam e partilham da mesma vontade que os faz madrugar: ouvir ideias novas em ação. Assim, durante o pequeno almoço que antecede a conferência ou no final da mesma, é comum ver os pequenos grupos de afinidades criados espontaneamente e que não raras vezes acabam em parcerias ou colaborações. Afinal, mesmo nas diferenças há um ponto comum bem forte que une os madrugadores que chegam: a curiosidade sobre um mundo de ideias em movimento.

4)   O pequeno almoço gratuito e normalmente rico que antecede a conferência: Não sendo talvez a razão primeira para se ir a um evento destes, a verdade é que o facto de haver uma mesa bem posta onde se estendem bolinhos, café, uns sumos e outras iguarias (que variam sempre, conforme os patrocinadores), reúne quem chega à volta de um conforto de estômago que sabe bem. O pequeno almoço em sala permite também a saída célere de casa, rumo às ideias que se fazem esperar para ouvir.

5)   Fazer parte de uma comunidade maior: E, por último, e de uma forma mais abrangente, as CM são porta aberta em todos os lugares onde existem (e são várias as cidades do mundo que as organizam: 205 até ao momento!). Uma vez familiares com a dinâmica do evento é sempre fácil procurá-lo nas várias cidades onde está representada e dar luz criativa no meio de uma viagem a outros países (ou até dentro do próprio: em Portugal existem CM no Porto e em Lisboa). “É sexta-feira? A ver se as CM desta cidade calham hoje, por aqui!” E, se sim, é só inscrever e ir, sabendo já o que vos espera do outro lado do check-in de entrada.

As CreativeMornings são espaços abertos de encontro e de ideias, comunidade que se cria a cada manhã de sexta feira, uma vez por mês, completando anos mais cheios de gente e de sentido.

Texto: Edite Amorim

Imagem: Filipe Brandão